Histórico de atualizações
  • Boa noite. Obrigada por ter acompanhado a cobertura do Observador sobre a crise dos combustíveis.

  • Sindicato mostra-se contra a greve, mas teve de ativar "bomba atómica"

    O presidente do sindicato de motoristas de matérias perigosas argumenta que o setor é contra a greve, forma de luta que consideram prejudicial para patrões e trabalhadores, mas, sem outra opção, tiveram que recorrer à “bomba atómica”.

    Presidente do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, Francisco São Bento

    “Temos noção do que se passou e sempre dissemos, desde o início da constituição da associação que, posteriormente, deu início ao sindicato, que não somos a favor da greve. Até nos plenários costumávamos dizer [que é] a ‘bomba atómica’”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Francisco São Bento, em entrevista à Lusa. Para o sindicato, a greve “não traz benefícios ao trabalhador ou à entidade patronal e, muito menos, para o nosso país”.

    Porém, após três plenários, e na ausência de outros meios para fazer valer as suas reivindicações, os motoristas deram “luz verde” para o sindicato “carregar no botão da bomba atómica”, quase parando o país durante três dias.

  • Siza Vieira não espera ver nova greve

    O ministro Adjunto e da Economia defendeu a atuação do Governo durante a crise dos combustíveis. Em declarações à RTP, Pedro Siza Vieira sublinha que “não tivemos perturbações significativas da atividade económica, das infraestruturas ou da ordem pública”. Apesar da corrida aos postos, não se verificou uma falta generalizada de combustíveis. Questionado sobre se o Governo deverá ajustar a capacidade de resposta se confrontado com nova greve, Siza Vieira foi categórico:

    “Não espero ver uma nova greve”.

    Para o ministro Adjunto, o Governo reagiu de forma “progressiva e adequada” com o respeito pelos direitos legítimos dos grevistas, mas procurando salvaguardar as infraestruturas. Foi o que fez quando ao final de terça-feira, verificou que os serviços mínimos não estavam a ser cumpridos, chamando grevistas e ANTRAM para assegurar o seu cumprimento e definido a rede de postos de abastecimento de emergência. E sobre as críticas ao facto de o Interior do país ter ficado de fora da primeiros limites para serviços mínimos, Siza Vieira lembra que foram as empresas a propor as operações que tinham de ser salvaguardadas.

    O ministro da Economia elogiou ainda a intervenção das forças de segurança que chegaram a estar dentro dos camiões para assegurar os serviços mínimos.

  • TST disponibiliza serviço apenas de autocarros que circulam pela Estrada Nacional

    Esta quinta-feira os autocarros da TST entre Setúbal e Lisboa vão funcionar apenas nas carreiras que fazem o perceurso pela Estrada Nacional 10, noticia o Jornal de Notícias. As carreiras que costumam utilizar as autoestradas A2 e A12 foram suprimidas. Está previsto que a situação fique normalizada esta sexta-feira.

  • APETRO: regularização dos abastecimentos de combustível pode demorar cinco dias

    A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas afirmou esta quinta-feira à Lusa que repor a situação existente antes do início da greve pode demorar até cinco dias, mas a partir desta tarde deverá retomar-se a normalidade dos abastecimentos. “Acreditamos que [regularizar] tudo, portanto uma situação igual à existente antes do início da greve, poderá demorar até cerca de cinco dias, mas grande parte das situações estarão regularizadas antes disso”, disse à Lusa António Comprido, da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro).

    O responsável adiantou que “a partir de amanhã [sexta-feira] já deverá haver uma situação normal em muitos casos, mas a totalidade só depois do fim de semana”. E “admitindo que se vai trabalhar — e temos indicação que isso vai acontecer — durante o fim de semana”, salientou.

    Questionado sobre se já tem indicações de que os abastecimentos estão a ser reforçados desde o anúncio do fim da greve dos motoristas de matérias perigosas, António Comprido referiu que as associadas da Apetro estão a trabalhar para que se retome a normalidade dos abastecimentos a partir da tarde de hoje. “As informações que nos chegam das associadas é que estão a trabalhar em termos de planeamento de cargas para que rapidamente, a partir desta tarde, se retome a normalidade dos abastecimentos e até que isso seja feito com um reforço ao longo dos próximos dias para repor a situação o mais depressa possível”, afirmou o responsável da Aperto.

  • PSD quer oleoduto para servir o Aeroporto de Lisboa

    O partido de Rui Rio quer um oleoduto para abastecer o Aeroporto de Lisboa. A informação foi avançada à TSF, pelo vereador da Câmara Municipal de Lisboa João Pedro Costa. O partido vai fazer a proposta para “instar o Governo a construir um oleoduto” no Aeroporto Humberto Delgado já na próxima reunião da Câmara Municipal de Lisboa.

    João Pedro Costa diz que a necessidade da construção do oleoduto foi notória durante a greve dos transportares de combustíveis. “Esta crise alertou para um problema de Lisboa e do país que é o abastecimento de combustíveis ao Aeroporto Humberto Delgado. Deixou claro que não se podem repetir falhas logísticas nas principais infraestruturas do país e que o aeroporto é o único aeroporto europeu desta dimensão que não é abastecido por oleoduto.”, afirmou.

    O vereador social-democrata acrescentou ainda que “Lisboa, antes de dificultar a vida às pessoas com o acesso automóvel, deve começar por resolver o acesso dos 180 camiões cisterna que diariamente atravessam a A1 e a segunda circular”.

  • PRIO vai abrir terminal 24h e quer ter todos os postos abastecidos até domingo

    Com o fim da greve de motoristas de matérias perigosas, o terminal de tanques da PRIO, em Aveiro, irá estar aberto 24h por dia até às 12h de domingo, a carregar o maior número possível de camiões cisterna, que depois levarão combustível aos mais diferentes pontos de Portugal, anunciou a gasolineira ibérica em comunicado.

    Desta forma, a empresa poderá abastecer 16 camiões cisterna por hora, o que equivale a 500 mil litros. “Paralelamente a empresa está a mobilizar o maior número de camiões e motoristas possíveis para poder restaurar a normalidade de abastecimento o quanto antes e irá manter o público informado sobre todos os postos que reabastecer, que serão prioritariamente os incluídos na rede estratégica definida pelo Governo”, avança ainda o comunicado.

    Segundo Pedro Morais Leitão, presidente da PRIO, “na 3ª feira passada prometemos envidar todos os esforços para assegurar que as famílias portuguesas continuam a ter acesso aos nossos combustíveis durante esta época especial, de hoje até domingo iremos cumprir essa promessa”.

  • Leia aqui na íntegra o acordo entre os motoristas e os patrões

  • As 5 reivindicações que os motoristas vão negociar com a ANTRAM este ano

    No acordo divulgado esta manhã, o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas reconhece que a greve que convocou a 28 de março, para começar a 15 de abril, “tem causados prejuízos muito significativos à economia nacional, a todos os agentes do setor e, acima de tudo, à população em geral” pelo que aceita pôr fim à paralisação. A ANTRAM, por seu turno, assume-se como a associação mais representativa do patronato para poder negociar com os motoristas. E o governo revela a necessidade de garantir a paz social e a satisfação coletiva, assumindo o papel de mediador. Assim, comprometem-se todos, até 31 de dezembro de 2018, começar um processo de negociação que “promova e dignifique a atividade de motorista de mercadorias perigosas”, lê-se no acordo. A negociação assenta em cinco reivindicações distintas:

    1. A individualização da atividade no âmbito da tabela salarial
    No atual contrato coletivo de trabalho, só existe a categoria “Motorista de Pesados”, que tem uma remuneração base de 630 euros. Não há categoria própria para os cerca de 800 motoristas que todos os dias transportam materiais perigosos. O presidente do SNMMP, Francisco São Bento, quer que na base salarial dessa categoria profissional esteja o correspondente a dois salários mínimos (ou seja, duas vezes 600 euros). Para a ANTRAM, no entanto, em declarações aos jornalistas, este é já o salário que estes profissionais levam para casa.

    2. Subdídio de Risco
    Para que não existam dúvidas entre salário e subsídios, e pela perigosidade da profissão que exercem estes profissionais com uma certificação que os outros motoristas não têm, o sindicato — que representa 600 trabalhadores — quer uma atualização do subsídio de risco, atualmente de 7,5 euros por dia. O advogado do sindicato já alertou que há motoristas a trabalharem mais de 16 horas por dia e que não recebem mais por isso. Denunciou também situações de fraude fiscal por algumas empresas.

    3. Formação especial
    O novo contrato coletivo, aprovado para o setor em setembro de 2018, obriga as entidades empregadoras a custearem os custos de formação para que os motoristas obtenham as suas certificações legais – CQM (para a generalidade dos motoristas) e, também, ADR (um acrónimo que ficou do tratado europeu sobre transporte de materiais perigosos por estrada, no caso dos motoristas de matérias perigosas), como já referiu a ANTRAM. Mas o sindicato do setor exige uma formação especial.

    4. Seguros de vida específicos
    Às reivindicações, o sindicato juntou também o pedido de um seguro de vida específico para quem transporta substâncias consideradas perigos.

    5. Exames médicos específicos
    Os motoristas estão também preocupados em discutir com as entidades patronais, na presença do Governo, a possibilidade de serem sujeitos a exames médicos mais específicos dados os perigos a que a profissão os expõe.

    As 5 reivindicações que os motoristas vão negociar com a ANTRAM este ano

  • Governo diz que as operações turísticas na Páscoa vão decorrer "com normalidade"

    A Secretaria de Estado do Turismo afirmou esta quinta-feira que a operação turística no período da Páscoa “se desenrolará com normalidade”, depois de ter terminado a greve dos motoristas de matérias perigosas.”Com o final da greve convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), através da mediação do Governo, garante-se que a operação turística durante o período de Páscoa se desenrolará com normalidade”, refere um comunicado divulgado pela secretaria de Estado liderada por Ana Mendes Godinho.

    O Governo salienta, assim, que os turistas, quer nacionais, quer estrangeiros, “dispõem de todas as condições para viajar pelo país sem problemas”. A Páscoa “é um período importante para o turismo em Portugal e estão reunidas as condições para que a atividade turística decorra de acordo com as previsões positivas dos operadores turísticos”, acrescenta o comunicado.

    A greve dos motoristas de matérias perigosas terminou esta quinta-feira de manhã, depois de o sindicato e a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem chegado a acordo, disse à Lusa fonte do Governo. A ANTRAM e o sindicato que representa os motoristas de matérias perigosas comprometem-se, no protocolo assinado esta quinta-feira e que põe fim à greve, a concluir até dia 31 de dezembro um processo de negociação coletiva.

    Este processo, de acordo com o documento, distribuído aos jornalistas esta quinta-feira em conferência de imprensa, em Lisboa, visa “promover e dignificar a atividade de motorista de materiais perigosos” e será acompanhado pelo Governo. A greve dos motoristas de matérias perigosas tinha sido convocada pelo SNMMP, por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, provocou dificuldades de abastecimento em vários pontos do país.

    Agência Lusa

  • Petrolíferas vão dar prioridade a postos nos principais eixos rodoviários

    Três até cinco dias. Essa era a ontem à noite a estimativa avançada pela APETRO (Associação das Empresas Petrolíferas) para a reposição dos sctoks normais nas bombas de gasolina a nível nacional. No entanto, salvaguardou António Comprido, as petrolíferas vão concentrar os esforços nos postos localizados nos principais eixos rodoviários onde a procura é maior.

    Esta quinta-feira é o dia de partida para as mini-férias da Páscoa e as falhas de abastecimento fizeram muitos repensar os planos de viagem, adiando ou até e até cancelá-los. Ainda não há estimativas para as perdas causadas por esta greve de três dias.

  • Abastecimento de combustíveis normalizado a nível nacional em 48 horas, diz sindicato

    O Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas estima que o abastecimento de combustível a nível nacional fique normalizado dentro de dois dias, depois de desconvocada a greve que durava desde segunda-feira. Em declarações aos jornalistas após o anúncio do final da greve, no Ministério das Infraestruturas e Habitação, Pedro Henriques, do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SMMP), congratulou-se com o entendimento conseguido e disse esperar que até ao final do ano se consiga concluir o acordo de negociação coletiva.

    “Vamos dar início às negociações com a ANTRAM [Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de Mercadorias], com supervisão do Governo, para negociar as cláusulas da negociação coletiva desta classe profissional. A primeira reunião é dia 29 e tem como objetivo até ao final deste ano estar fechado este acordo coletivo de trabalho até final do ano”, afirmou o responsável.

    Pedro Henriques disse ainda que o que fez o sindicato desconvocar a greve foi “a garantia da ANTRAM e do Governo de que se iniciaria esta negociação coletiva de trabalho” e o compromisso do executivo de que este acordo estaria fechado até final do ano e que as negociações decorrerão “com tranquilidade”. “Não está em causa apenas uma negociação, está em causa o reconhecimento oficial da categoria de motorista de matérias perigosas”, afirmou Pedro Henriques.

    O representante sublinhou que o sindicato tinha consciência de que “a manutenção do direito pela greve iria causar ainda mais problemas ao país, que parou em três dias”. “Não era nossa intenção. Manifestamo-nos sempre de forma pacífica para alertar para a importância que estes homens têm, pois sem eles o país para, mas o país não os conhecia nem os reconhecia”, acrescentou.

    No entendimento conseguido hoje, as partes comprometem-se a “diligenciar pela manutenção de um clima de diálogo e paz social, mantendo o diálogo como forma de resolução de diferendos ou divergências até ao fim das negociações”, abstraindo-se de “outras formas de pressão, nomeadamente greves”. A desconvocação da greve dos motoristas de matérias perigosas, que tinha começado na segunda-feira, foi anunciada hoje de manhã pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

    Agência Lusa

  • Limite de 15 litros mantém-se até à normalização do serviço de abastecimento

    A limitação do abastecimento de 15 litros por viatura nos 310 postos elencados pelo Governo como prioritários, quarta-feira, vai manter-se até à “normalização total do serviço”, confirmou fonte do Ministério do Ambiente e da Transição Energética ao Notícias ao Minuto.

  • ANTRAM está a tentar regularizar todos os postos até segunda ou terça-feira

    “Este foi um processo difícil porque não sabemos fazer greve, sabemos fazer negociações e chegar a um entendimento”, disse esta quinta-feira o presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), Paulo Duarte, logo após ser conhecido o fim da greve. O responsável afirmou que é necessário olhar com um “espírito construtivo e com racionalidade económica” para o que se passou e para as negociações que ai vêm. A ANTRAM vai tentar que as consequências da greve sejam sanadas o mais rapidamente possível. “Vamos tentar recuperar no turno da tarde. Durante esta semana até segunda ou terça vamos fazer todos os nossos esforços”, disse.

  • Primeira reunião a 29 de abril e acordo até final do ano

    O Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas, que nas últimas 72 horas conseguiu paralisar o país, tem motivos “para celebrar”. Quem o afirmou esta quinta-feira foi Pedro Pardal Henriques, advogado do sindicato que confessou sentir-se “orgulhoso”, porque nos últimos dias os portugueses ficaram a saber o que é um motorista que transporta matérias perigosas e a falta que ele faz. “A partir de hoje todos vão saber o que é um motorista”, disse.

    Era, aliás, essa a intenção do sindicato que conta apenas com quatro meses de existência. “Temos noção que se continuássemos com esta greve iríamos causar problemas ao país, e não é nossa intenção. Queríamos apenas alertar para a importância que estes homens têm”, disse o advogado. “O país entendeu aquilo que esta classe há mais de 20 anos passava”, acrescentou, anunciando que a próxima reunião com a ANTRAM, com a supervisão de Governo, está já marcada para o próximo dia 29 de abril e que as negociações estarão terminadas no final do ano.

    Sobre a hipótese de as negociações não serem levadas avante e de uma possível nova greve, o advogado é cauteloso. “Confiamos que as negociações irão decorrer com tranquilidade. Uma paralisação é feita em ultima instância e não de ânimo leve, apesar de dizerem que é um sindicato pequeno e bebé”.

    O sindicato reivindica o reconhecimento da categoria profissional e durante as reuniões com o Governo terá denunciado vários “crimes” das empresas para onde trabalham. “Ficaram a conhecer os crimes pelo número de horas a que as pessoas são expostas, crimes de fraude fiscal”, alerta o sindicato, referindo que a posição do Governo não será de um simples mediador.

  • "A normalização será gradual, não será imediata", diz ministro

    “Chegamos a acordo para o levantamento da greve de motoristas para materiais perigosos”, começou por dizer o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. Durante a noite, Governo, Sindicato e ANTRAM estiveram reunidos durante dez horas. No final anunciaram que os serviços mínimos seriam garantidos a nível nacional, para poucas horas depois anunciar o fim da greve que se prolongou durante três dias com consequências em vários setores.

    Na conferência de imprensa desta manhã, o ministro lembrou que chegaram a acordo, numa negociação que decorreu de forma “leal”. E lembrou as empresas que “ninguém está a cima da lei” e que a lei deve ser respeitada. “É fundamental que todas cumpram a lei da mesma forma”, disse. “A normalização será gradual, não será imediata”, avisou, no entanto, o ministro. “A greve terminou, não há nenhum obstáculo a que a normalidade seja resposta”, disse, embora não se considerando um “adivinho”, para perceber quando tudo voltará de facto à normalidade.

    “Há um processo de reorganização que demorará algum tempo, mas vamos começar a sentir durante as primeiras horas do dia que este período que vivemos terminou”, disse.

    No entanto, diz, pode afirmar que, neste período da Páscoa, não vai haver “problemas”. O governante aproveitou para agradecer às forças de segurança que “tiveram um papel fundamental” e deixou um recado à oposição, que criticou nos últimos dias o tempo de reação do governo. “O que fizemos foi o que faríamos se o pré-aviso tivesse um ano”, garantiu, elencando que nestes três dias de greve os ministérios do Ambiente, Trabalho e Administração Interna estiveram sempre a trabalhar para declarar uma situação de alerta e de crise energética e para que pudessem responder da melhor forma.

  • Uma semana para normalizar abastecimento

    O abastecimento de combustíveis vai demorar uma semana a normalizar, de acordo com o jornal Expresso, que cita fonte de uma petrolífera a operar em Portugal. A mesma fonte explicou que, embora a greve já tenha terminado, “demorará cinco a sete dias a normalizar” um vez que “em condições normais a estrutura logística está feita para ser coberta em três dias, mas não com esta loucura”.

  • Acordo tem 3 páginas

    Um acordo de três páginas entregue aos jornalistas, ainda antes da conferência, assinado pelo recém criado Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, pelo Governo e pela ANTRAM. Reconhece que a greve tem causado um grave prejuízo à economia nacional e depois estabelece alguns acertos salariais, com seguros de vida específicos, a serem definidos nas negociações que se vão iniciar no Ministério das Infraestruturas, avança a TSF.

  • Governo chegou a acordo com Sindicato

    Segundo o Correio da Manhã, numa comunicação esta manhã no Ministério das Infraestruturas, depois de o sindicato e o Governo terem reunido, a greve vai terminar. A Rádio Renascença avança que será o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a falar numa conferência de imprensa que conta também com do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP). A conferência de imprensa estava marcada para as 8h00, mas ainda não começou.

  • Transportes de passageiros com horários de fim-de-semana

    Várias empresas de transporte de passageiros já informaram que vão proceder a alterações nos horários. A Transportes Sul do Tejo não vai realizar, esta quinta-feira, as carreiras que ligam Setúbal, Palmela e Pinhal Novo a Lisboa. As restantes ligações operadas pela Transportes sul do Tejo na Península de Setúbal vão circular esta quinta-feira de acordo com o horário de sábado.

    A Rodoviária do Tejo vai reduzir o numero de carreiras de forma a garantir que tem combustível para o transporte escolar na próxima semana. Um responsável da Rodoviária do Tejo disse à agência Lusa que a impossibilidade de abastecer os autocarros se mantiver até terça-feira será muito difícil garantir o transporte dos alunos.

    Também a partir desta quinta-feira, as empresas do Grupo Barraqueiro vão suprimir carreiras. Em alguns casos poderão ser cortadas metade das viagens habituais. Fonte do grupo disse à Lusa que tudo vão fazer para que as supressões ocorram fora dos períodos de hora de ponta.

    A Transtejo e a Soflusa já acionaram o abastecimento dos barcos por via marítima, uma vez os tanques da empresa já estão vazios.

    A Sulfertagus também já informou que, a partir de quinta-feira, podem ocorrer perturbações na realização dos serviços. A partir desta quinta-feira, todas as carreiras Sulfertagus circularão de acordo com o horário de Sábado, com exceção das Carreiras 4F e 2N que efetuarão o horário de Dia Útil.

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