Cada vez que ouvimos falar em direitos LGBT (lá iremos às restantes letras do acrónimo), não podemos deixar de referir aqueles que estão na origem de tão nefasta ideologia. Seguem-se os mais conhecidos.

O entomologista Alfred Kinsey (1894–1956) via as pessoas como objectos e não como sujeitos, bem ao estilo utilitarista. Nas suas investigações não há uma única ligação entre a actividade sexual e o compromisso, o amor conjugal, a geração de filhos ou a experiência de paternidade/maternidade. Para Kinsey, a variedade de parceiros sexuais era vista como uma vantagem, daí ser um forte defensor da mesma. A antropóloga Margaret Mead (1901–1978) reivindicou que os papéis do homem e da mulher eram determinados exclusivamente pela cultura, sem qualquer contributo da biologia. O psicólogo John Money (1921–2006), a partir de estudos em hermafroditas, concluiu que todas as crianças até aos dois anos têm como que a capacidade de virem a tornar-se homem ou mulher, dependente do estímulo a que estivessem sujeitas. Por último, o filósofo Michel Foucault (1926–1984), reforçou a ideia de que a identidade sexual é uma construção social e que os pontos âncora onde outrora essa mesma identidade se alicerçava, como a anatomia, a biologia e a fisiologia, deviam ser considerados absolutamente secundários.

Dentro do mundo LGBT, a atração pelo mesmo sexo tem um lugar de destaque, dada a frequência com que ocorre. Contudo, o que por uns é considerado uma orientação, mais não é do que uma desorientação. As histórias, que já abundam, de pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo e que discerniram, não raras vezes de forma dolorosa, que semelhante tendência contraria a lei natural e, sobretudo, o propósito último da sexualidade humana, assim o confirmam. A desorientação ocorre porque algo no desenvolvimento psico-afectivo falhou. Culpar o próprio de tal falha é talvez uma das maiores injustiças desde sempre cometidas contra estas pessoas, mas tal não nos pode levar a enaltecer a falha como se de uma simples variante da sexualidade se tratasse. Discernir a realidade e a sua finalidade não é tarefa fácil, a todos os níveis, mas é a nossa responsabilidade e obrigação. A verdade, no fim, é libertadora.

A natureza humana é binária (homem e mulher, macho e fêmea), não heterossexual, homossexual ou qualquer outra combinação possível. Semelhantes termos não definem o homem nem muito menos a sua vocação, antes o reduzem a uma dimensão exclusivamente baseada na atração sexual. A ideologia de género e a mentalidade LGBT são exímias na arte de desvirtuar o que a própria realidade nos apresenta. Quando assim é, outra coisa não seria de esperar do que a enorme confusão a que se chegou hoje em dia. A evolução do acrónimo LGBT é o melhor exemplo. O que começou com quatro letras, tem agora sete (LGBTQIA). E porque talvez não seja muito prático continuar a acrescentar letras, a fórmula final é sugestiva: LGBTQIA+. Ou seja, um zoófilo, um pansexual ou um poliamoroso teriam que se limitar à categoria +, o que não abona muito a favor da inclusão.

Com uns cortes aqui e uns acrescentos acolá, a actual ideologia de género é herdeira das teorias desenvolvidas e defendidas pelos “ilustres” investigadores acima referidos. Até onde poderá chegar nunca saberemos, mas a avaliar pelo enorme sucesso que tem tido na colonização ideológica que tem levado a cabo (vejam-se, por exemplo, as campanhas The Gender Unicorn ou The Genderbread Person), não nos devem restar dúvidas que não vai parar por aqui. A dita acção de sensibilização para promover a igualdade de géneros e sensibilizar para as diferentes orientações sexuais, realizada recentemente numa escola do Barreiro e destinada a crianças entre os 11 e 13 anos, é disso um exemplo.

Autor do blog Um Católico em DC