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Há uma diferença entre “ganhar a atenção” e “prender a atenção”. Na verdade, serão formas muito diferentes de se falar da atenção. Às vezes, tenho a impressão que passamos a vida a “prender a atenção” uns aos outros. A fazermos os possíveis por impressionar. Tudo mais ou menos “à primeira vista”. Por mais que “prender a atenção” tenha um valor quase descartável. Mas, enfim; “prender a atenção” é, de certa forma, o melhor daquilo que a maioria de nós parece ser capaz de dar.

“Ganhar a atenção” supõe, pelo contrário, que se tenha argumentos substantivos. Uma coerência em relação àquilo que se pensa. E um rasto com “impressão digital” que, pela sua singularidade, seja impossível de replicar. Todos seremos capazes de “ganhar a atenção”. Assim não nos rendamos ao impulso de “prender a atenção”.

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