Os menos atentos eventualmente ignorarão que existem dois Estados Judaicos no mundo. Aquele que todos conhecemos, independente, representado nas Nações Unidas e designado por Israel e aquele outro, de que provavelmente poucos ouviram falar, designado por República Hebraica Autónoma (com a capital em Birobidzhan) que foi criado após a Revolução Bolchevique, como uma região autónoma, onde os judeus aspiravam construir um abrigo seguro, longe dos Pogrom que os haviam dizimado nos últimos anos do regime do Czar.

Não é, portanto, de admirar que usufruindo de direitos civis muito limitados e desejando um maior grau de autonomia e emancipação, um número desproporcionado de Judeus tenha dado o seu contributo à implantação do regime dos sovietes na velha Rússia Imperial.

A erradicação do velho Estado Russo, implicava a criação de uma União de nacionalidades soviéticas em que os judeus encontrariam, à semelhança dos restantes povos do Império, a sua autodeterminação.

Foi assim concedido, em 1928, um pedaço de estepe na fronteira Sino-Soviética, nas margens do rio Amur, servido pelo Transiberiano, infestado por mosquitos, impossível de habitar e ainda menos de cultivar, tendo sido outorgado o estatuto de Região Autónoma Judaica em 1934.

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