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Por vezes a justiça demora, mas acaba sempre por chegar. Foram precisos 18 anos para finalmente percebermos que em 2001 o governo liderado por António Guterres não deixou o país de tanga por incompetência, de modo algum!, mas antes para que os portugueses ficassem equipados com a indumentária certa para fazer face à subida do nível da água dos mares como consequência das alterações climáticas. Tive esta epifania ao ver o secretário-geral das Nações Unidas na capa da revista Time desta semana de fato e gravata e com água pelos joelhos, fazendo um apelo lancinante aos líderes mundiais para que tomem medidas contra este fenómeno.

E não ficou por aqui a presciência do nosso ex-primeiro-ministro. Vejam isto. O título dessa imagem de Guterres com as canelas de molho é “O nosso planeta está a afundar-se”. Pois bem, quando abandonou o governo após a derrota do PS nas autárquicas de 2001 que disse o então líder socialista? Justificou a sua saída com a necessidade de evitar que o país mergulhasse no “pântano”, que é um local onde a probabilidade de nos afundarmos é efectivamente muito elevada. Prova-se assim que a obsessão de Guterres com esta coisa dos afundamentos já vem de longe.

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