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A religião católica é mais ou menos como o feminismo: quando entra em cena é certo e sabido que numerosos cérebros param de raciocinar, as ligações neuronais empancam, quiçá têm alterações pouco saudáveis da química cerebral, e os detentores de tais cérebros entregam-se a tiradas iradas mas ignorantes. Tivemos a última salva de ataques de nervos com o catolicismo à volta das Jornadas Mundiais da Juventude no Panamá e das próximas que se realizarão me Lisboa.

Por um lado, é a Associação Ateísta Portuguesa que se amofinou por Marcelo Rebelo de Sousa ter participado nas Jornadas no Panamá. Não interessa que grande parte da população portuguesa que o Presidente da República representa seja católica; que existisse uma delegação de jovens portugueses no evento. Claro que, se o PR português assistisse à cerimónia de transmissão do Arcebispado da Cantuária ou às festas de fim do Ramadão num país islâmico, tal seria somente respeito pela religião alheia, um notável exercício de tolerância merecedor de prolongados aplausos, um enternecedor exemplo de acolhimento da diferença. Mas em se tratando de algo vagamente católico, ah então nem pensar.

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