Como é que sabemos que vivemos num país socialista, um país com políticas para as pessoas e o mesmo futuro radioso da Venezuela? Uma vaga impressão não basta, temos que fazer uma análise multifacetada e «científica», como a esquerda tem a mania de dizer.

As partículas…

Bastará ter um governo socialista?

Não, não basta ter um governo socialista. A Espanha também tem um dos poucos governos socialistas europeus que sobram, com uma arquitectura tão circunstancial e sui generis como a do nosso, mas o governo socialista espanhol está de passagem. Apesar de ter-se distinguido sobretudo por querer mudar de sítio umas ossadas, duas sondagens já lhe prometem o ocaso. A Espanha não é socialista. Deixou de ser socialista, até, a Andaluzia. E não sendo socialista, a Espanha conhece, portanto – como diria a Sic, a Tvi, a RTP, a TSF, a RR, a Visão, o Expresso, o Público, o DN, o JN, o Acção Socialista, o Esquerda e o Avante! –, «dias negros para a democracia», enquanto a Andaluzia, perdida, decerto que ficou subitamente «anti-feminista», «xenófoba» e de «extrema-direita».

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