Rádio Observador

Eleições Europeias

As próximas gerações à frente das próximas eleições

Autor
  • Diogo Prates
106

Os novos partidos devem compreender o desencanto dos Portugueses com a classe política que nos governa há 40 anos e proporem uma verdadeira alternativa governativa, não só novos protagonistas

Formar um partido e concorrer a eleições é uma responsabilidade. Não pode ser encarado de ânimo leve o apelo ao voto e à confiança dos cidadãos, os novos partidos devem compreender o desencanto dos Portugueses com a classe política que nos governa há 40 anos, (e aqui não falo apenas de PSD, PS e CDS; uma das vantagens da “geringonça” é agora PCP e BE poderem e deverem ser responsabilizados pelas opções deste governo) e proporem uma verdadeira alternativa governativa, estes partidos não podem ter apenas a ambição de mudar os protagonistas, isso é curto e demasiado pobre, mudar de caras é fácil, é preciso traçar um caminho que ponha definitivamente Portugal ao lado daqueles que vão à frente; o atraso crónico, a pobreza, o subdesenvolvimento, os pedidos de ajuda externa, a corrupção, o compadrio não são uma fatalidade, quem chega de novo tem a obrigação de proporcionar à população um outro caminho, uma alternativa credível a este Estado (de coisas).

No passado dia 8 de Maio tive a oportunidade de participar na Universidade de Évora enquanto candidato da Iniciativa Liberal às eleições Europeias num debate promovido pela associação 100% ADN sobre a Europa e Sustentabilidade Ambiental, nesse debate procurei expor aquelas que nos parecem ser as falhas deste governo nesta matéria, e dei o exemplo dos incêndios de 2017 em que o governo falhou na prevenção e combate aos incêndios e ainda na reconstrução das casas e aplicação dos donativos, procurando transmitir as alternativas que a IL tem neste tema, aquilo que nós defendemos é uma mudança de paradigma, mudar de um regime regulamentar para um regime contratual, o que é que isto quer dizer? Depois dos incêndios o governo tentou fazer passar a ideia que a responsabilidade dos incêndios foi inteiramente dos proprietários que displicentemente não cuidaram da limpeza dos seus terrenos, infelizmente o pinhal de Leiria ardeu o que prova a responsabilidade do Estado nesta matéria, e perseguiu os pequenos proprietários muitos deles idosos e pobres, ameaçando-os com coimas elevadas. O que a IL propõe é incentivar os pequenos proprietários a fazer esta limpeza, contratualizando com eles a gestão dos ecossistemas, apoiar Organizações Não Governamentais como por exemplo a Montis que compra terrenos pelo sistema de crowdfunding e faz a sua manutenção e direcionar a Politica Agrícola Comum para o apoio na gestão dos ecossistemas e limpeza de terrenos e florestas.

O que é que este governo tem feito em matéria de prevenção das alterações climáticas? O que tem sido feito em matéria de aproveitamento da água? Sabemos que o Alentejo regista temperaturas cada vez mais altas e períodos de pluviosidade cada vez menores, em Espanha por exemplo 8 milhões de pessoas já são abastecidas por água dessalinizada enquanto em Portugal o governo se recusa a pôr este tema em cima da mesa, preferindo gastar o dinheiro de todos os contribuintes em passes sociais em Lisboa e Porto que apenas pioraram o serviço daqueles que utilizam os transportes públicos como as recentes supressões de comboios na linha de Sintra comprovam.

Pode parecer mas a nossa responsabilidade não é pequena. A responsabilidade que vem de criarmos a esperança de um país diferente é grande. Nós gostamos de responsabilidade e esperamos estar à altura quando a isso formos chamados.

Médico, candidato às eleições europeias pela Iniciativa Liberal

Não queremos ser todos iguais, pois não?

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