Deus é uma palavra difícil. Sempre foi e creio que sempre será, pois Deus é tudo menos evidente. Por isso mesmo, não me é nada difícil perceber a dificuldade dos que nem a conseguem ouvir. E, muito menos, proferir.

Curiosamente, o contemporâneo OMG parece facilitar a tarefa a muita gente. Evocado assim, por escrito e em inglês, apenas com três iniciais acompanhadas de coloridos emojis, nas redes sociais, dá mais jeito e a evocação serve tudo e todos. É útil para exprimir sustos, dificuldades ou perplexidades, para exclamar grandes surpresas e sublinhar profundos mistérios. Dá para a vida corrente e é usado por crentes e não crentes, numa escala planetária.

No cinema também ouvimos a expressão mil vezes repetida e aplicada a situações que vão das mais fantásticas fugas aos mais hediondos crimes, torturas e aflições, passando por momentos de paixão e instantes de exaltação.

Posso dar dois exemplos correntes onde a palavra Deus é usada sem hesitação: nos EUA, país altamente democrático, como sabemos, livre e respeitador de pessoas e atitudes, a nota de dólar continua a ter a inscrição “In God we trust”. Também a divisa inglesa, o lema do Reino Unido, permanece fiel a Deus, mantendo a expressão francesa original “Dieu et mon droit”.

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