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Quase diariamente, ouvimos apelos à remoção da estátua do fulano X, à destruição do edifício Y ou à retirada das prateleiras do livro Z. Por este andar, não ficará pedra sobre pedra e realizar-se-á uma das profecias cantadas na “Internacional”, na sua versão francesa, que continua a ser o hino dos partidos comunistas e socialistas: “Du passé faisons table rase“ (“Do passado façamos tábua rasa”). Na versão portuguesa, a tradução é: “Cortai o mal bem pelo fundo”, mas isso não muda a essência da questão.

Na Rússia soviética, os comunistas bolcheviques levaram esse verso à letra e destruíram centenas de templos ortodoxos, derrubaram dezenas de estátuas e venderam, em troca de ouro e de moeda forte (na altura, tal como hoje, era o “famigerado” dólar norte-americano), quadros, ícones, joias e numerosas obras de arte pilhadas de palácios e igrejas.  O objectivo era encontrar dinheiro para a “ditadura do proletariado”, que visava acabar com os ricos, mas levou à formação de uma nomenclatura comunista que veio substituir os senhores amaldiçoados na “Internacional”.

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