Não podemos ficar parados nem calados, enquanto médicos, enfermeiros e auxiliares tratam de salvar as nossas vidas, mas vemos outras vidas que precisam de ser salvas. Apelamos, por isso, ao fim da burocracia no apoio à restauração, pela clareza, simplicidade e rapidez na adoção de medidas

Estamos a viver um momento marcante da nossa história, da nossa vida, da nossa sociedade, como seres humanos e como cidadãos. É nestas alturas que nos definimos, como somos e como queremos continuar a ser – olhando para o passado para nos inspirarmos nos momentos conturbados que já ultrapassámos.

Para tudo correr bem, temos de conseguir fazer mais e melhor para parar esta pandemia e salvar todas as vidas que podemos, não só as de hoje e de amanhã, como as das próximas semanas, meses e anos. Temos a saúde das pessoas e da sociedade nas nossas mãos.

Da nossa parte, por todo um sector económico essencial, o não podemos ficar parados nem calados, enquanto médicos, enfermeiros e auxiliares tratam de salvar as nossas vidas, mas vemos outras vidas que precisam de ser salvas. Apelamos, por isso, ao fim da burocracia no apoio à restauração, pela clareza, simplicidade e rapidez na adoção de medidas.

O Grupo Non Basta é uma família. Não só de sangue, mas feita também de colaboradores, quais irmãos, onde nunca se deixa cair o próximo. Desde que começámos este projeto de família, em 2017, apoiámo-nos no valor que são as pessoas, o verdadeiro ingrediente de uma receita de sucesso. Hoje temos 4 restaurantes e empregamos 80 pessoas, que fazem parte desta família.

É esta nossa família que não podemos deixar que seja desmembrada, porque só em família, com todos os colaboradores, podemos ultrapassar os grandes desafios que se aproximam – e a grande velocidade.

A saúde e a economia são as duas prioridades urgentes do momento. Não se podem dissociar. E, nos dois sectores, trata-se do mesmo, de salvar vidas. No imediato e para o futuro. Por muito que se possa apreciar o enorme esforço feito para renovar a esperança no País, nos nossos postos de trabalho e também na nossa família, em todas as famílias portuguesas, permita-nos dizer que não chega. Falamos por todo um sector que precisa de ajuda, não daqui a 3 meses, mas já, imediatamente. Agora.

Os portugueses têm demonstrado que também esta Nação é uma enorme família. Dentro de uma família, quando a ajuda é precisa, ela acontece. O que pedimos é simples: que nos ajudem a fazer acontecer.

As medidas que se tomarem têm de ser práticas, claras e simples. Não há outra forma de o dizer. Não estamos em tempos de burocracias e leis que dão lugar a interpretações ambíguas. Não podemos arriscar a vida do próximo quando nem a certeza temos de como podemos ajudar e ser ajudados.

O fim do mês está à vista e a primeira batalha será vencida. Mas, nos próximos meses, se não houver proatividade com apoios simples, exequíveis e dinâmicos, poderemos ver agravadas as ameaças na saúde e na economia – e as famílias que tanto prezamos a serem postas em risco.

A verdade é que são as empresas e os trabalhadores que financiam a Segurança Social e que o Governo tem de gerir. Neste momento é preciso devolver o necessário às pessoas para que se possa responder ao desafio de conter a crise da Saúde e a crise económica que já começou, para que assim que possível possamos cumprir as nossas responsabilidades, manter vivas as nossas empresas e os postos de trabalho que criámos e queremos continuar a criar. Fazer o contrário ou adiar será trágico.

Sabemos que é nas dificuldades que podemos renascer para um futuro melhor. Vamos “dar as mãos” e vamos à luta esperançosa que é a vida que faz sentido.  Juntem-se a nós, para que possamos todos recordar este momento como uma prova que todos ultrapassámos o melhor possível – ao mesmo tempo que confirmámos que estamos cá uns para os outros.

Esperamos por novidades e por medidas que são urgentes para uma economia de hoje e de amanhã que serve todo um País. Mas, de uma forma ou de outra, vamos continuar a trabalhar, pelas nossas famílias, pela grande família que é o Grupo Non Basta.

Contamos consigo, com o seu magistério de influência, Sr. Presidente, para bem de Portugal e de todos os portugueses.