1A arte da política passa pelo saber, estratégia e capacidade de decisão. Mas também deve muito à noção do melhor timing para falar ou agir. Aníbal Cavaco Silva domina como poucos essas ferramentas — como demonstrou, uma vez mais, no artigo de fundo publicado no Expresso que tanto irritou o PS e a esquerda em geral.

Com um diagnóstico assertivo e certeiro, o ex-Presidente da República não só identificou as principais causas da estagnação económica em que Portugal está mergulhado desde o início do século, como afirmou de forma fundamentada que as políticas do Governo de António Costa só levarão a mais empobrecimento face à União Europeia por seguirem um caminho que nunca deu bons resultados: a estatização da economia, o desprezo pela competitividade do setor privado, com destaque para a ausência de uma visão para retificar o nosso problema crónico de uma produtividade medíocre.

Mais importante, contudo, foi a principal mensagem deste artigo muito bem escrito: há condições para termos uma mudança de ciclo político. Daí a importância da sua crítica à “oposição política débil e sem rumo” que não apresenta uma alternativa que permita ao país solucionar todos os problemas acima descritos. Cavaco Silva não identifica mas é óbvio que está a falar do PSD, o principal partido da oposição que tem a obrigação de liderar tal alternativa.

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