Agora, que chegou a nossa vez, temos de provar que, mais do que cuidar de nós, queremos cuidar de Portugal.

Durante meses foi claro que o importante era proteger as populações mais vulneráveis. O custo humano foi, desde sempre, a prioridade máxima, mas hoje temos outras ambições. Para garantir o bem-estar individual e coletivo, e na tentativa de mitigar as consequências devastadoras, também a nível da saúde mental, inclusive na população mais jovem, temos de adotar todas as estratégias possíveis para que em breve possamos voltar a estar juntos e partilhar sorrisos em segurança. Agora que aqueles que tanto cuidaram de nós estão mais protegidos, para que possamos voltar à tão ambicionada normalidade não podemos hesitar.

O que é não hesitar? Não hesitar não significa não colocar em causa a informação que recebemos, até porque a progressão científica também necessita de contraditório. Apenas assim teremos a certeza de que estamos no caminho certo. No entanto, isso não pode significar que entramos numa espiral de desinformação, de perda de confiança nas instituições e de descredibilização dos tantos e tão importantes avanços que a ciência nos proporcionou.

Dando um exemplo prático, a eficácia das vacinas disponíveis. Quando falamos numa eficácia de 90% contra doença grave, o que estamos a dizer é que 9 em cada 10 inoculados não vão desenvolver a cascata de sintomas que conduz, muitas vezes, à morte. Por isso, questionar a eficácia da vacina pelo número de mortos atual, é querer contornar a evidência científica sem grande perícia.

Em março de 2020 sonhávamos com uma vacina. Desde o início de 2021 o sonho tornou-se realidade. Siga-se este exemplo para outras patologias, com investimento e celeridade estaremos, decerto, perto de conquistar avanços que jamais pensámos alcançar.

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Dito isto, é importante relembrar que as vacinas têm e sempre tiveram um papel fulcral na nossa sociedade durante as últimas décadas. Apesar da nossa efemeridade, não podemos esquecer o que outros já viveram. Se não fossem as vacinas, mais de 54 milhões de pessoas tinham morrido com tuberculose entre 2000 e 2017. Se não fossem as vacinas, mais de 21,1 milhões não tinham sobrevivido se infetados com sarampo no mesmo período temporal. Se não fossem as vacinas, o tétano continuaria a matar perto de 500 mil pessoas por ano. E assim sucessivamente.

Em suma, se não fossem as vacinas, o mundo não seria como o conhecemos. Querias viver nesse mundo? Chegou a nossa vez. Vacina-te. Cuida de ti. Cuida de Portugal.