Durante o congresso do Partido Comunista Português, Albano Nunes afirmou que o capitalismo “tem de ser derrubado pela força”. Afirmar tal coisa é admitir que o comunismo não constitui uma ideologia viável para a prosperidade da sociedade. É essa a causa pela qual o comunismo, mais do que frequentemente, recorre à força para assumir e manter o poder. Ainda de acordo com Albano Nunes, “como escreveu Marx, a arma da crítica não pode substituir a crítica das armas”, pelo que fica assim reconhecido por um comunista a ausência de valor nos ideais comunistas, que de outra forma venceriam pela força do debate.

O comunismo defende uma sociedade igualitária em que o Estado detém os meios de produção, eliminando assim a pobreza. Ideais utópicos de uma sociedade perfeita que, contudo, falhou em todas as suas tentativas, nunca resultando numa sociedade próspera, rica, democrática, feliz e nem sequer igualitária! Independentemente da forma como se instala um regime comunista, urge analisar quem beneficia do mesmo e qual a realidade em que o mesmo resulta. Com a implementação de um regime comunista, os mais pobres sentirão imediatamente uma melhoria das suas condições de vida, o Estado irá providenciá-los com refeições, habitação e os demais elementos básicos à sobrevivência humana.

Para os mais pobres, os primeiros dias num regime comunista serão de vitória. Contudo, à medida que o tempo passa, o apoio prestado a estes cidadãos carenciados será cada vez menor, de duas refeições por dia, passarão a receber uma. De uma habitação confortável, passarão a residir numa em permanente decadência. E porquê? Simples! Os recursos do Estado começarão a escassear. Não existe meritocracia numa sociedade comunista e sem meritocracia não existe incentivo ao crescimento. Um cidadão de qualquer classe, que até então trabalhasse diariamente de forma perseverante para conseguir um melhor futuro, deixará de ter incentivo para o fazer pois, no fim do dia, terá direito ao mesmo que qualquer outro.

O ser humano é por natureza ambicioso, esforçando-se constantemente pela melhoria das suas condições de vida. Contudo, tal é inviável num regime comunista. Sem a possibilidade de se obterem melhores condições de vida por via do trabalho, deixa de existir incentivo ao mesmo. Sem a existência de um mercado livre, torna-se difícil obter um melhor salário e impossível abrir um negócio próprio, fatores que, entre outros, levam à estagnação da economia.

O comunismo acaba, assim, por destruir a classe operária que tanto afirma defender. Nesta fase da implementação do comunismo, os líderes rejubilarão com a implementação de uma sociedade igualitária, que em breve será uma sociedade igualitária apenas na miséria e na pobreza partilhada por todo o povo, com a particularidade de ser, agora, uma sociedade paradoxalmente mais desigual do que aquela que existia anteriormente. Para o regime comunista se manter no poder, será necessário recorrer à força da opressão e à criação do culto de personalidade dos grandes líderes, que agora ostentarão luxúria, em tudo contrastante com a realidade da nação.

Enquanto que num regime capitalista com baixo nível de corrupção (algo que apenas depende do contínuo escrutínio dos cidadãos, de um Estado reduzido, transparente e livre) qualquer cidadão, independentemente da sua condição à nascença, terá mil oportunidades de singrar na vida em função do seu esforço, um cidadão que viva agora num regime comunista só terá uma via para uma vida melhor: uma carreira política no partido único.

Foi por tudo isto e muito mais que a União Soviética colapsou, foi por isto que os Alemães de Leste ansiavam por uma vida na Alemanha Ocidental e foi esta a razão pela qual o Muro de Berlim foi construído. O comunismo é, na sua essência, um muro que restringe o crescimento individual e apenas através do crescimento individual poderá uma sociedade como um todo prosperar.

É por todos estes factos comprovados de cada vez que se implementou o comunismo, que o mesmo nunca vencerá de outra forma que não pela força. O PCP poderá viver em democracia em Portugal, mas um Portugal governado pelo PCP jamais viverá em democracia.