Rádio Observador

Cuidados de Saúde

É imperativo assegurarmos o acesso à inovação dos dispositivos médicos  

Autor
  • João Gonçalves

É fundamental que o mercado da saúde em geral e o dos dispositivos médicos, em particular, seja suficientemente atrativo para manter e captar novos investimentos das empresas que nele operam.

Na semana de 4 a 8 de junho celebra-se na maioria dos países europeus a “MedTech Week”, evento promovido pela associação europeia que representa a indústria dos dispositivos médicos e dos dispositivos para diagnóstico in vitro.

Esta iniciativa, que tem como principal objetivo sensibilizar diversos públicos-alvo para a importância que os dispositivos médicos têm na vida das pessoas, é também levada a cabo em Portugal pela APORMED (Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos) que, pelo 4º ano consecutivo, se associa a este evento de âmbito europeu.

A indústria dos dispositivos médicos é das mais inovadoras a nível mundial, ocupando o 1º lugar do ranking Top 10 das patentes registadas na Europa, com mais de 12.000 patentes anuais atribuídas.

Esta forte dinâmica da inovação faz com que o ciclo médio de vida de um dispositivo médico seja de 18 a 24 meses, isto é, durante este curto período de tempo, são lançados no mercado novos produtos ou upgrades de dispositivos já existentes.

Ora, a incorporação de valor em toda a cadeia através da inovação, tem ainda um maior impacto quando aplicado aos sistemas de saúde, pois os produtos mais diferenciados podem salvar vidas ou melhorar significativamente a qualidade de vida dos doentes e dos cidadãos, sendo também o principal driverpara a sustentabilidade das empresas e das organizações e o motor das economias.

Por outro lado, e não menos importante, pelos consequentes ganhos em saúde, a inovação contribui também para a sustentabilidade dos sistemas e dos serviços nacionais de saúde que, como é sabido, no caso português sofre de um subfinanciamento crónico.

É, pois, fundamental que o mercado da saúde em geral e o dos dispositivos médicos, em particular, seja suficientemente atrativo para manter e captar novos investimentos das empresas que nele operam.

Mais concretamente, que se removam os obstáculos que impedem a realização de mais estudos clínicos com dispositivos médicos, que se aproveite a recente revisão do Código de Contratos Públicos para se alterar o paradigma do critério de adjudicação do preço mais baixo em detrimento do critério da proposta economicamente mais vantajosa, que se resolva o problema crónico dos elevadíssimos  prazos de pagamento do hospitais do SNS, que colocam Portugal na cauda da Europa,  que se eliminem ou reduzam  os custos de contexto muito relevantes relacionados com aspetos regulamentares não existentes noutros países europeus, tornando desta forma as empresas portuguesas menos competitivas.

Só desta forma será possível a esta indústria continuar a assegurar os serviços e os produtos de qualidade para benefício de todos os cidadãos portugueses.

Secretário-geral da APORMED

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