Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Era inevitável. Mais dia, menos dia, Hortense Martins ia voltar a estar na berlinda. Ciclicamente, como vagas de Covid, podemos contar com mais um caso de actividade suspeita da deputada do PS e do seu marido Luís Correia, ex-presidente da Câmara de Castelo Branco. Enquanto a pandemia está na 2ª vaga, as desconfianças sobre o casal Martins Correia já vão para aí na 6ª ou 7ª vaga. Com a ressalva de aqui “vaga” ter duplo sentido. Está como substantivo, em vez de “onda”, e como adjectivo em “desculpa vaga”, para classificar o tipo de justificação confusa que quer Hortense Martins, quer Luís Correia, costumam dar para as suas trapalhadas.

Desta feita, trata-se da parcela de um terreno que o casal adquiriu em 2004, por 10 mil euros, e que vendeu, no ano seguinte, por 62 mil euros. A súbita valorização deveu-se ao facto de a REN (na altura presidida por José Penedos, ex-secretário de Estado do PS e entretanto condenado a 5 anos de cadeia por tráfico de influências no âmbito do Face Oculta) ter decidido, aparentemente ao calhas, construir lá uma subestação eléctrica. Mais uma vez, tudo às claras em Castelo Branco.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.