As empresas que colocam de forma séria o tema da igualdade de género sob gestão estão a criar uma alavanca de diferenciação e de posicionamento que as colocará à frente das que insistem em ignorar o tema.

Quando o fazem, as empresas estão a dizer ao mercado essencialmente três coisas:

  1. “Eu vejo a igualdade de género como um veículo para aumentar os resultados da minha empresa.”
  2. “Eu estou a aproveitar todo o potencial existente na minha empresa, seja ele feminino ou masculino.”
  3. “Eu assumo a responsabilidade de promover sociedades mais diversas, equilibradas e justas.”

Sendo o mercado e os consumidores diversos do ponto de vista de género, faz todo o sentido que tenhamos representados os dois géneros no seio das equipas que criam produtos, que criam estratégias de marketing ou que vendem esses mesmos produtos.

Mas faz também toda a diferença ter Mulheres e Homens em todos os níveis de decisão, da cadeia de comando das organizações.

Os estudos que se publicam cada vez com maior rigor mostram consistentemente que as empresas mais equilibradas do ponto de vista de género, em todos os níveis de decisão da sua estrutura hierárquica, criam mais valor e aumentam a sua valorização global.

Na realidade, em Portugal estamos já a assistir a empresas que estão a trabalhar nestes temas da diversidade e da igualdade de oportunidades para Mulheres e Homens. E começamos a ver inúmeras ações que visam alcançar este equilíbrio. No entanto, há ainda muito por fazer na representação de Mulheres nas direções e administrações das empresas. E neste âmbito, terão de ser os Homens e as Mulheres a trabalhar para se ultrapassarem as barreiras ainda existentes.

Aos Homens e às Mulheres que assumem lugares da mais alta responsabilidade é pedida uma disponibilidade que só é conseguida quando no seio da família os papéis estão equilibradamente distribuídos. Portanto, há temas familiares que têm de ser reequacionados.

Depois, temos que ultrapassar o mito de que as Mulheres são menos competentes em áreas essenciais para o comando das empresas. Este é um tema sem fundamento. Por um lado, porque liderar exige cada vez mais uma multiplicidade de competências, umas historicamente mais desenvolvidas pelos Homens, outras pelas Mulheres. Por outro lado, o acesso à educação ao mais alto nível quer aos Homens quer às Mulheres trouxe a ambos os géneros a competência para exercerem, ambos, cargos de responsabilidade.

Por isso considero que todo o investimento que as organizações possam colocar na promoção da igualdade de género se repercutirá em mais negócio, mais atração e retenção de talento e mais sustentabilidade para a empresa e para a sociedade.

O programa Leadership and Career Development for Women In Business (WIB), desenvolvido pela CATÓLICA-LISBON, posiciona-se como um acelerador profissional de Mulheres que têm em comum percursos de sucesso, exercem já posições de liderança em diversos níveis, aspiram ascender a cargos de maior responsabilidade e em quem as empresas confiam poder vir a exercer esses cargos.

Com uma metodologia que exige a assunção de objetivos de transformação e a transferência das aprendizagens para o dia-a-dia de cada participante, o WIB pretende ser um valioso contributo para as Mulheres e para as Empresas que querem, de forma séria, diferenciar-se e aumentar o seu valor individual e coletivo.

Professora da Católica Lisbon School of Business & Economics e Coordenadora do Programa Leadership and Career Development for Women in Business; imaviegas@gmail.com