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Foi na noite de 16 de Dezembro de 2001 que recebi a comprovação das entidades competentes de que vivia num pântano. Já tinha decidido deitar-me quando um pressentimento, que adveio do me deparar todos os dias com a realidade de que o país estava podre, me fez ligar novamente a televisão. Para espanto meu o mundo tinha mudado enquanto lavava os dentes. Guterres demitira-se de primeiro-ministro e afinal o país não estava excelente mas vivíamos num pântano. Eu, e muitos que naquele dia não votaram PS, sabia que assim era mas não esperava que o próprio primeiro-ministro viesse confirmá-lo. Também não esperava que dessa noite em diante os comentadores de serviço reconhecessem essa nova realidade como se a nunca tivessem negado. Neste último ponto eu ainda era ingénuo.

A partir daí Guterres passou a ter fama de homem sério. Só porque reconheceu que seis anos de governação socialista conduziram o país para um pântano. Foi obra se tivermos em conta exemplos posteriores com a marca PS. Foi um acto quixotesco se compararmos os dados económicos de então com os actuais. Porque se o fizermos somos forçados a que nos questionemos das artes mágicas de Mário Centeno, da habilidade política de António Costa e do sucesso socialista em que os comentadores de serviço de agora querem acreditar.

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