Sempre que algum país saído da antiga União Soviética publica alguns arquivos dos serviços secretos comunistas, entre os agentes recrutados surgem nomes de actuais dirigentes das Igrejas Ortodoxas, mas estes remetem-se ao silêncio absoluto.

Na semana passada, as autoridades da Letónia decidiram publicar a cartoteca com os nomes de cidadãos que tinham aceitado colaborar com o Comité de Segurança do Estado (KGB) da URSS, ou seja, com a polícia política.

Esta publicação está a provocar alvoroço e discussão nas redes sociais, principalmente no que diz respeito à colaboração entre o clero ortodoxo e o KGB.

Aqui é necessário abrir um parêntesis para assinalar que o KGB utilizava os dirigentes religiosos (e aqui este conceito engloba todos os credos existentes na URSS) para se infiltrar em organizações internacionais e mostrar ao mundo que o poder comunista respeitava os direitos dos cidadãos.

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