Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Eis senão quando, algo de positivo saiu desta pandemia. António Costa veio explicar-nos como devemos festejar o Natal este ano. Segundo o Primeiro-Ministro, a forma correcta de levar a cabo as próximas festividades natalícias passa por as famílias se juntarem não simultaneamente, mas em momentos diferentes”. Vai daí, e no âmbito de uma petição de médicos dirigida ao povo português, os clínicos deixaram bem claro que esta dica de Costa “é o que não se deve fazer.” Ora, assim sim, as medidas do Governo ficam bem claras para todos os cidadãos. Também em termos de festejos de Natal, a solução é ouvir António Costa e não fazer, nem como ele diz, nem como ele faz.

Aliás, olhando para o que sucedeu, por exemplo, com a aplicação StayAway COVID, dá ideia que os portugueses, revelando enorme sagacidade, já vêm aplicando esta máxima há algum tempo. Ao apelo do Primeiro-Ministro para que entendêssemos que “é um dever cívico descarregar esta aplicação”, responderam os portugueses com a seguinte estatística: em 184.997 casos de COVID, só para 3,3% destes os médicos geraram os códigos que permitem a uma pessoa identificar-se como infectado. É que trata-se de um valor mesmo muito diminuto. Até para António “Vitórias por Poucochinho” Costa.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.