Após ler o título, certamente já sabe a que negócio ou até a que setor me refiro! Vive da terra e muitas vezes é associado, erradamente, a meu ver, à “terrinha”.

Vivemos numa era com cada vez mais modernização e digitalização da sociedade. Desde as pequenas tarefas do dia-a-dia, como fazer as compras para a semana sem sair de casa, até às grandes responsabilidades de um governo, como gerir as finanças nacionais em frente a um computador, a otimização de processos através da digitalização é um benefício inigualável, um privilégio desta geração, alcançado com a dedicação de gerações anteriores.

A tecnologia desenvolveu-se, tudo está mais otimizado, mais fácil de usar, mais útil; tudo está mais sexy! Mas houve um setor que ficou… esquecido. Um setor para o qual muitos o têm como garantido, afinal, sem ele, nenhum outro funciona. É a base de toda a economia, de toda a sociedade, de toda a Humanidade.

É um setor cada vez mais fustigado, seja por restrições e exigências (ambientais, produtivas ou de saúde), seja por falta de recursos, maioritariamente humanos e financeiros. Culpam este setor, obrigando-o a proteger ainda mais o ambiente, a não o explorar de forma intensiva, esquecendo-se talvez que para o “negócio” conseguir sobreviver tem de produzir o máximo possível, pois muitas vezes a produção é paga quase ao preço de custo. Infelizmente, muitas das pequenas empresas do setor acabam por não sobreviver.

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Se não sabia a que “negócio” me refiro no título, agora certamente já sabe.

Quem vive do setor agrícola, parafraseando, quem dele tira todos os seus ganhos – porque dele todos nós vivemos – está cheio de ouvir falar de apoios, de “propagandas de milhões” que pouco ajudam.

Está na altura de unir o setor, de o tornar atraente. Isto apenas se consegue com um esforço comum, do Jovem ao Experiente, do Grande ao Pequeno, do Operador ao Administrador. Ser JANOTA está dentro de cada agricultor. Sim! Todos têm dentro de si um Jovem Agricultor Nacional Orgulhosamente com Tecnologia Agrícola. É preciso desenvolver, é preciso digitalizar, é preciso otimizar, mas acima de tudo é preciso querer! É preciso querer puxar o setor para cima, querer fazer diferente, querer trabalhar em colaboração, querer mais e melhor para cada um e para todos. Está na altura de mudar e toda a mudança começa no “lunático” em que ninguém acredita, no pioneiro. Naquele ou naquela que puxa as mangas para cima e “mete as mãos na terra”. Não é preciso um fato para mudar o mundo!