O relatório Health at a Glance 2019 da OCDE sobre o estado da saúde nos países da OCDE, é muito útil para percebermos como Portugal se posiciona internacionalmente num conjunto de indicadores.

Em termos médios, Portugal posiciona-se bem em indicadores como a esperança de vida à nascença (81,5 anos vs. 80,7 na OCDE), mortes por causas evitáveis – que medem a capacidade de diagnóstico atempado e tratamento bem-sucedido – (108 por 100 mil habitantes vs. 208 na OCDE), mortalidade infantil (2,7 por mil nascimentos vs. 3,5 na OCDE), vacinação (praticamente 100%) ou sobrevivência ao cancro. Apesar da elevada incidência de doenças como a diabetes (9,9% nos adultos vs. 6,4% na OCDE), os resultados apresentados no relatório da OCDE dão, à primeira vista, uma perspectiva optimista do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Outra dimensão interessante desta comparação internacional, é a posição claramente favorável de Portugal relativamente à generalidade dos países do Leste Europeu ou dos países Bálticos. Habituámo-nos a ser ultrapassados por aqueles países em muitos indicadores, incluindo o PIB per capita. A esse propósito costuma destacar-se a importância que os antigos regimes comunistas davam à educação e a vantagem competitiva que, ainda hoje, retiram daquele investimento. No entanto, o relatório da OCDE mostra que no campo da saúde a herança dos regimes comunistas não é positiva, seja na esperança de vida à nascença, seja na mortalidade infantil ou nas mortes por causas evitáveis.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.