Ontem foi dia de o Governo apresentar o Orçamento do Estado para 2022. Hoje, depois de digeridas as propostas nele apresentadas, é tempo de escalpelizar o documento. Quer dizer, idealmente eu escalpelizaria o Orçamento neste espaço de opinião. Mas o que é que sucede. Sucede que o documento é mesmo muito maçudo. Resultado: o Orçamento parou-me a digestão. Houve ali qualquer coisa que não me caiu bem. Desconfio que foi o aumento do salário médio da função pública em 2,5%. A verdade é que não fiz, de todo, a digestão do Orçamento. E portanto, o mais que vos posso apresentar é, digamos eh pá, não há outra forma de o dizer é um ligeiro regurgite de Orçamento do Estado. Será uma coisa que tem lá para o meio excertos reconhecíveis de Orçamento, mas à mistura com outras coisas que não se percebe muito bem de onde é que vieram. Enfim, entusiasmados? Como não, não é? Avancemos, pois, com tudo organizadinho por áreas, não é cá a trouxe-mouxe.

Transportes

A grande aposta do Orçamento para 2022 é a ferrovia. O Governo vai meter 1 800 milhões na CP. Bem, não se via um investimento tão grande em carris desde que o saudoso Fernando Medina tentou meter tudo o que é malta do PS na Carris. Agora sim, vai ser para aí comboios por todo o lado. O que faz sentido, para equilibrar o país em termos infra-estruturais. Já investimos forte em auto-estradas por onde não passa nenhum carro. Até porque, ao preço a que estão os combustíveis, fazer, por exemplo, Matosinhos-Bragança já só está ao alcance do Sultão do Brunei. E depois, também não cessamos de meter dinheiro na TAP, que não há maneira de ter viagens de avião a preços competitivos. Ou seja, já tivemos a aposta nos carros e a aposta nos aviões, portanto estava mais do que na altura de fazer, igualmente, uma aposta séria nos comboios. “Séria” no sentido em que a Dona Branca era séria, bem entendido.

Pensões

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