Não se pode deixar de saudar a resolução do Parlamento Europeu que coloca nazismo e comunismo em pé de igualdade, mas é preciso não limitar essa conclusão apenas à Alemanha Nazi e à União Soviética e fazer com que ela se reflicta no ensino da História nas escolas e universidades.

A condenação contou com 535 votos a favor, 66 contra e 52 abstenções, prova de que existe, pelo menos entre os deputados europeus, coragem para chamar “os bois pelos nomes”, sem rodeios.

A aprovação deste importante documento só foi possível graças ao facto de no Parlamento Europeu terem assento representantes de países do Leste da Europa, vítimas tanto do nazismo como do comunismo. Até ao fim da URSS, e mesmo ainda hoje em alguns círculos intelectuais e universitários portugueses e europeus ocidentais, constituía um autêntico sacrilégio pôr um sinal de igualdade entre os dois sistemas mais brutais do século XX.

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