caderno de apontamentos

O futuro na Educação já começou /premium

Autor
  • Jaime Rei
472

O ensino da programação e robótica deve ser uma prioridade junto das gerações mais jovens, como contributo para estimular e promover a literacia digital de forma simples e intuitiva.

O profissional do novo milénio deverá contar com uma sólida base de conhecimento e, ao mesmo tempo, ser criativo para encontrar soluções para os desafios do futuro. Os alunos de hoje precisam de estar preparados para ampliar horizontes, resolver problemas, atuar no presente e no futuro com sucesso, de modo a adquirirem competências e a estarem qualificados para o mercado de trabalho que se advinha.

Estamos perante uma nova geração civilizacional, pelo que o ensino nas escolas deve estar preparado para acompanhar o progresso. Utilizar um processo de ensino/aprendizagem com ênfase no desenvolvimento de projetos que permitam o aprender fazendo, em interação com o meio, deverá ser um dos objetivos essenciais para a escola do futuro. O que se pretende é que os alunos conheçam e experienciem um ambiente de aprendizagem interativo, onde o conhecimento se constrói na interação com o meio.

A possibilidade de permitir aos alunos criarem projetos simples na área de robótica, como atores principais na construção de materiais e saberes explorados no desenvolvimento dos respetivos projetos, tem contribuído para o grande interesse dos alunos em aprender a programar e em evoluírem nesta área do conhecimento. As ciências da computação e a robótica, como área de conhecimento multidisciplinar, são fundamentais no currículo escolar dos alunos. A atividade de robótica, o aprender a programar e elaborar software, através de uma metodologia de projeto, permite que os alunos compreendam o que é uma máquina programada e desenvolvam a capacidade de interagir com a realidade, questionem saberes estabelecidos, integrem conhecimentos emergentes e desenvolvam o raciocínio, criatividade, pensamento crítico, entre outras. Permite ainda promover competências de pesquisa, experimentação e avaliação.

Um exemplo da tipologia de projetos que resulta deste concurso é o projeto “O Mundo na Ponta do Dedo”, desenvolvido na Escola de São Gonçalo, em Torres Vedras. Neste projeto, os alunos, em colaboração com profissionais de saúde, desenvolveram um “dedo mecânico” controlado por pacientes com mobilidade reduzida, permitindo manusear autonomamente equipamentos informáticos.

O ensino da programação e robótica deve ser uma prioridade junto das gerações mais jovens, como contributo para estimular e promover a literacia digital de forma simples e intuitiva e combater a infoexclusão. A atividade de iniciação à programação e robótica oferece aos alunos a possibilidade de procurarem de forma autónoma o conhecimento através do desenvolvimento dos seus próprios projetos. Assim, o aluno deve de preferência utilizar uma linguagem de programação com estrutura intuitiva, de modo a que de forma simples e sistémica construa intuitivamente o seu código e evolua na construção do algoritmo autonomamente. Nesta metodologia, o professor atua como elemento motivador e orientador.

O projeto de robótica na Escola de São Gonçalo, onde a atividade de aprender a programar assim como a construção de robôs permite, de uma forma simples, a compreensão das matérias lecionadas, constitui uma boa prática. A construção e desenvolvimento de projetos na escola, com recurso à utilização da programação e robótica, possibilita que o aluno faça uma aprendizagem multidisciplinar com enfoque nas áreas STEM – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, pondo a Ciência e a Tecnologia ao serviço do progresso tecnológico.

A prova evidente que as alterações já se começam a sentir é o número crescente de alunos que anualmente desenvolvem projetos de sucesso nesta área do conhecimento e, por conseguinte, o interesse contagiante cada vez maior nos jovens em quererem aprender a programar.

O ensino através de projetos que incluem a robótica permite integrar diferentes conhecimentos teóricos e práticos, e já é uma realidade em várias escolas portuguesas. A escola de São Gonçalo é um exemplo de sucesso, com alunos vencedores em concursos nacionais e internacionais, nomeadamente alunos premiados no prémio Ciência na Escola (consecutivamente desde 2008), assim como alunos campeões nacionais em várias modalidades de robótica (consecutivamente desde 2007), onde muitos deles se sagraram campeões mundiais por treze vezes no Robucup – Campeonato do Mundo de Robótica.

Professor finalista do Global Teacher Prize Portugal 2018, coordenador do projeto de robótica na escola de São Gonçalo em Torres Vedras
‘Caderno de Apontamentos’ é uma coluna que discute temas relacionados com a Educação, através de um autor convidado.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
caderno de apontamentos

Seremos livres? /premium

Maurício Brito
890

Os resultados a que chegámos permitem-nos afirmar que a despesa com a recuperação total do tempo de serviço dos professores rondaria os 300 milhões de euros – metade do valor que o governo apresenta.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)