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Após nove meses diariamente expostos à ministra que ouve o “Hino da Intersindical” no chuveiro e se comove com as maravilhas estatais, do secretário de Estado que começa as frases por “Dizer que…”, da senhora da DGS que não sabe o que diz e diz o que lhe prescrevem, e de um rapazinho que em tempos a DGS lançou para arriscar um “póssamos” e um “fáçamos”, Portugal descobriu enfim Portugal. Não, não é a solução do problema identitário da nação. É apenas um dr. Rui Portugal, que substituiu a dra. Graça para que esta pareça menos absurda. Fisicamente, é memorável, um boneco do Monopólio sem cartola nem dentista. A retórica dele, língua de trapos incluída, é incomparável.

Há dias, o dr. Rui Portugal apresentou as “regras” (juro) para a quadra, “em que temos que nos adaptar aos novos tempos e à situação pandémica em que vivemos. E por isso mesmo é que devemos ter o cuidado de planear com cuidado juntos dos nossos no sentido de melhor sabermos as condições de cada um, das regiões em que habitamos e da especificidades daqueles em que nós mais queremos, daqueles em que nós mais amamos.” A clareza não carece de comentários.

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