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Muitas vezes acusam-me de só escrever sobre radicalismos de direita. Não é verdade. No entanto percebo a crítica; o crescimento exponencial da direita radical com ideias perigosas, muitas vezes mascaradas de boas intenções, é o fenómeno recente que faz tremer os amigos da democracia. O radicalismo de esquerda também está bem vivo e recomenda-se. Não só nos partidos da Europa do Sul como, ou principalmente, disseminado nas sociedades ocidentais em diversos setores sociais que vão desde associações da sociedade civil, a partidos políticos e até à imprensa mainstream. Está tão presente nas nossas vidas (“naturalizado” em linguagem mais académica), que muitas vezes, quando o vemos criticado, nem nos apercebemos do que se está realmente a falar.

O radicalismo de esquerda como o conhecemos hoje, nasceu nos Estados Unidos. Eric Kaufman, por exemplo chama-lhe “modernismo de esquerda”. Mas esta ideologia fez escola sob outras designações consoante o problema que quer “desconstruir”. Fez o seu percurso nas universidades norte-americanas com dois desígnios: denunciar a cultura ocidental como sua adversária e lutar por uma sociedade radicalmente igualitária. Depois foi uma questão de tempo até a “ideologia do modernismo de esquerda penetrar nas instituições da alta cultura e nas instituições políticas da sociedade ocidental, a partir dos anos 1960”.

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