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1 “A culpa não pode morrer solteira. Não ficaria bem com a minha consciência se não fizesse”. Foi assim, com palavras simples mas também humildes, que o ministro Jorge Coelho assumiu a responsabilidade política enquanto ministro do Equipamento Social pela colapso da ponte de Entre-os-Rios que vitimou 59 pessoas a 4 de março de 2001. Coelho não precisou mais do que umas horas após a tragédia para perceber que, apesar de não ter qualquer responsabilidade direta no acidente (tinha visitado a ponte um ano antes e decidido avançar para a construção de uma nova), todas as responsabilidades ser-lhe-iam assacadas nas semanas e meses seguintes.

Eduardo Cabrita tinha aqui um excelente exemplo para seguir — e logo de um camarada socialista. Com o apoio expresso do seu amigo António Costa, o ministro da Administração Interna optou por não o fazer por pura arrogância política.

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