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Foi na passada segunda-feira que o Partido Socialista completou 48 anos. E, à partida, uma pessoa podia perguntar-se “Eh pá, e agora? O que é que eu vou oferecer ao PS? O PS já tem o governo, já tem o Presidente, já tem a Justiça, já tem o Banco de Portugal… O PS já tem tudo!” Quando tal sucede com um filho adolescente, há uma opção óbvia. Dá-se dinheiro ao jovem e ele compra algo do seu gosto. O que redunda na aquisição de roupa com péssimo aspecto, ou de um bilhete para um concerto com péssima música, ou de uma péssima capa para o telemóvel, ou de outra coisa péssima que o valha.

Mas o PS criou uma solução ainda mais prática para responder a este clássico dilema. Por via da prestimosa actuação de sucessivos governos socialistas, não temos, sequer, de pensar o que oferecer ao Partido Socialista. Os nossos bolsos são prévia e pontualmente esvaziados pela Autoridade Tributária, de molde a que o PS vá tomando posse de tudo o que necessita, à medida que necessita. Poupando-nos, desta forma, a preocupação de ter de decidir com que presentear o partido sempre que chega esta data festiva. E com sorte sobram-nos uns trocos para comprar umas SuperGorila, ou umas gomas, ou assim. Bom, se forem gomas e se, por acaso, pretendermos comê-las ao ar livre, torna-se impreterível pedir um empréstimo bancário. Para pagar a coima. Mas nada que não se resolva, atenção. Talvez até com direito a moratória.

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