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Apesar da vitória de Biden, o farol da democracia americana está hoje certamente enfraquecido. O ataque ao Congresso pelos apoiantes de Donald Trump demonstrou como o declínio da democracia na América acelerou perigosamente, com a fragilidade do Estado de Direito e a aguda crise de liderança a tomar proporções extremas. A tarefa da nova Administração assevera-se deveras formidável: ultrapassar as crises social, política, económica, pandémica e internacional. Do seu sucesso depende a sobrevivência da ideia de Ocidente, a que os Europeus deram berço na Antiguidade grega e a quem o presidente oferece uma nova parceria. O programa de forte intervenção estatal de Biden imita o contrato social europeu: assegurar a economia de mercado através da intervenção do Estado, ao mesmo tempo que revitaliza o contrato social à volta da criação de uma segurança social, especialmente na área da saúde e do ensino superior.

Perante este desígnio e esta crise, os Europeus mostram-se frios. A dois dias da tomada de posse de Biden, o ministro francês das Finanças e Economia, Bruno Le Maire, declarava que “a Europa não pode subordinar os seus próprios interesses e agenda a um desejo de uma aliança revigorada”, enfatizando que esta não era simplesmente uma visão francesa, mas que se tratava de um crescente consenso europeu.

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