Voluntariado

Por que razão devemos celebrar o Dia Internacional do Voluntariado?

Autor
  • Luís Alves
254

O voluntariado é liberdade na sua plenitude. É a possibilidade que temos em dedicar parte do nosso tempo, esforço e energia a uma causa, ao combate a uma injustiça social ou a uma causa universais

O voluntariado é, sem dúvida, um tema apaixonante para qualquer cidadão que preza a democracia, a liberdade e o acesso às garantias fundamentais, e isto porque, na verdade, na opressão, não existe voluntariado, não existe escolha, não existe dedicação e não existem causas.

O voluntariado é liberdade na sua plenitude. É a possibilidade que temos em dedicar parte do nosso tempo, esforço e energia pessoais a uma causa, ao combate a uma injustiça social ou, mesmo, a infortúnios climatéricos e outros desastres globais que colocam em causa a nossa liberdade, democracia e – arrisco mesmo dizer – paz universal.

É, exatamente por isso, que faz sentido celebrarmos, todos, o Dia Internacional do Voluntariado. Mais responsabilidade em assinalá-lo tem, naturalmente, a Agência Nacional Erasmus+ Juventude em Ação, entidade responsável pela gestão do programa europeu dedicado aos valores do voluntariado e que permitiu, nos últimos 30 anos, que milhares de jovens tivessem a oportunidade de fazer esta escolha de liberdade, esta opção de altruísmo cívico. Que permitiu que pudessem, desta forma, abraçar os ideais europeus através da implementação de projetos participados e construídos com a sociedade civil.

Neste ponto, é crucial referir-se que o Serviço de Voluntariado Europeu cumpre, este ano, a sua plena missão e transmuta-se numa nova chamada para a solidariedade como valor central do projeto europeu. Nasce, assim, o Corpo Europeu de Solidariedade, programa que transporta este espírito de voluntariado de vanguarda. E digo vanguarda pois é essa a manifestação do voluntariado no Programa Erasmus+ e no Corpo Europeu de Solidariedade. Um voluntariado que combina, por um lado, os vetores da solidariedade, do altruísmo e do combate aos problemas sociais, e, por outro, mas não menos importante, do desenvolvimento de competências-chave para os novos desafios colocados pela 4ª revolução industrial, para os desafios das alterações climáticas, para os desafios da digitalização e robotização e pela permanente exigência da construção e defesa da democracia e das liberdades.

O nosso 5 de dezembro, o nosso Dia do Voluntariado, celebra, acima de tudo, o presente e o futuro dos jovens. Celebra as suas escolhas e competências e, mais importante, celebra a verdadeira inclusão dos jovens na sociedade, por escolha própria. E esta é, sem dúvida, a verdadeira razão pela qual devemos celebrar este Dia Internacional.

Diretor da Agência Erasmus+ Juventude em Ação

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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Solidariedade

Servir é um poder? Por que interessa responder

Isabel Teixeira da Mota
118

Numa cultura como a nossa, que contrapõe mandar e servir, poder e obedecer, acabamos por assumir uma visão caricatural do serviço quando este é uma forma de relação que só os seres humanos podem ter.

Voluntariado

Hoje é dia de falar de voluntariado /premium

Laurinda Alves
1.105

Importa perceber que o voluntariado é e será sempre uma demanda individual, uma busca pessoal e um verbo, digamos assim, que tem necessariamente que ser conjugado na primeira pessoa do singular. 

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