O Presidente russo, Vladimir Putin, reabilitou símbolos do passado soviético importantes como o hino estalinista e as pomposas paradas militares, o que levou alguns a acreditar que o “Back in USSR” seria possível, mas deixou claro que não é essa a sua intenção no que diz respeito ao principal: a economia.

Na sua conferência de imprensa anual, onde todas as perguntas se podem fazer ao “pai da nação”, Putin declarou referindo-se a uma pergunta sobre a possibilidade da Rússia voltar à economia socialista: “Penso que isso é impossível. Considero que mudança da sociedade é tão profunda que torna impossível a restauração do socialismo”.

E para que não restem dúvidas, sublinhou: “São possíveis elementos de socialização: na economia, esfera social, mas isso está sempre ligado ao gasto de cada vez mais rendimentos e, no fim de contas, leva a um beco sem saída na economia”.

É verdade que o dirigente russo lamentou várias vezes o fim da União Soviética, considerando esse processo “a maior tragédia do século XX”, mas isso apenas no campo do poderio militar e da capacidade de influência nas relações internacionais, pois, no sentido social e económico, não tenciona redistribuir os milhares de milhões de dólares e euros dos seus “amigos” que se encontram guardados em bancos estrangeiros, em caixas de cartão em casa ou até mesmo debaixo dos colchões. Seria muito comovente ver os dirigentes dos grandes monopólios russos — Gazprom, Rosneft, etc. — renunciar a parte da sua fortuna a favor dos mais desprotegidos: crianças, reformados. Para isso teremos e assistir a convulsões políticas na Rússia.

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