Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Ora, então, vamos lá a saber: quem é que está surpreendido com os resultados das audições parlamentares aos grandes devedores do Novo Banco? Hum? Nada? Ninguém? Silêncio total e absoluto, verdade? Pois é. E atenção, mesmo apesar desta crónica ter um formato pouco susceptível de interactividade, trata-se de um silêncio bem significativo. Porque o facto é que esta comissão de inquérito não está a trazer, rigorosamente, novidade nenhuma. Aliás, estas sessões têm servido apenas para confirmar aquilo que já sabíamos. Se o ditado popular garante que “Quem não deve não teme”, já estas audições parlamentares, que buscam deslindar casos de dívidas idênticas às de uma pequena nação africana, vêm provar que quem deve deve temer imenso o Alzheimer, uma vez que nenhum dos grandes devedores se recorda, com exactidão, como é que se tornou o altaneiro proprietário destes soberbos calotes.

A audição a Luís Filipe Vieira teve como ponto alto o momento em que o presidente do Benfica mencionou o acordo de venda do Novo Banco ao fundo Lone Star, dando aso ao seguinte bate-boca com a deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua:

Luís Filipe Vieira: Devia ser enforcado, uma pessoa que fez uma coisa destas.

Mariana Mortágua: Alto. Sr. Luís Filipe Vieira, quer com isso dizer que advoga a pena de morte?

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.