Agora que Jordan Peterson já chegou, arrasou e partiu para o seu país, deixando para trás a habitual esteira de frases polémicas sobre as questões de género, o amor, a intimidade e o casamento, entre muitas outras, eis que está a chegar outro protagonista do momento: Tomáš Halík.

Jordan Peterson fez transbordar o átrio principal do novo campus da Nova SBE. Estive lá e cruzei-me com ele no preciso momento em que se preparava para descer triunfalmente a escadaria principal. Cá em baixo estavam mil pessoas e todas se levantaram para o aplaudir. As palmas acompanharam-no do primeiro ao último degrau e fiquei impressionada, pois não costumo estar perante gurus que antes de começarem a falar são massivamente aplaudidos de pé.

Tomáš Halík não tem nada a ver com Jordan Peterson, é certo, mas a legião de fãs que ambos reúnem à sua volta, a honestidade intelectual de cada um, mais o eco que fazem as ideias de um e de outro, são uma força comum. Menos polémico e mais universal — vidé a atribuição do Templeton Prize for Progress Toward Research or Discoveries about Spiritual Realities, o único prémio que vale mais que o Nobel, e é dado a uma pessoa viva que dê um contributo excecional para a afirmação da dimensão espiritual da vida – o checo Halík chega a Portugal poucos dias depois de o canadiano Peterson cá ter estado, também ele para lançar o seu último livro. Afinal têm mais traços comuns: o timing, a contemporaneidade, a escrita livre, as convicções fortes e o gosto por belas cidades como Lisboa.

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