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A política portuguesa está transformada num espesso nevoeiro que deixa os eleitores perdidos entre a confusão, a ignorância e a suspeição. O fenómeno tem sido de tal forma persistente nos últimos anos que só podemos concluir que não se trata de um acidente ou de um acaso — trata-se de um método, pensado com cuidado e executado com afinco, de reduzir a nossa capacidade de escrutinar quem nos pastoreia. Afinal, se um eleitor não souber o que realmente se passa, ou quem faz o quê, ou quem diz o quê a quem, também não consegue punir quem falha no exercício das suas funções, quem omite e quem mente.

Só em tempos recentes, tivemos três episódios que ilustram esta opção do regime pela opacidade.

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