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Ter uma “marca pessoal”: uma necessidade e não uma moda

Autor
  • Isabel Viegas

Ter uma “marca pessoal” deixou de ser uma moda para se tornar num dos factores críticos de sucesso para uma carreira e um dos principais aceleradores para ajudar a atingir os objectivos profissionais.

Imagine que o mercado de trabalho é uma grande superfície, onde as bolachas e os sumos deram lugar a uma panóplia de profissionais. Lá no meio, numa das prateleiras, está você. O que levaria uma empresa a escolhê-lo a si em vez da pessoa que está ao seu lado? O que é o caracteriza, o que é o que diferencia dos outros, que história tem para contar?

Cada vez mais, é preciso que encare a sua carreira como se fosse um produto (ou serviço) que quer vender às empresas com quem pretende colaborar. É muito interessante ver que esta tendência surge da crescente preferência dos profissionais em serem prestadores de serviços. Muitos recém-licenciados, e mesmo profissionais à procura de novos desafios, ou que pretendem “dar um salto” na sua carreira, preferem hoje ter uma relação com as empresas como freelancers e não como colaboradores internos. Esta é uma realidade que pode ser igualmente vantajosa para as empresas.

Neste contexto, assumir o controlo da sua carreira profissional, ser capaz de criar e saber gerir a sua “marca pessoal” são competências cruciais para aumentar o seu valor enquanto profissional e potenciar o seu sucesso. Ser uma marca exige saber exactamente:

  • Qual é a sua oferta de valor e o que o diferencia de outras “marcas pessoais”;
  • Qual é o custo da sua experiência e do seu percurso;
  • Que canais deve utilizar para vender a sua “marca” e que abordagem deve ter com cada um;
  • Como é que se deve “anunciar” e como é que deve comunicar a sua “marca”.

Para isso, é preciso conhecer-se muito bem, saber quais são as suas competências, adquirir ferramentas e técnicas de comunicação e entender como utilizar o marketing na sua “promoção pessoal”. É preciso saber que necessidade do mercado é que a sua marca vai colmatar (ou criar); estudar o mercado e a concorrência. E é fundamental conhecer bem o seu público-alvo: para saber como deve posicionar a sua marca, precisa definir a quem quer chegar, que empresas quer “atrair”, que lugar quer ocupar.

Existem múltiplas formas de promover a sua “marca pessoal”. O segredo está em saber qual é o mix certo para que a sua “marca” saia vencedora. Por exemplo, definindo quais são as redes sociais onde deve estar, que conteúdos deve partilhar, ou quem deve aceitar na sua rede. O mesmo acontece offline: escolher os eventos ou momentos onde a sua “marca” deve aparecer, encontrar outras “marcas” com quem possa fazer parcerias para aumentar o seu valor, ou identificar hipóteses de cross-selling.

Em síntese, ser uma “marca” forte exige contar uma história autêntica, coerente e que desperte alguma emoção ou curiosidade. Daí que, quando se fala sobre que novas competências devem os profissionais ter, o “personal branding” (ou marketing pessoal) será sem dúvida uma delas.

Num contexto difícil como o actual mercado de trabalho, não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar valor relativamente ao que somos enquanto profissionais, pelo que investir em formação que nos dê as ferramentas necessárias neste campo, faz todo o sentido.

Ter uma “marca pessoal” deixou de ser uma moda para se tornar num dos factores críticos de sucesso para uma carreira e um dos principais aceleradores que o pode ajudar a atingir os seus objectivos profissionais.

Professora da Católica Lisbon School of Business & Economics e Coordenadora do Programa Personal Branding: Estratégia e Gestão da Marca Pessoal

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