Sou um confesso admirador do legado autárquico do Dr. Rui Rio na cidade e na Área Metropolitana do Porto. Acreditei convictamente que o seu trabalho e o seu estilo poderia ser transposto para a realidade nacional, desde que a população lhe desse essa oportunidade.

Mas, com a mesma frontalidade devo assumir que considero ser necessário inverter o caminho que o PSD tem vindo a trilhar nos últimos tempos (entenda-se que não me estou a referir apenas aos “tempos” da liderança de Rui Rio, bem pelo contrário).

Do que conheço, o PSD não é, não foi nem nunca será um partido de “vitórias morais”. E quando não se ganha, quem lidera deve assumir as responsabilidades na íntegra para que o caminho deste grande partido da democracia portuguesa continue a ser trilhado com sucesso.

Mas mais importante que esta questão é o projeto, as propostas e o caminho que se quer dar ao PSD. Com alguma facilidade concluo que das candidaturas apresentadas, é aquela que supostamente se apresentou como outsider, que mais potencial eleitoral poderá dar ao PSD e consequentemente melhor poderá contribuir para um futuro melhor dos nossos cidadãos.

A candidatura de Miguel Pinto Luz, completamente fora dos trâmites do mainstream partidário é, na minha opinião, uma excelente notícia para o PSD mas acima de tudo, uma excelente notícia para o país.

Por duas razões. A primeira, intrinsecamente ligada à personalidade do candidato: Pinto Luz é um “jovem” de 40 anos mas com a experiência política necessária para “agarrar” o cargo de líder do principal partido da oposição e aspirante a primeiro-ministro. O seu mindset político é, até hoje, o de um autarca. Dada a proximidade com a população com que lida no seu dia-a-dia, não haverá melhor “escola” para formar grandes líderes do que ser autarca. Ainda por cima, Miguel Pinto Luz representa e personifica um conjunto de excelentes medidas e projetos que têm surgido no seu município, o que demonstra bem a sua qualidade e visão para “servir” a população.

A segunda ordem de razão está relacionado com a base programática que o move. Do que tenho lido e analisado, Miguel Pinto Luz tem colocado particular foco no serviço ao próximo e às pessoas, colocando o PSD dentro dos seus princípios humanistas e defensor da iniciativa privada na economia que fizeram dele, no passado, o grande partido de centro-direita que já lhe valeu, no passado mais de 40% do eleitorado. Alargar o âmbito de apoio do partido assente em princípios sociais-democratas é, na minha opinião, o segredo do sucesso para que o PSD, volte a ser a principal escolha dos portugueses e, desta forma, cumprir com a função que qualquer partido deve aspirar e que sinto: trabalhar para um futuro melhor da nossa população. É neste “trilho” que vejo Pinto Luz a caminhar e por isso dou graças pelo surgimento da sua candidatura, a bem de Portugal.