O Partido Social Democrata é o único partido verdadeiramente português. Humanista, personalista e interclassista, esteve sempre à altura nos momentos de grande desenvolvimento do País, assim como sempre disse presente quando a situação era frágil e em que era preciso fazer reformas para que Portugal pudesse voltar a prosperar.

O PSD não é de ninguém, não tem donos nem insubstituíveis. O PSD é de todos, de todos os homens e mulheres, dos jovens e menos jovens que partilham a ideologia de Francisco Sá Carneiro. Durante a curta história da Democracia em Portugal, houve momentos difíceis no Partido Social Democrata, mas devido à força que vem de dentro dos seus militantes e simpatizantes, sempre se soube reinventar. Surgiram novos protagonistas, abraçaram-se novas causas, mas nunca se esqueceu ou deixou para trás o seu programa ideológico e a sua génese.

Durante os últimos dois anos, o PSD fechou-se em si mesmo, ignorou os militantes e os seus anseios, absteve-se da luta pelos seus ideais e falhou na coesão das suas fileiras. O PSD não é um partido pequeno, feito à imagem de um qualquer líder que momentaneamente se senta na São Caetano. O PSD não é, nem pode ser submisso, expectante ou oportunista. Deve ser arrojado, forte e liderante. Deve apresentar propostas alternativas, afirmar os seus ideais e ser dono da sua própria voz.

Nestas eleições para o PSD o que está em jogo é exatamente essa escolha: queremos um partido pequeno, que fale baixo para não incomodar, que se abstenha das suas causas, ou um partido com garra, com força, com dinamismo capaz de reconquistar a confiança dos portugueses?

Mas o PSD precisa de um líder determinado, forte e motivado. Precisa de um líder com ideias, com causas e que coloque acima dos seus interesses pessoais o País. Esse líder é sem sombra de dúvida, Luís Montenegro.

Ex-secretário-geral adjunto do PSD, ex-deputado à Assembleia da república, militante n.º 88949