Se viu Winning Time (Max), sobre a dinastia liderada por Magic Johnson, talvez se sinta em casa com Running Point, série de comédia da Netflix que era para ser sobre os mesmos Lakers, mas acabou por contar a história de uma equipa ficcional, os Los Angeles Waves. A ideia, contudo, está lá: como se gere um negócio familiar que tem uma equipa desportiva no centro? E o que acontece quando está tudo em crise — ou seja, problemas na família e uma equipa a jogar mal? Running Point é um exercício humorístico, talvez não seja adequado para os fãs hardcore da modalidade. Esta semana também há o regresso de Full Swing, igualmente na Netflix, em volta dos bastidores do circuito PGA. Já vai na terceira temporada. Prefere uma dramatização de casos reais? Toxic Town (Netflix) e Lockerbie (SkyShowtime) são duas minisséries britânicas que carregam nesse campeonato e podem satisfazer os adeptos do género.

“Full Swing”, temporada 3

Netflix, terça-feira, 25 de fevereiro

Quem adivinharia há uns anos que a produtora responsável por títulos como Senna (sobre o piloto de primeiro nome Ayrton) e Amy (Winehouse) iria controlar uma boa fatia dos documentários desportivos, transformados em séries de enorme sucesso? Drive To Survive sobre fórmula 1, Breaking Point no ténis, Tour de France: Unchained no ciclismo e este Full Swing no golfe. A terceira temporada chega esta semana com novos episódios em volta do circuito da PGA. Como sempre, esperamos boas cenas de bastidores, comentários como se ninguém os ouvisse e uma série de celebridades a desfilar entre os buracos das partidas.

“Home Jacking: Reféns em Casa”

TV Cine Edition, terça-feira, 25 de fevereiro

Criada pelos argumentistas de Lupin, Home Jacking: Reféns Em Casa tem um tema muito menos leve — um tipo encapuzado que sequestra violentamente uma família que vive isolada numa mansão no meio da floresta. Seis episódios em volta de um segredo de um casal e um assaltante que quer explorar esse mesmo mistério para finalmente ter a vingança que procura. Quem será o verdadeiro sacana?

“Krank”

Apple TV+, quarta-feira, 26 de fevereiro

Neste momento, é possível que esteja enfiado num dos turnos de quinze horas de The Pitt. Porque não fazer uma pausa, mudar de cidade (até de continente) e visitar este Krank, que também poderíamos apelidar de “Berlin ER”, série alemã sobre as urgências de um hospital na capital daquele país (com demasiados pacientes para o espaço disponível)? A receita é a habitual: luta permanente, entre poucos recursos e muitos pacientes com problemas mias ou menos graves. Está prometido também algum humor negro, faz sempre falta nestas coisas.

“Running Point”

Netflix, quinta-feira, 27 de fevereiro

Negócios de família costumam ser uma fonte de problemas. Seja na vida real ou na ficção, até porque uma inspira a outra (e vice versa). É o caso desta nova série de comédia de dez episódios com Kate Hudson. Começou como um retrato da família Buss, detentora dos Lakers, para se trasnformar em comédia – dirigida por Mindy Kaling – em volta do negócio de família. Uma coisa leve e não com o peso dramático – e sério – de Winning Time. O projeto arrastou-se e, não há muito tempo, mudou de mãos (adeus Mindy) e deixou de ser sobre os Lakers para passar a retratar outra equipa de LA, os Waves. Nunca ouviu falar deles? Claro que não, são uma invenção. Aqui não há o apelido Buss, antes Gordon. O pai morreu, deixou os Waves para os quatro irmãos. Quando a série começa, a equipa é gerida por Cam (Justin Theroux), com os manos Sandy (Drew Tarver) e Ness (Scott MacArthur) em cargos secundários e Isla (Kate Hudson) no fim da linha a tratar das ações de caridade. Vai tudo bem até que Cam tem um acidente de carro, descobre-se que há drogas à mistura e segue-se uma reabilitação. Quem escolhe para tomar o seu lugar? A irmã Isla, porque acredita que ela sabe mais de basquetebol do que os outros dois juntos. Quanto ao resto, é ver.

“Toxic Town”

Quinta-feira, 27 de fevereiro

Jack Thorne, que tem no currículo a escrita de argumentos para uma das melhores séries britânicas das últimas duas décadas (This Is England), além de The Virtues e His Dark Materials, atira-se a um outro facto muito inglês: os problemas de saúde pública que acontecem no Reino Unido e que se tentam arrumar debaixo do tapete. Toxic Town centra-se no caso da cidade de Corby, onde anos e anos de má gestão de resíduos levaram a que uma série de crianças nascessem com deformações. A série centra-se em três mães que estiveram envolvidas no caso que levou a cidade a julgamento na primeira década deste século.

“Lockerbie: A Search For Truth”

SkyShowtime, sexta-feira, 28 de fevereiro

Em 21 de dezembro de 1988, um avião da Pan-Am que partia de Londres com destino a Nova Iorque foi destruído por uma bomba, pouco depois de descolar, sobre a cidade escocesa de Lockerbie. Todos os passageiros morreram, tal como a tripulação. No total, 259 vítimas no avião e 11 em terra. Esta série de cinco episódios, criada por David Harrower, conta a história de Jim Swire (Colin Firth), uma homem que procura saber a verdade sobre o que aconteceu e que busca justiça para todas as vítimas do ataque terrorista: a filha, Flora, era uma delas.

“Elizabeth Taylor: Rebel Superstar”

TV Cine Edition, sexta-feira, 28 de fevereiro

Produzida por Kim Kardashian (que também participa), esta minissérie documental de três episódios explora a vida de Elizabeth Taylor a partir do ângulo da construção do arquétipo daquilo que é a celebridade moderna. Com selo da BBC, Elizabeth Taylor: Rebel Superstar conta com muitas imagens de arquivo, gravações inéditas da atriz e vários testemunhos, entre os quais os de Joan Collins, Sharon Stone, Paris Jackson, Chris Wilding, Naomi Wiling e Anthony Fauci. Será que acrescenta ao vimos no ano passado em The Lost Tapes? Cá estaremos para confirmar.