Das raízes
no Norte
à descendência
da família
Faria Salgado:
o que conta
a árvore genealógica
de Bruno Fernandes
Hoje, Bruno Fernandes tem um percurso sólido no futebol. É um indiscutível na Seleção, que está agora a jogar o Mundial, tornou-se nos últimos anos uma referência do Manchester United quase como bandeira da tentativa de ressurgimento de um gigante adormecido (e sempre a bater recordes, tornando-se o jogador com mais assistências numa só época na Premier League), antes brilhou no Sporting em dois momentos separados que tiveram continuidade apesar da rescisão de contrato na sequência da invasão a Alcochete. Também aqui, foi por convicção. E esse é um dos principais traços que descrevem o jogador que, quando era mais novo, até a dormir pedia que lhe passassem a bola.
Nessa altura, no Verão Quente de 2018 no Sporting que o Benfica quis transformar num Verão Quente como o de 1993, quando Paulo Sousa e Pacheco rescindiram e passaram para o outro lado da Segunda Circular, Bruno Fernandes teve uma tentadora proposta para assinar pelos encarnados. E por tentadora, entenda-se, envolvia valores globais, entre prémios de assinatura e salários, que eram mais elevados do que no primeiro contrato que fez no Manchester United. Parou, pensou, refletiu com a mulher, Ana Pinho, a companheira de uma vida, decidiu ficar em Alvalade. Por gratidão, por considerar ser o correto, por achar que era o melhor. O tempo deu-lhe razão. Deu razão aí, deu razão em mais duas ocasiões que podiam ter mudado todo o percurso caso tivessem sido diferentes.
Bruno Fernandes com José de Sousa Cintra no Sporting
Quando era mais novo, o pai, José Manuel da Silva Fernandes, ficou desempregado e decidiu ir viver para a Suíça. Queria levar a família, Bruno recusou. Bateu o pé. Disse que se fosse preciso fugia. E porquê? Porque considerava que, naquela altura, para manter o sonho de ser jogador profissional, tinha de ficar em Portugal, mais concretamente no Porto, onde jogava na formação do Boavista. Uns anos mais tarde, naqueles momentos muito típicos de futebol em que alguém vai ver o jogador A mas repara no jogador B, arriscou ir jogar para o Novara com apenas 17 anos. Foi sozinho, sem conhecer ninguém, sem perceber a língua, sem muito dinheiro. Mais uma vez, fez vingar a ideia: o sacrifício a que se sujeitou fez com que transformasse a Serie A italiana num trampolim para voar mais alto.
É fácil distinguir os traços que definem Bruno Fernandes, dentro e fora de campo. É um líder nato, tem muitas camadas extra de competitividade em tudo o que faz na vida, mostra enorme espírito de sacrifício sempre que consegue ver à frente um bem maior – tudo características moldadas durante a juventude. Em paralelo, com ou sem a bola que pedia até a dormir, é alguém que arrisca. Que gosta de descobrir novos mundos. Que luta para ter o máximo de estabilidade possível, para si e para os seus, mas que não se incomoda se tiver de sair da sua zona de conforto em prol de um bem maior. E é essa forma de ser que se encontra também em alguns dos antepassados mais longínquos do médio.
A investigação histórica e científica feita em parceria com a Associação Portuguesa de Genealogia, já depois das árvores de outros elementos da Seleção como Cristiano Ronaldo, Vitinha ou Rúben Dias, permite chegar à conclusão que Bruno Fernandes é descendente da família Faria Salgado, que se formou a partir de cerca de 1600, em Vila do Conde, e que conta logo à cabeça com António Francisco Salgado, piloto de navios das carreiras do Brasil e da Índia especialista em astronomia e navegação que desempenhou o cargo de almotacé e que acaba por simbolizar também uma época marcada pela rede de comércio global da Coroa Portuguesa no século XVII.
Já a ascendência paterna de Bruno Fernandes provém dos distritos do Porto e de Braga, onde foram nascendo todos os antepassados até aos trisavós. Já os avós maternos nasceram na cidade do Porto mas não foi possível investigar as suas ascendências por falta de elementos sobre os mesmos.
Bruno Miguel Borges Fernandes nasceu a 8 de setembro de 1994 em Guifães, na Maia. É o filho do meio de José Manuel da Silva Fernandes e Virgínia Maria Nunes Borges.
Ricardo, o irmão cinco anos mais velho, foi um pilar basilar ao longo da carreira. Porquê? É graças a ele que foi fomentando um constante espírito competitivo, de querer sempre mais, de superação. Tudo vivido nas ruas da Maia.
Devido à diferença de idades, Bruno Fernandes sabia que estaria sempre com uma teórica inferioridade nos jogos com os amigos do irmão, também eles mais velhos. Contudo, o que poderia gerar uma crise foi sempre visto como uma oportunidade para ser melhor e para crescer como um miúdo com maturidade acima daquilo que o seu Cartão de Cidadão apontava.
Tudo podia ter sido diferente. Muito diferente. A zona da Maia é conhecida como um pólo de indústrias ligadas ao setor têxtil e confecção, mas a crise que levou ao fecho de várias fábricas acabou por levar ao despedimento do pai de Bruno Fernandes, José. Era necessária uma resposta rápida para equilibrar a situação financeira da família e a ideia passou por emigrar para a Suíça.
Problema? Bruno Fernandes recusava deixar o país, os amigos e o futebol em Portugal, por considerar que aquela altura era fulcral para a sua carreira como jogador. E “ganhou”.
“Na época, o plano era emigrarmos todos mas, por causa do Bruno, não fui porque ele dizia que não ia, que ia fugir, que estava numa fase crucial da carreira. Eu bem que dizia que na Suíça também havia futebol mas ele só me respondia que os suíços não sabiam jogar à bola. Foi um momento complicado. Acabei por ficar sozinha com ele e com os dois irmãos enquanto o pai estava a viver na Suíça”, contou a mãe, Virgínia, numa entrevista à Bola TV.
Bruno Fernandes (à direita)
Foi uma fase complicada. Com o irmão Ricardo, conhecido também no futebol como Maciel, a passar por clubes mais modestos de escalões secundários como o Inter de Milheirós, o Folgosa da Maia, o Castêlo da Maia, o Gens, o Rio Tinto ou o Nogueirense (foi depois para os regionais de Inglaterra, atuando entre Epsom e Roffey FC), e o pai na Suíça, Bruno Fernandes sentiu o vazio de não ter o seu “companheiro” nas bancadas.
Num artigo que escreveu no The Players’ Tribune na primeira pessoa, Bruno Fernandes recordou as memórias de infância do futebol a partir do Europeu-2004, que Portugal organizou (perdeu na final com a Grécia), “quando Messi e Ronaldo eram jovens e Ronaldinho Gaúcho estava no auge”.
Foi também aí que recordou uma das viagens que fez à Suíça, onde o pai estava sozinho a trabalhar. “Antes de existir internet não era fácil encontrar as camisolas das equipas e em Portugal os equipamentos da Premier League ou não existiam ou eram muito caros. Um dia, eu e o Ricardo fomos a uma loja da Nike e o meu pai disse-nos para escolher dois casacos. O meu irmão escolheu um amarelo do Barcelona por causa do Messi, eu escolhi o do Manchester United. Lembro-me perfeitamente: azul, com uma faixa em branco e um pouco em vermelho. Por causa do Ronaldo”, escreveu. Mal sabia ele que, pouco depois, iria para Itália.
Bruno Fernandes com o pai
O Fernandes pelo qual é conhecido vem do pai, José Manuel da Silva Fernandes, sendo possível nesta linha recuar até ao seu nono avô, Francisco Fernandes, que nasceu em finais do século XVII na freguesia de Barcelinhos, em Barcelos, que se casou com Mariana Rodrigues.
Francisco Fernandes e Mariana Rodrigues tiveram um filho, Manuel Fernandes, nascido também em Barcelinhos em 1710.
Manuel Fernandes, quando era solteiro, chegou a viver algum tempo em Lisboa antes de regressar ao Minho. Foi barbeiro, o que naquela altura significava muito mais do que cortar o cabelo e aparar a barba, e também “mestre de meninos”, designação que se dava a quem ensinava as crianças a ler e a escrever.
Manuel Fernandes casou-se a 20 de agosto de 1736 com Francisca Teresa Pereira, sendo pais de Domingos José Fernandes, que nasceu em Barcelinhos em 1740. Casou-se a 25 de maio de 1766 com Maria Rosa, neste caso na freguesia de Cristelo, que ficava localizada também no concelho de Barcelos, onde nasceu a filha Micaela Maria, a 1 de janeiro de 1772.
Micaela Maria casou-se em Cristelo com Manuel José da Ponte, sendo pais de Domingos José Fernandes da Ponte em 1805. As gerações seguintes ficaram sempre em Barcelos com os apelidos do pai, Ponte, e da mãe, Fernandes, até que José Fernandes da Ponte, neto de Domingos José Fernandes da Ponte, se casou com Albina Rosa de Jesus Vieira na freguesia de Modivas, em Vila do Conde.
José Fernandes da Ponte e Albina Rosa de Jesus Vieira tiveram um filho, Carlos Fernandes da Ponte, bisavô paterno de Bruno Fernandes, que nasceu a 25 de outubro de 1897. Este seria o último antepassado a ter Fernandes e Ponte no nome, algo que caiu quando, depois de se casar na Maia com Maria de Sousa Duarte, teve Abílio de Sousa Fernandes.
Nascido a 10 de fevereiro de 1934, Abílio de Sousa Fernandes já é natural de Outeiro, Vermoim, no concelho da Maia. Casou-se com Maria da Luz da Silva Oliveira, avó paterna do jogador, em 1961, tendo José Manuel da Silva Fernandes também em Vermoim, a 23 de março de 1962.
Na linhagem masculina pura, é possível chegar até ao oitavo avô de Bruno Fernandes, João Francisco, que terá nascido por volta de 1700 e que se casou em Cristelo com Maria Fernandes.
Tiveram José António, que nasceu em 1735, que se casou depois com Maria Josefa. O filho de ambos, Manuel José da Ponte, casar-se-ia depois com Micaela Maria a 5 de dezembro de 1771, criando o apelido composto de Fernandes da Ponte que, no século XX, passou a Fernandes.
Já da parte materna, a falta de elementos não permitiu investigar grande parte das suas ascendências.
O apelido materno, Borges, provém do seu bisavô, José Borges. José Borges, nascido em 1900, casou-se com Laura da Costa Ferreira, tendo António Ferreira Borges, que nasceu em Cedofeita, no Porto, em 1930
António Ferreira Borges casou-se com Sara Nunes, tendo, na freguesia de Paranhos, no Porto, Virgínia Maria Nunes Borges, nascida a 6 de maio de 1965.
A falta de elementos também só permite chegar à bisavó materna, Virgínia Nunes, que nasceu no início do século XX.
A mãe é a outra grande referência do jogador, apesar do arrependimento que manteve sempre por não ter acompanhado o filho quando ele foi para Novara. Virgínia Maria Nunes Borges era empregada de limpeza para tentar ajudar ao máximo no orçamento.
“A minha mãe trabalhava como empregada de limpeza. Nunca quis que a tratassem mal ou desvalorizassem o trabalho que ela fazia. Por exemplo, tenho uma funcionária que trabalha na minha casa. Não permito que os meus filhos lhe falem mal. Não permito que os meus filhos digam ‘Agarra nisto, põe no lugar’”, contou no The Diary of a CEO de Steven Bartlett.
Bruno Fernandes com a mãe
Em entrevista ao Canal 11, Virgínia recordou também algumas histórias do filho Bruno quando era mais novo. “No Boavista, quando ainda eram muito novos, havia equipas mistas nos treinos e ele dava sempre tudo. O treinador gritava para que tivesse cuidado porque eram meninas e ele respondia ‘Se não aguenta, ficasse em casa’. Sempre foi muito competitivo”.
“Quando tinha jogos mais complicados, não dormia. Nas escolinhas tinha de sair de casa às 6h e ouvia barulho às 4h, já estava no computador para garantir que não adormecia e não se atrasava. A ansiedade não o deixava dormir. No Boavista, às vezes goleavam por dez ou 12 e nunca estava satisfeito. Até a dormir gritava para que lhe passassem a bola. Quando perdia, chegava a casa, atirava com o saco e fechava-se no quarto. Nunca soube perder”, acrescentou na mesma entrevista ao Canal 11.
Bruno Fernandes teve um trajeto como tantos outros miúdos no futebol nos primeiros anos: passou pelo Infesta, mudou-se para o Boavista com passagens pelo Pasteleira, tinha todas as condições para se afirmar na equipa A dos axadrezados. Aí, deu um passo mais fora do comum e, sem os 18 anos feitos, foi para Itália.
Na altura, no longínquo mas tão perto ano de 2012, o AC Milan tinha uma escola no Porto, mais concretamente nas instalações do Bessa, chamada Scuola Calcio Milan. Um agente italiano viajou até Portugal para observar um jogador em específico mas, quando viu aquilo que Bruno Fernandes fazia, ficou de olho nele.
Após três semanas de observação, não havia dúvidas na cabeça de Mauro Borghetti, que viria a representar o médio: Bruno Fernandes era jogador de Serie A e o Novara, que estava então no primeiro escalão, acordou com o Boavista o pagamento de uma verba que é hoje irrisória (40 mil euros) para contratar o jovem jogador, que sendo júnior de primeiro ano ia vendo companheiros de equipa serem chamados aos seniores sem ter também essa oportunidade pela qual tanto lutava.
Foi um risco. Um risco grande. Nos primeiros seis meses viveu apenas com os 50 euros que a mãe lhe dera no verão para o que precisasse. “Aguentaram” até janeiro, altura em que passou a receber 1.500 euros mensais. Até lá, tinha pouco ou quase nada em Itália mas sabia o que queria: vivia na academia, treinava, jogava, tinha bolas, tinha campos, sentia que tinha quase tudo e que nem a questão da barreira linguística estava a ser um entrave.
A partir daí, com as visitas ocasionais da então namorada (hoje mulher) e dos pais a Novara, uma terra mais conhecida pelo hóquei em patins do que pelo futebol, foi sempre a crescer na carreira: rumou no ano seguinte à Udinese, jogou na Sampdória, deu o salto no Sporting para a Seleção, chegou ao Manchester United.
O risco, as privações e o caminho menos usual valeram a pena. Também conseguimos ver isso na árvore genealógica de Bruno Fernandes, da parte do ir para fora até ao que deixou de fazer, e é a linha que vai dar à família Faria Salgado que mostra como o espírito aventureiro lhe estava no sangue em várias gerações anteriores.
Bruno Fernandes é descendente da família Faria Salgado, que se começou a formar a partir de 1600 em Vila do Conde após o casamento de António Francisco Salgado, nascido na terra, com Maria de Faria. O médio internacional português é 12.º neto deste casal.
António Francisco Salgado, não sendo um nome tão habitual nos livros de História como outros, funciona como um símbolo daquilo que foi a formação de pilotos no norte de Portugal para dar corpo a toda a rede de comércio global da Coroa Portuguesa no século XVII através dos conhecimentos adquiridos na navegação e na astronomia.
No caso de António Francisco Salgado, é possível encontrar registos históricos através dos circuitos marítimos da sua atividade como piloto de navios sobretudo entre 1615 e 1618, numa altura em que Vila do Conde era conhecido como centro de construção naval e formação de mareantes especializados nas rotas do Atlântico e na carreira das Índias.
Gravura de Dirck Stoop, 1662
Além de piloto de navios das carreiras do Brasil e das Índias, António Francisco Salgado desempenhou o cargo de almotacé (ou almotacel) em Vila do Conde. Ou seja, e em termos práticos, era a pessoa de confiança que fazia toda a fiscalização de medidas, pesos e taxação dos alimentos, bem como da cadeia de distribuição de bens que fossem mais escassos.
António Francisco Salgado casou-se em data desconhecida com Maria de Faria, que fazia a gestão das terras de família quando o marido estava nas viagens marítimas. O exemplo disso era a leira que tinham junto ao Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde.
Mosteiro de Santa Clara, Vila do Conde
António Francisco Salgado e Maria de Faria foram pais de D. Antónia de Faria Salgado, em 1610. A filha casou-se com Belchior Godinho.
Belchior Godinho era oriundo dos Açores, da ilha do Faial, onde nasceu antes de se mudar para Vila do Conde. Fazia parte de uma das famílias mais nobres e influentes da ilha e era também almotacé. Acabou por morrer no Algarve, quando estava a voltar de uma viagem às Índias de Castela, uma designação para as colónias espanholas existentes nas Américas.
Antes da morte, Belchior Godinho já tinha previsto a instituição de uma capela perpétua para que o filho com D. Antónia de Faria Salgado fosse capelão principal caso decidisse seguir com a vida eclesiástica. Não foi essa a opção de Sebastião de Faria Salgado.
Ao invés, Sebastião de Faria Salgado, nascido em Vila do Conde em 1635, preferiu ir estudar para Coimbra, formando-se em Bacharel de Leis na Universidade de Coimbra, e seguir depois uma carreira judicial, chegando mesmo a Procurador das Cortes por Vila do Conde.
Sebastião de Faria Salgado casou-se a 10 de setembro de 1657 com D. Joana da Rocha Fonseca. Tiveram vários filhos, entre os quais António de Faria Salgado, nascido em 1685 em Gondomar, uma freguesia no município de Guimarães, para onde se tinham mudado.
António, tal como os irmãos, não seguiu o mesmo trajeto de vida do pai, tornando-se proprietário de terras e gerindo os bens herdados numa família enraizada na aristocracia local. Poucos anos depois, a família Faria Salgado acabou por mudar-se para a freguesia de São Cosme do Vale, em Vila Nova de Famalicão, onde compraram uma quinta.
António Faria de Salgado foi pai de José de Faria Salgado, de um relacionamento com Jerónima Ribeiro. O filho foi batizado a 16 de outubro de 1685, em São Cosme do Vale.
A paternidade de António Faria de Salgado é apenas indicada já com José de Faria Salgado adulto e não no registo de batismo, onde surge a informação de “pai incógnito” apesar de ser madrinha uma tia sua por afinidade, Mariana Cardoso, casada com um irmão de António chamado Belchior Godinho.
José de Faria Salgado casou-se em 1740 com Isabel de Araújo na freguesia de Viatodos, em Barcelos, onde nasceu o filho, Manuel de Faria Salgado, a 18 de maio de 1746.
Manuel de Faria Salgado, patriarca fidalgo e membro da aristocracia local, casou-se com Maria Francisca de Miranda, tendo a filha, Maria Francisca, nascido em São Cosme do Vale, em Vila Nova de Famalicão. A partir de Maria Francisca, toda essa linha permaneceu na localidade até ao início do século XX.
Ana Mendes da Silva, que é trisavó paterna de Bruno Fernandes, foi a última antepassada do jogador nesta linha a nascer em São Cosme do Vale, a 7 de abril de 1878. Casou-se com Manuel Rodrigues em Escudeiros, povoação do município de Braga, e foi aí que tiveram Júlia da Silva, nascida a 1 de julho de 1907.
A filha de Júlia da Silva (e neta de Ana Mendes da Silva), Maria da Luz da Silva Oliveira, que é avó paterna de Bruno Fernandes, foi a última antepassada do jogador a nascer fora do distrito do Porto, neste caso em São João do Souto, também em Braga, a 16 de novembro de 1938.