A longa noite da contagem de votos na primeira volta das eleições do Benfica começou com informações que iam dando uma crença reforçada a Noronha Lopes, que arrancou a ganhar em várias contagens que tinham três e dez votos bem como nas secções fora de Portugal, teve depois uma viragem completa para o lado de Rui Costa quando foram sendo fechadas todas as secções no país onde estava sempre à frente, nunca ameaçou um triunfo na primeira ronda tendo em conta que os resultados no Pavilhão 1 e 2 da Luz deveriam cair mais para Noronha Lopes. No final da contagem às 10h da manhã de domingo, os resultados finais que foram divulgados por volta das 16h confirmavam não só uma segunda volta mas também uma diferença de 11,87% entre Rui Costa e Noronha Lopes, na proporção de 5.789 votantes mas 209.837 votos.

A reorganização das duas “máquinas” não demorou. Mais visitas a Casas do Benfica no país, mais debates, mais entrevistas (não só dos candidatos mas também dos vices e demais candidatos aos órgãos sociais), mais tentativas de ganhar o segundo round de um combate que ia ainda a meio. Em paralelo com isso, tão ou mais importante, as equipas foram olhando para os números para tentarem adequar as mensagens aos resultados apurados no dia 25. E foi a partir daí que uma nova campanha começou. Do lado de Rui Costa, foi claro o constante apelo ao voto, com o Benfica, em comunicações aos sócios ou entrevistas de José Pereira da Costa, líder da Mesa da Assembleia Geral e Eleitoral, a apontar aos 100.000 votantes para um novo recorde mundial. Da parte de João Noronha Lopes, que contou com a escolha assumida de João Diogo Manteigas, a tentativa passou por minimizar a diferença entre o eleitorado dos 50 votos que representa 17% do universo.

No entanto, houve mais. E uma nota que, depois de tudo o que aconteceu, acabou por ser surpreendente, com João Noronha Lopes a piscar o olho em várias ocasiões ao eleitorado de Luís Filipe Vieira destacando a obra que deixou feita na Luz e que não teve o melhor seguimento com Rui Costa, e com o atual líder dos encarnados a dizer que não precisava de um apoio declarado dos outros candidatos como que a “chamar” o eleitorado de Vieira pelo efeito natural de transporte de votação entre a continuidade. Há depois vários fatores que podem mudar as contas: 1) o número total de votantes, com menor votação a favorecer tendencialmente Noronha Lopes; 2) a real passagem de eleitorado de Manteigas para Noronha Lopes, tendo em conta a franja de eleitorado que se “mudou” depois de ter estado com o gestor em 2020 e se ter afastado após não ir a votos em 2021; 3) a dispersão que poderá haver entre o eleitorado de Vieira e de Martim Mayer. Ainda assim, percebeu-se que a segunda volta foi preparada à luz dos números da primeira ronda.

Quanto precisa cada um do eleitorado de Vieira?

De uma forma ou de outra, aquilo que sobrou da primeira volta foi não só a colocação de Rui Costa e João Noronha Lopes numa segunda ronda de sufrágio mas também a terceira posição de Luís Filipe Vieira, que terminou com menos 443 votantes do que João Diogo Manteigas mas mais 42.008 votos do que o advogado que ficou no quarto lugar. Assim, goste-se mais ou menos, muito do que poderá ser o resultado no próximo sábado passará pela capacidade que a lista G e a lista F terão de ir buscar esse eleitorado que ficará agora “refém”. Mas quanto? Da parte de Noronha Lopes, apenas com o que teve na primeira ronda, será o desafio impossível de conseguir mais 85,6% do que Rui Costa; já Noronha Lopes com Manteigas reduz a diferença para mais 2,79% do eleitorado de Vieira em relação a Rui Costa. Do lado do atual líder, só há dois cenários possíveis em termos matemáticos para ter de ir buscar mais votos a Vieira do que Noronha Lopes: ou sozinho contra os votos do gestor com todos os que não vão à segunda volta (13,62%) ou com os votos de Cristóvão Carvalho contra Noronha Lopes, João Diogo Manteigas e Martim Mayer juntos (11,05%).

O que precisam

João Noronha Lopes

RC JNL

244997

João Noronha Lopes + João Diogo Manteigas

RC JNL

244997

João Noronha Lopes + João Diogo Manteigas + Martim Mayer + Cristóvão Carvalho

RC JNL

244997

Rui Costa + Martim Mayer

RC JNL

244997

Rui Costa + Martim MayervsJoão Noronha Lopes + João Diogo Manteigas

RC JNL

244997

Rui Costa + Martim MayervsJoão Noronha Lopes + João Diogo Manteigas + Cristóvão Carvalho

RC JNL

244997

Rui Costa + Cristóvão CarvalhovsJoão Noronha Lopes + João Diogo Manteigas

RC JNL

244997

Rui Costa + Cristóvão CarvalhovsJoão Noronha Lopes + João Diogo Manteigas + Martim Mayer

RC JNL

244997

A maior vitória de Rui Costa: ficar à frente de Vieira entre os votantes mais antigos

Não existe uma garantia total da dimensão da entrada de Rui Costa entre os 17% de eleitorado que tem 50 votos mas a primeira volta acabou por conferir ao atual presidente uma grande “vitória”: ficar à frente de Luís Filipe Vieira, o seu antecessor, no rácio votos/votantes. Olhando para a realidade em Portugal, e entre mais de 80 locais de voto, Rui Costa teve maior peso de votos por votante do que Vieira em 82,7%, com o anterior presidente a conseguir maior rácio apenas em 14 locais de voto. Mais: Vieira só ganhou o voto mais antigo em três distritos/ilhas: Bragança, Guarda e Açores. Os números da lista B de Martim Mayer acabaram por ser uma surpresa a esse nível mas esta foi uma das chaves para o triunfo sólido de Rui Costa.

A comparação do rácio votos/votantes entre Rui Costa e Luís Filipe Vieira em Portugal

  RC LFV Diferença
LISBOA 24.6 22.8 1.8
AVEIRO 18.3 17.6 0.7
BEJA 22.2 18.3 3.9
BRAGA 18.1 17.8 0.3
BRAGANÇA 19.5 20.8 -1.3
CASTELO BRANCO 21.1 19.8 1.3
COIMBRA 19.4 15.8 3.6
ÉVORA 22.5 20.3 2.2
FARO 21.4 20.4 1
GUARDA 18.9 26.3 -7.4
LEIRIA 23.4 22 1.4
PORTALEGRE 23.3 19.5 3.8
PORTO 18.7 16.6 2.1
SANTARÉM 24.8 20.8 4
SETÚBAL 21.5 19.1 2.4
VIANA CASTELO 19.8 19.3 0.5
VILA REAL 20.4 15.1 5.3
VISEU 18.9 17 1.9
MADEIRA 16.4 16.2 0.2
AÇORES 16.3 17 -0.7
TOTAL 20.6 19.2 1.4

As quatro exceções no combate de Noronha à diferença “1 para 3.52” em Portugal

Existe um espelho macro sobre as diferenças entre Rui Costa e Noronha Lopes na primeira volta: se a nível de votantes ficaram separados por apenas 5.789 sócios, a diferença de votos ascendeu aos 209.837. Olhando sobretudo para a realidade em Portugal, que representou 95,55% da votação total, e comparando o rácio por local de voto entre Rui Costa e Noronha Lopes (ou seja, o valor dos votos divididos pelo número de votantes), sobra aquela que foi talvez uma das principais justificações para o “fosso” entre os candidatos mais votados: por cada votante a ir à urna a valer um voto para Noronha, Rui Costa tinha 3.52 votos. Houve apenas quatro exceções, uma acima das restantes: em São Miguel, a média de votos por votante caiu para Noronha Lopes (17.7-16.3), que teve nos Açores o único ponto onde foi melhor neste aspeto. O Pavilhão número 2 da Luz (Lisboa, 27.4-25.5), Lamego (Viseu, 18.4-18.3) e Barreiro (Setúbal, 18.9-18.5) foram as outras exceções.

As quatro secções onde Noronha Lopes teve um rácio votos/votantes superior a Rui Costa

Pavilhão 2 Luz
Rui Costa: 25.5
Noronha Lopes: 27.4
Diferença: -1.9
Lamego
Rui Costa: 18.3
Noronha Lopes: 18.4
Diferença: -0.1
Barreiro
Rui Costa: 18.5
Noronha Lopes: 18.9
Diferença: -0.4
São Miguel
Rui Costa: 16.3
Noronha Lopes: 17.7
Diferença: -1.4

Vieira foi segundo em seis secções mas só passou dos 20% em nove locais de voto

O real peso de Luís Filipe Vieira depois da saída em 2021 na sequência da Operação Cartão Vermelho e depois de quase duas décadas na liderança do Benfica era uma das principais curiosidades em torno dos resultados da primeira volta. Sobraram derrotas e uma vitória não quantificável: Vieira não ganhou em nenhuma secção de voto (ao contrário de Manteigas, que conseguiu fugir à regra Rui Costa-Noronha em Marselha), acabou em segundo em seis (Santa Maria da Feira, Fafe, Covilhã, Tourcoing, Newark e Albufeira, aqui empatado com Noronha Lopes em termos percentuais), não passou dos 18,2% de resultado máximo nas três principais capitais de distrito a nível de votação (Lisboa, Setúbal e Porto), só superou os 20% em nove dos 108 locais de voto e fechou mesmo uma secção sem votos (Barcelona). “Triunfo”? Foi a jogo, tentou defender o seu legado, terminou a campanha conseguindo deixar a parte das questões com a Justiça mais de lado e mereceu a confiança de um eleitorado com menos votos do que seria na teoria esperado.

As seis secções de voto onde Luís Filipe Vieira ficou na segunda posição

S. Maria da Feira

Fafe

Covilhã

Albufeira

Tourcoing

Newark

Martim Mayer foi o que chegou ao eleitorado mais velho, Manteigas ficou com o mais novo

Apesar de toda a informação que foi sendo divulgada pelo clube ao longo da contagem de votos na primeira volta das eleições, nomeadamente os resultados consolidados por local de voto para as eleições para Direção, Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Comissão de Remunerações, o facto de não haver uma discriminação dos votantes por três, dez, 20 ou 50 votos torna complicado perceber a real distribuição dos associados consoante a sua filiação – apesar de haver algumas perceções das candidaturas, como a forte penetração de João Diogo Manteigas entre os três votos no Pavilhão da Luz ou a chegada de Noronha Lopes a várias franjas de 20 votos no Norte. No entanto, a principal surpresa acabou por ser outra: Martim Mayer foi o candidato com maior rácio votos/votantes, com 25.1, à frente de Rui Costa (22.64), ao passo que Manteigas teve o valor mais baixo com 16.56. Outra surpresa: Luís Filipe Vieira, antigo líder dos encarnados que acabou com o rácio de 20.73, teve uma expressão muito maior nos votos mais baixos do que se poderia inicialmente pensar.

O rácio votos/votantes dos seis candidatos na primeira volta

Rui Costa conseguiu maioria absoluta em nove dos 18 distritos de Portugal Continental

O grande peso eleitoral da primeira volta do sufrágio do Benfica esteve concentrado em Portugal Continental, com um total de 94,06% dos votantes nos 85.710 que foram às urnas e escolheram uma das listas (excluindo aqui os votos nulos e brancos). Em todos os distritos, Rui Costa conseguiu ganhar, com essa nota de ter conseguido mesmo maioria absoluta em nove dos 18: Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Santarém, Viana do Castelo e Vila Real, distritos que representaram 15,11% da votação total. Essa acabou por ser a base da vitória do atual presidente na primeira volta, a par dos números expressivos que alcançou em Setúbal (44,8% num distrito com peso total de 11,65%), no Porto (47,8% num distrito com peso total de 6,08%) ou em Braga (46,2% num distrito com peso total de 3,92%). Em Lisboa, que representa 45,09% do total, o triunfo teve uma representatividade de “apenas” 40,3% pelos votos no Pavilhão da Luz.

Os resultados de Rui Costa na primeira volta em Portugal Continental

O tamanho das vitórias de Rui Costa

40 45 50 55 60
  Rui Costa O que vale
LISBOA 40.3 45,09%
AVEIRO 48.4 3,29%
BEJA 50.1 1,16%
BRAGA 46.2 3,92%
BRAGANÇA 51.6 0,46%
C. BRANCO 50.1 1,69%
COIMBRA 50.1 2,64%
ÉVORA 46.1 1,81%
FARO 51.1 3,18%
GUARDA 53.1 0,63%
LEIRIA 49 4,12%
PORTALEGRE 47.7 1,01%
PORTO 47.8 6,08%
SANTARÉM 50.6 3,71%
SETÚBAL 44.8 11,65%
V. CASTELO 51.2 0,84%
VILA REAL 56.8 0,80%
VISEU 48.7 1,98%
  Rui Costa O que vale
LISBOA 40.3 45,09%
AVEIRO 48.4 3,29%
BEJA 50.1 1,16%
BRAGA 46.2 3,92%
BRAGANÇA 51.6 0,46%
C. BRANCO 50.1 1,69%
COIMBRA 50.1 2,64%
ÉVORA 46.1 1,81%
FARO 51.1 3,18%
GUARDA 53.1 0,63%
LEIRIA 49 4,12%
PORTALEGRE 47.7 1,01%
PORTO 47.8 6,08%
SANTARÉM 50.6 3,71%
SETÚBAL 44.8 11,65%
V. CASTELO 51.2 0,84%
VILA REAL 56.8 0,80%
VISEU 48.7 1,98%

Pavilhão da Luz, o “bastião” de Noronha Lopes que ficou curto para o resto

Era a grande esperança de João Noronha Lopes como ponto central do terramoto que se pudesse alargar a tudo o resto, acabou por funcionar apenas como última esperança para João Noronha Lopes por ter colocado a diferença para Rui Costa nos 12%. Os dois Pavilhões da Luz, que representaram 28,8% do total de votos na primeira volta das eleições do Benfica, foram o único terreno a par da exceção Paço de Arcos onde a lista F conseguiu ser superior à lista G de Rui Costa, com um acumulado de 37,5% para Noronha contra apenas 35,3% do atual líder (e uma diferença de 13.292 votos a favor). É também aqui que encontramos o exemplo paradigmático do peso dos sócios com mais votos: no Pavilhão número 1 da Luz, Noronha Lopes teve mais 291 votantes mas acabou com menos 11.316 votos do que Rui Costa. Outra nota: é nos Pavilhões da Luz que as diferenças em “coligações” ficam invertidas, com Rui Costa e o eleitorado de Vieira a valerem apenas 47,4% e Noronha Lopes e o eleitorado de Manteigas a chegarem aos 50,1%.

Um fenómeno “atípico” na Europa: o peso do número de votos por votantes não se fez sentir

É complicado comparar a representatividade dos votos que vieram das ilhas e do estrangeiro nas eleições de 2021 e de 2025, tendo em conta que no sufrágio de há quatro anos havia voto eletrónico que representou um total de 11,46% do eleitorado que escolheu entre a lista A de Rui Costa e a lista B de Francisco Benítez e que agora o voto era presencial e espalhado por vários países na Europa e no Mundo, num total de apenas 5,94%. No entanto, é aqui que encontramos um fenómeno que foge da regra que vigorou em Portugal Continental: o peso do número de votos não se fez sentir. Olhando para os valores apurados na Europa (Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Países Baixos, Inglaterra, Luxemburgo e Suíça, que tiveram entre si 15 locais de voto), Noronha Lopes teve apenas mais 31 votantes do que Rui Costa mas terminou com mais 700 votos do que o atual líder dos encarnados. Juntando Europa e Mundo (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil, EUA e Canadá), aí o triunfo foi de Rui Costa, que teve mais 107 votantes e mais 1.883 votos do que a lista F.

Manteigas furou bipolarização em Marselha… tendo apenas mais um votante

Se o domínio de Rui Costa em Portugal foi quase total, havendo apenas duas exceções no Pavilhão número 2 da Luz e em Paço de Arcos, o cenário na Europa e no Mundo com vitórias repartidas entre os dois candidatos mais votados num total que ainda assim representou apenas 5% de todos os resultados: Noronha Lopes foi melhor em Berlim, Hamburgo, Bruxelas, Barcelona, Madrid, Tourcoing, Amesterdão, Londres, Rio de Janeiro, São Paulo e San José, Rui Costa ganhou em Estugarda, Umstadt, Paris, Luxemburgo, Genebra, Zurique, Luanda, Maputo, Praia, Montreal, Toronto, Newark e New Bredford. Única exceção? Marselha. E com essa confirmação de que por um voto se pode ganhar ou perder: João Diogo Manteigas venceu nesse local de voto no sul de França com 139 votos contra 78 de Noronha Lopes, 66 de Rui Costa e 43 de Luís Filipe Vieira, tendo apenas mais um votante do que a lista F (9-8) e mais dois votantes do que a lista G (7).

As duas exceções em Portugal onde Rui Costa + Vieira não dá para maioria em Portugal

De forma quase natural, e mesmo assumindo um possível fenómeno de “voto útil” em Rui Costa que acabou por penalizar Luís Filipe Vieira, o atual e o antigo presidentes do Benfica, que ficaram em primeiro e terceiro na primeira volta, respetivamente, conseguem em conjunto chegar a uma maioria qualificada em quase todo o território nacional com apenas duas exceções: o Pavilhão número 2 da Luz e Paço de Arcos, onde nem essa junção permitia chegar aos 50% (43,9% e 46,5%). Fora do país, a realidade é diferente, tendo em conta que existem 11 secções de voto sem uma maioria entre os votos de Rui Costa e de Vieira: Berlim, Bruxelas, Barcelona, Madrid, Marselha, Tourcoing, Amesterdão, Londres, Rio de Janeiro, São Paulo e San José.

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Noronha + Manteigas não chegam aos 40% em três quartos das secções em Portugal

Existem realidades quase paralelas entre aquilo que foram as votações em Portugal e fora do país, com um enfoque especial nas secções espalhadas pela Europa, mas a análise aos números da realidade nacional, que representa a tal fatia de 95,6% de todo o eleitorado, ajuda a explicar o porquê das aproximações de Noronha Lopes em entrevistas e debates àquilo que são os quase 14% de Vieira. Porquê? A junção entre Noronha e Manteigas confere apenas um resultado acima dos 50% no Pavilhão número 2 da Luz, sendo que em cerca de três quartos dos locais de voto espalhados por Portugal não passa sequer a fasquia dos 40%. Lá fora o cenário é quase oposto, com a dupla em conjunto a superar os 50% em Berlim, Bruxelas, Barcelona, Madrid, Marselha, Tourcoing, Amesterdão, Londres, Rio de Janeiro, São Paulo e San José.

E se as eleições do Benfica tivessem um voto por sócio?

Tal como o Sporting mas ao contrário do FC Porto, o Benfica designa números de votos diferentes consoante os anos de filiação ao clube, algo que foi novamente revisto na última revisão estatutária para que o “fosso” não fosse tão grande como era – três votos para um a cinco anos de filiação (46.421 sócios com capacidade de irem às urnas em 2025), dez votos para cinco a dez anos de filiação (30.013), 20 votos para dez a 25 votos de filiação (56.703), 50 votos para mais de 25 anos de filiação (27.045). Mas o que mudaria numa lógica de “um sócio, um voto”? Logo à cabeça, João Diogo Manteigas teria terminado na terceira posição, à frente de Luís Filipe Vieira com mais 443 votantes. Depois, a diferença entre Rui Costa e João Noronha Lopes desceria de 11,87% para apenas 6,75%, com essa nuance de o número total de votos entre Rui Costa e Vieira baixar de 55,99% para 52,17% enquanto o número de votos entre Noronha e Manteigas subir de 41,74% para 45,93%.