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Twitter faz 20 anos. E nunca mais foi o mesmo depois de Elon Musk

Começou como uma plataforma limitada a mensagens com 140 caracteres, mas transformou-se numa empresa com presença global. Aos 20 anos de vida, sobra muito pouco do antigo Twitter.

Passaram 20 anos desde a singela mensagem de Jack Dorsey. “Só a configurar o meu twttr”, escreveu o então desconhecido engenheiro, a 21 de março de 2006. Não é uma gralha: numa primeira fase, tinha mesmo o nome twttr — só depois veio o Twitter.

Numa primeira fase, não havia grandes ambições. Na verdade, o Twitter surgiu como um projeto secundário para tentar salvar a startup Odeo, que estava à beira da falência. Em 2005, a empresa tinha uma plataforma de podcasts, que tremeu quando a Apple lançou o iTunes, que também integrada esse formato. Ao perceber que não conseguiria competir com a gigante então liderada por Steve Jobs, uma equipa da Odeo começou a explorar alternativas para tentar mudar a rota da empresa.

Jack Dorsey era um desses funcionários. Já tinha a ideia do Twitter, para mensagens muito curtas e instantâneas. Limitou-as a 140 caracteres. Com o tempo o Twitter estabeleceu vários standards para a atual internet, como as hashtags com o cardinal (#) e as menções com a arroba (@).

A Odeo eclipsou-se quando o Twitter começou a ganhar popularidade, tornando-se uma empresa independente. Sempre a crescer, transformou-se numa plataforma global, que conseguiu conquistar políticos, celebridades e músicos para manter um canal direto de comunicação com o público. E, para os media, tornou-se numa ferramenta de trabalho, usada para acompanhar eventos em tempo real ou acontecimentos de última hora, como a amaragem no rio Hudson, em 2009, ou os protestos que deram lugar à Primavera Árabe, em 2010. Até chegar o reverso da medalha, como as dificuldades em assegurar a sustentabilidade do modelo de negócio, os problemas com a desinformação ou a segurança informática.

Em 2026, duas décadas depois do tweet original, resta muito pouco do Twitter original. Nem o nome. Em outubro de 2022, após uma novela de meses, Elon Musk comprou a plataforma por 44 mil milhões de dólares. Retirou-a da bolsa e começou a transformar a sua rede social favorita à sua imagem: com menos moderação para ser uma “praça pública” da liberdade de expressão, dizia. Mudou-lhe o nome para X e até eliminou o famoso pássaro azul, que assumiu querer “libertar”.

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