Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Terminamos aqui a nossa cobertura da campanha das eleições presidenciais. O artigo em direto do Observador dedicado à política nacional volta no domingo, dia 18 de janeiro, para acompanhar o dia de eleições.

    Obrigado pela sua preferência. Boa noite!

  • PSD envia mensagem a militantes a apelar ao voto em Mendes. "Não há margem para divisão"

    O PSD fez chegar uma mensagem aos militantes do partido a apelar ao voto em Luís Marques Mendes.

    “Não há margem para divisão. Domingo escolhemos quem vai à segunda volta. Se quer Segurança, Estabilidade e Responsabilidade, vote Luís Marques Mendes”, pode ler-se na mensagem, enviada às 23h10.

  • "Orgulha-me ter feito esta campanha", diz Jorge Pinto, que já aponta ao futuro

    Após um discurso de quase 30 minutos, Jorge Pinto encerra oficialmente a sua campanha, dizendo estar orgulhoso do seu trabalho e afirmando que está de “consciência muito tranquila”.

    “Esta candidatura valeu a pena, Muitos duvidavam do valor de uma nova candidatura, hoje acredito que poucas pessoas pensem isso”, afirmou, acrescentando que foi graças a si que no boletim de voto estará “uma esquerda que se abre ao europeísmo, feminismo, e ecologismo. Uma candidatura que é uma janela e porta aberta”.

    “Orgulha-me ter feito esta campanha”, disse, sublinhando que foi uma “candidatura à altura da inteligência dos portugueses”.

    Jorge Pinto, que voltou uma vez mais a tecer críticas diretas a João Cotrim Figueiredo (o único visado no seu discurso), diz que quer quer os eleitores levem “esperança desta candidatura”

    “Uma esperança concreta, mobilizadora e ao serviço de Portugal. Que terá um reflexo muito maior no dia 19, quando mobilizarmos estas pessoas, que perceberam o valor de sair à rua em defesa deste país”, terminou, apontando ao futuro.

  • Ventura diz que não são precisos três Salazares porque "um André Ventura vai pôr este país na ordem"

    André Ventura enumera agora uma série de situações para que não votem nele: “Quem quer mais imigração descontrolada, mais mesquitas em Portugal, quem acha que crucifixos devem sair das escolas, quem está a gostar de ver este espetáculo do José Sócrates, quem acha bem que estado social tem de ser bar aberto de distribuição de subsídios.”

    “Nunca me peçam para ser o candidato das generalidades redondas. Não quero estar do lado dos que ganham eleições, quero estar do lado dos que transformaram o país.”

    DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

    Ventura: “Todas as associações, institutos, organizações que andarem nas escolas, universidades e instituições civis a promover ideologia de género e que ser humano não é o ser humano… não vai haver nem mais um cêntimo.”

    “Podem dizer que vem aí Salazar vestido assim… tenham cuidados com isso. Sou daqueles que não verga facilmente. Comecei campanha a dizer que país precisava de três Salazares e tinha razão. Não precisamos, um André Ventura vai pôr este país na ordem.”

    Ventura diz que é preciso fazer “ajuste de contas com histórias”, que o país tem de ser posto no “divã”. Diz que após o 25 de Abril se deixou que “extrema-esquerda tomasse conta das instituições” e da educação. “Interiorizámos que tínhamos culpa”, defende, para logo concluir: “Passaram 51 anos, não queremos andar para trás, mas há um momento de renascimento nacional que queria que estas eleições provocassem.”

    O candidato a Belém diz que o país tem de “perder o medo de dizer ao país que errou em muita coisa no fim do 25 de Abril” e considera necessário uma “rutura com a história”.

    “Podemos triunfar ou não no próximo domingo, mas vamos continuar a lutar, mesmo que encontremos toda a resistência do mundo”, termina Ventura, novamente dando o exemplo de D. Afonso Henriques e concluindo: “Quero ser o símbolo da nação que se levanta e nunca mais será derrotada.”

  • Seguro fecha a pedir primeiro lugar na 1ª volta: "É muito importante que lá fora se diga que os valores da democracia venceram em Portugal"

    António José Seguro termina esta campanha eleitoral quase sem voz e a pedir, mais uma vez, que se concentre o voto na sua candidatura para que fique em primeiro lugar na primeira volta. “É muito importante que lá fora, nas páginas dos jornais do dia seguinte, se diga que os valores da liberdade, da democracia, da República, de um país moderno, de um país que integra venceu em Portugal”, disse.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    No final da sua intervenção volta a reforçar a sua “marca” nesta campanha “a de fazer política com elevação”, “não entrando em campanhas negras nem campanhas de informação” e “num debate enlameado que só afasta as pessoas da política”.

    Termina a intervenção a prometer que “nada ficará como antes” se for eleito Presidente da República. Na sala cheia estavam muitas figuras do PS, como Manuel Alegre, Fernando Medina, Ana Catarina Mendes, Maria de Belém, Ana Jorge, Adalberto Campos Fernandes, Alexandra Leitão, João Soares e Isabel Soares, ou Guilherme d’Oliveira Martins. Também estavam figuras da antiga direção de Seguro no partido, como António Galamba ou Miguel Laranjeiro, por exemplo.

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  • Ventura: "Não voltaremos a ser humilhados por nenhum país do mundo ou chefe de Estado estrangeiro"

    Ventura vinca agora que tem “muito orgulho em toda a História nacional”. E garante: “Não voltaremos a ser humilhados por nenhum país do mundo ou chefe de Estado estrangeiro.”

    “A partir do momento em que tome posse não deixei que mais nenhum país do mundo nos ofenda”, promete, frisando que também acabará “de vez a venda de passaportes portugueses”. “Ser português é amar esta bandeira, falar a nossa linha, ter uma missão neste território, ser português não pode ser comprar um passaporte na Índia ou em Marrocos e isto não tem nada a ver com racismo.”

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    Ventura diz agora que “no domingo ouvir-se-á, de Lisboa a Bruxelas, um país que não aceita ser substituído ou perder a sua identidade”. “Eu não me habituo e vou lutar pelo nosso país, pelos nossos valores e pela nossa identidade”, promete.

    E prossegue: “Esta campanha começou com o problema dos cartazes. Uns dizem o valor da experiência, uma péssima experiência [Marques Mendes]; outros dizem Portugal Seguro ou futuro Seguro [António José Seguro], outros mais egocêntricos dizem o perfil certo [João Cotrim Figueiredo]. Eu tenho só uma coisa: mensagens para dar aos portugueses que são fáceis de perceber.”

  • Ventura assume mudança e diz que "às vezes é fácil gritar mais alto, mas não resolve os problemas"

    André Ventura recorda cartazes que dizem “os portugueses primeiro” e espera que no dia 18 esse lema se concretize. “Queria apelar ao país todos para que saísse de casa e votasse. Não basta estar em primeiro em sondagens”, diz o candidato a Presidente, crente de que “nunca [se esteve] tão perto de conseguir”.

    “Presidente em funções já não convencia ninguém, internacionalmente humilháva-nos e deixou de ter amor a isto [bandeira de Portugal]. E um Presidente que perde o amor a Portugal não merece ser Presidente.”

    Ventura diz que as pessoas lhe falaram de pensões, de antigos combatentes, de crianças com necessidades especiais, de mães solteiras “abandonadas à porta” e de um país que “preferiu a imigração à natalidade”. “Eles dizem que me estou a adaptar para vencer a segunda volta”, realça, jurando que não e que quer falar de “transformação do interior”.

    “Não somos políticos pela imagem, pelo ego, pelo nosso futuro, somos políticos para resolver os problemas das pessoas”, sublinha. “Nenhuma eleição me tocou tanto como esta”, diz, frisando que voltou a sentir a “missão”. “Ao fim do dia o que interessa disputas e despiques pessoais entre candidatos?”, questiona, lembrando alguns dos casos que foi reportando ao longo da campanha eleitoral.

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    André Ventura diz que “há dois tipos de candidatos: os que dizem coisas redondas e os que não têm medo de dizer que isto está difícil”, disse, recordando o casa de “uma mulher deitada no chão do hospital”. “Escolhi não falar do Seguro, Mendes e Gouveia e Melo e falar desta mulher”, atira.

    Conta a história de um amigo que lhe disse que a campanha é estranha e que não “respondeu” aos adversários: “Às vezes é fácil gritar mais alto, mas não resolve os problemas. Eu decidi que quer ser o político que vai resolver os problemas do país”, afirma, vincando que foi por isso que decidiu não escolher uma comissão de honra: “A minha comissão de honra é o país.”

    Diz que os adversários dizem que “vem aí fascismo e racismo”, mas quando os ouve só nota que dizem “o mesmo há décadas”. “Não vou para a segunda volta para agradar a todos, para procurar pôr toda a gente contente, vou para dizer a verdade e o que tenho de fazer, doa o que doer”, atira, referindo-se a um país de ordem, sem subsidiodependentes e “cristão e com valores europeus”.

  • Seguro no tiro a Ventura e Cotrim na Constituição e reforma laboral: "Já são duas diferenças claras"

    O candidato apoiado pelo PS continua no comício no Fórum Lisboa e aponta para “os outros candidatos que podem passar à segunda volta e que têm como objetivo rever a Constituição” — numa referência a André Ventura e a João Cotrim Figueiredo.

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    Diz não conhecer problemas que não possam ser resolvidos pela atual Constituição, mas que há muitos que não são resolvidos porque ela não é aplicada. “A Constituição não é apenas um conjunto de normas jurídicas”, mas é sobretudo, diz, um texto com “princípios” e que “não deixa ninguém para trás”. Garantiu que os seus “valores são os da liberdade, da democracia e os que estão na Constituição”.

    Volta a dizer que a sua é a “única candidatura moderada que pode passar à segunda volta” e fala num dos temas que mais abordou nesta campanha, a saúde, e do pacto que propõe para que “o SNS possa sobreviver ao ciclo governativos”. Compromete-se, mais uma vez, a “exigir resultados ao Governo”.

    Depois também na reforma laboral, para dizer que ao contrário de Cotrim e Ventura, veta a proposta que está em cima na mesa neste momento. “Já são duas diferenças claras”, diz começando a marcar o terreno aos dois candidatos que, com ele, têm maior probabilidade de vir a estar na segunda volta das presidenciais.

  • Seguro até pode rever-se na Constituição, mas "não é um seguro contra todos os riscos", alerta Rui Tavares

    No comício de encerramento da candidatura de Jorge Pinto, Rui Tavares reconheceu que “há candidatos que se revêm na Constituição e que vão impedir o pior”, uma revisão da Constituição feita pela direita.

    No entanto, ressalvou, “nenhum dá a garantias concretas que o Jorge dá”. “Um deles pode até chamar-se Seguro, mas não é um seguro contra todo os riscos”, disse, levando a que a que ouvissem alguns risos na sala.

    Rui Tavares abriu ainda a porta ao futuro político de Jorge Pinto, porque diz que o candidato “sabe o que está a cultivar para colher a partir estas eleições”.

    Alegando que Jorge Pinto se apresenta “com ideias concretas sobre como desempenhar os papéis presidenciais”, o co-porta-voz do Livre considera que Jorge Pinto tem “muito para dar” e que “certamente, nesta eleições e nas próximas, estará aqui presente”, disse, remetendo para o slogan da campanha: ‘Jorge Presente, Futuro Presidente’.

    Tocando na questão do pacto republicano que Jorge Pinto propôs logo a 1 de novembro, aquando da apresentação da sua candidatura, Rui Tavares afirmou que esta união “daria certezas” de que a esquerda chegaria com uma “base forte” à 2.ª volta.

    “E mesmo perante o menosprezo taticista” dos restantes candidatos, que não acolheram a proposta, Jorge Pinto levou “a sua consequência [a candidatura] até ao fim e apresentou a sua candidatura de convicção e consciência”, rematou.

  • Seguro para os apoiantes: "Pelas minhas contas temos mais três semanas pela frente"

    António José Seguro está neste momento a encerrar a sua campanha, num comício no Fórum Lisboa, com o auditório cheio. Mal sobe ao palco atira: “Pelas minhas contas temos mais três semanas pela frente. Podem tirar a segunda-feira para descansar”, gracejou o candidato.

    Seguro voltou, no entanto, a alertar que “ninguém é eleito pelas sondagens” que são “apenas um indicador, que alegra a todos, mas o que conta é quando forem contados todos os votos”.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    O candidato disse que tem “muito respeito” pelos outros candidatos, mas que “o voto nesses candidaturas é um voto desperdiçado”. “Têm de ser concentrados na única candidatura progressista que pode passar à segunda volta”.

    No início do comício, onde está presente o histórico socialista Manuela Alegre — a quem Seguro pediu uma ovação da sala — intervieram a mandatária nacional, Maria do Carmo Fonseca, e os mandatários da juventude, Rita Saias e Renato Daniel. Depois das primeiras intervenções, a fadista Gisela João, que apoia Seguro,

  • Ventura: "Eles ainda não perceberam o que está a acontecer: este país acordou definitivamente"

    André Ventura fala agora pela última vez no período de campanha eleitoral, no Pavilhão de Exposições da Tapada da Ajuda, no Instituto Superior de Agronomia, que reúne algumas centenas de pessoas.

    “Acho que é símbolo do que fizemos numa sexta-feira fria de janeiro que estejam 600 pessoas porque era assim que tínhamos planeado. Nenhuma outra candidatura tinha esta multidão de entusiasmo”, começa por dizer, agradecendo a “força e energia que o trouxe até aqui”.

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    Refere que a rua foi uma “recompensa” e recorda as palavras das pessoas que encontrou nas arruadas “no país todo”. “É um país que está a acordar, eles ainda não perceberam o que está a acontecer. Este país acordou definitivamente.”

    Ventura acrescenta que está em primeiro em praticamente todas as sondagens e vêm isso como “sinal do trabalho” feito. Agradece agora ao mandatário nacional, Pedro Tinoco Faria. E diz que “quando a campanha começou sabia para onde não queria ir, para o discurso habitual e cair nas armadilhas que destruíram as candidaturas que passaram semanas e meses a falar mal uns dos outros.” Garante ainda que encontrou no mandatário uma “expressão de patriotismo e humildade”.

    “O que fizeram aos nossos emigrantes não se faz, deixaram-nos de fora como se fossem descartáveis”, diz, em mais uma referência ao facto de não receberem os boletins em casa e terem de se deslocar aos consolados para votar.

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  • Ventura: "Vamos à segunda volta de certeza"

    À entrada do último comício da campanha, André Ventura deixa uma curta garantia: “Vamos à segunda volta de certeza”, considerando que o país acredita que é possível “dar um abanão no sistema”.

    O líder do Chega acaba de chegar ao Pavilhão de Exposições da Tapada da Ajuda, no Instituto Superior de Agronomia, onde estão reunidas centenas de pessoas para o comício de encerramento.

  • Catarina Martins diz que "nunca falhará uma convergência à esquerda" desde que programa conjunto seja sobre "a vida das pessoas"

    Catarina Martins termina a sua campanha eleitoral com um jantar comício na Associação de Moradores da Bouça, no Porto. Começou por dizer que foi um “enorme privilégio” ter tido a ajuda de voluntários nesta campanha. “Há campanhas com muitos meios, com poucos meios, esta foi assumidamente sem meios. Mas teve esta generosa participação de tanta gente incansável que a fez.”

    Fez um agradecimento especial a dois apoiantes seus: o seu mandatário nacional e músico António Pinho Vargas e o antigo treinador de futebol António Frasco. No final da ronda de agradecimentos, também falou do seu partido por tê-la a apoiou aceitando que “haveria espaço para toda a gente para lá do Bloco de Esquerda” nesta campanha.

    “Se quiserem um voto a quem estende uma passadeira vermelha já sabem que têm muitos candidatos”, argumentou depois. Por outro lado, Catarina Martins assumiu querer ser a candidata daquilo que as pessoas falam: o salário. A eurodeputada diz que, ao correr o país durante a campanha, ninguém lhe falou da “última carta a Luís Montenegro” ou de “quem seria o herdeiro de Sá Carneiro”.

    “Conheço o país que não para mesmo contra a sabotagem do Governo”, continuou. Catarina Martins apontou também a Seguro pela sua proposta de um “pacto de regime para a saúde” em Portugal que diz já existir: “É passar cheques aos privados”. Contrariando o apelo à concentração de votos no socialista, argumenta que o “voto útil é aquele de quem não se resigna ao miserabilismo”.

    Afirma, por fim, que o “percurso” dos candidatos é a característica mais importante sobre os mesmos. “Aquilo que fazemos toda a vida, distingue-nos”, defende, criticando Seguro pelo currículo na oposição a Passos Coelho durante a troika. “Quando alguém fala em convergência de esquerda é bom que diga do que está a falar. Ou é sobre a vida das pessoas ou é discurso vazio para enganar alguém.” Catarina Martins disse ainda que “nunca falhará uma convergência” mas só o faz se souber que essa coligação defende “aquilo que conta”.

  • Gouveia e Melo fecha a campanha com um aviso à direita: "A probabilidade de Ventura ser eleito é quase zero"

    Henrique Gouveia e Melo iniciou o discurso a dizer que os jornalistas lhe perguntaram várias vezes se se arrependia de ter iniciado este processo. No comício de encerramento da campanha, no Pátio da Galé, em Lisboa, diz que na sua vida militar nunca hesitou a partir” e que, nesta “missão”, a resposta é simples: “Não me arrependo”.

    O candidato diz que acredita “na justiça, na seriedade e na boa análise no povo português.” Repete que as sondagens não votam e apela aos eleitores para darem “uma lição a quem quis manipular perceções.”

    Gouveia e Melo voltou a atirar a André Ventura, ao dizer que “há um candidato que não quer ser Presidente da República, mas quer baralhar e confundir os portugueses. A probabilidade de ganhar à segunda volta é quase zero. Por razões partidárias, concorreu a Presidente da República.” E avisa os potenciais votantes de Ventura: “Se por acaso votarem assim, estão a meter outro candidato na Presidência da República.”

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    Por outro lado, numa lógica inversa, Gouveia e Melo diz que os “eleitores de esquerda terão de passar seriamente se o vosso útil vai servir para uma direita que se pode unir para eleger André Ventura e acabar com um Presidente radical na Presidência da República.” E adverte: “Esse voto útil [em Seguro] é uma armadilha muito perigosa.”

    O almirante ainda que “o PSD anda a navegar em águas turvas sem dizer qual seria a opção. Se a direita ganhar, só vai ganhar com um único candidato: André Ventura.” Mas, lembra, “há um candidato, que sou eu, que não representa nenhuma derrota para nenhum partido.”

    Ainda no ataque a André Ventura: “Não preciso de fingir que fui militar e vestir um uniformezinho. Podia ter trazido hoje. Podia vestir o meu uniforme, a lei permite-me isso, mas não fiz.”

    Confiante, Gouveia e Melo diz aos apoiantes para se prepararem para a segunda volta: “Vem aí a segunda fase.”

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Cotrim apela ao voto anti-Seguro: “O voto útil não é truque”

    João Cotrim de Figueiredo insistiu no discurso de encerramento da sua campanha, esta noite em Braga, num apelo ao voto útil de todos os que não querem António José Seguro na Presidência da República.

    “O voto útil não é truque. É um acto consciente de quem percebe o que está em causa. De quem quer garantir que a segunda volta não é uma escolha entre Seguro e Ventura, entre o sono e o pesadelo”, comparou.

    O candidato foi ainda mais explícito ao recomendar as razões para não votar nos outros três candidatos mais bem colocados nas intenções de voto. “Façam o vosso voto contar. Não desperdicem nos que não passarão à segunda volta, como Marques Mendes e Gouveia e Melo. Não desperdicem nos que não ganham a ninguém na segunda volta como André Ventura”.

    “Votar Marques Mendes, Gouveia e Melo ou André Ventura é eleger Seguro. É isso que querem? Então peço o vosso voto para ser eu a passar à segunda volta”, reforçou Cotrim de Figueiredo, perante mais de 300 apoiantes, no último jantar-comício da campanha.

  • Cotrim diz que "Ventura perde com todos" na segunda volta e marca-se como sendo "a única alternativa a António José Seguro"

    João Cotrim de Figueiredo, em empate técnico com António José Seguro e André Ventura na última sondagem da campanha eleitoral, lança um último apelo aos eleitores para reforçar que “só há três candidaturas com possibilidade de passar à segunda volta”.

    Diz, no entanto, em declarações à TVI, que “Ventura perde com todos os candidatos” em qualquer cenário de segunda volta, marcando-se como sendo “a única alternativa a António José Seguro”, afastando também a possibilidade de Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes chegarem aos dois primeiros lugares na primeira volta das eleições.

    “Concentrar os votos na minha candidatura é a única forma de evitar que António José Seguro seja Presidente da República e dar um balão de oxigénio ao Partido Socialista”, afirmou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.

  • Maioria silenciosa 2.0: Francisco Rodrigues dos Santos acredita que "povo silencioso" vai dar vitória a Gouveia e Melo no domingo

    No comício final do almirante, no Pátio da Galé, em Lisboa, Francisco Rodrigues dos Santos diz que os “portugueses de forma muito silenciosa no domingo lá estarão para colocar a cruz em Henrique Gouveia e Melo”. Ignorando as sondagens, o ex-líder do CDS diz sentir essa realidade nas suas “relações pessoais, profissionais e até políticas”. “O povo silencioso vai dar-lhe a vitória”, repete.

    O antigo líder centrista destaca que Gouveia e Melo “não é contra os partidos, nem contra o sistema. É reformador do sistema”. Francisco Rodrigues dos Santos acrescenta que, ao contrário dos adversários, Gouveia e Melo não será um “Presidente obediente” ou que se limita a promulgar diplomas em Belém. Rodrigues dos Santos diz que a eleição de Gouveia e Melo não será um “risco para a democracia”, mas um “garante da democracia”.

    Antes, o antigo ministro do PSD, António Capucho, tinha defendido que Henrique Gouveia e Melo é o único que garante “total independência” dos interesses partidários.

  • Mendes promete: "Serei um Presidente diferente dos meus antecessores"

    Mendes fala agora no último c0mício desta campanha, dizendo que fez uma campanha de “causas” enquanto “outros se perderam em casos e casinhos”. Frisa que foi o candidato que assumiu mais propostas e compromissos em relação ao jovens, ao combate à pobreza, reforma da justiça ou combate à corrupção.

    “Alguns fizeram uma campanha aos gritos e cheia de generalidades. Nós apresentámos propostas”. Além disso, frisa que fez uma campanha com decência, mesmo quando outros “lançaram lama”.

    Fala aos indecisos: critica candidatos que “por serem passivos não acrescentam muito”, hesitam e são indecisos. É preciso ação e iniciativa.

    Mendes diz ter “provas dadas”, lembrando que interveio no espaço público e falou de falhas e injustiças na pandemia ou no aumento do custo de vida. Enquanto outros estavam calados, estava a “dar opinião e defender os mais frágeis”.

    Aos indecisos, pede ainda que não desperdicem esta oportunidade e pensem na estabilidade, que jura defender.

    “Serei um Presidente diferente dos meus antecessores porque as circunstâncias são radicalmente diferentes. E serei diferente da generalidade dos meus adversários, porque a maior parte está aqui para fazer prova de vida”. O Presidente deve ser “um árbitro de independência”, sendo fundamental dar condições aos governos para cumprirem uma legislatura inteira. “Acreditem comigo”, pede.

  • "Tudo farei para que um socialista não ocupe o Palácio de Belém", garante Ventura, que só quer "o apoio do povo português"

    André Ventura reage aos resultados positivos nas últimas sondagens da corrida a Belém, recordando uma campanha “diferente”, “sem picardias e sem confusões”. “Nem todos dentro do partido estavam à espera, mostrámos que podemos ser assertivos e que temos soluções para os temas que importam”, afirmou o candidato apoiado pelo Chega em declarações à TVI.

    Respeitando o eleitorado, André Ventura garante que “tudo fará para que um socialista não ocupe o Palácio de Belém”, pedindo a Luís Montenegro e ao PSD que não apoiem António José Seguro numa segunda volta entre o socialista e o presidente do maior partido de oposição. No entanto, afasta também estar a pedir o apoio do primeiro-ministro. “Quero o apoio do povo português”, reforça Ventura.

  • Seguro reage às sondagens com "muita confiança" que vai receber "confiança dos portugueses no domingo"

    “As sondagens não elegem”, mas António José Seguro manifestou-se confiante após a publicação da última sondagem da campanha presidencial antes das eleições. “Tenho muita confiança que os portugueses vão dar-me essa confiança no domingo”, afirmou o candidato apoiado pelo PS em declarações à TVI, momentos após ter sido anunciado o seu primeiro lugar na última edição da Tracking Poll.

    António José Seguro admite que viu “o crescimento e o entusiasmo” nas suas iniciativas de campanha na rua, mas que começou a notar o apoio ainda antes dos debates televisivos no final do ano passado. “Fui igual a mim próprio, fui transparente e honesto”, continua Seguro, referindo que “é preciso ter um Presidente real para os portugueses reais”.

    “Vim para unir os portugueses e estou focado em encontrar soluções”, acrescenta, sublinhando que quer ser “o Presidente de todos os portugueses”.

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