Momentos-chave
- Ventura diz que ainda não há acordo para lei de estrangeiros e insiste na limitação de acesso a apoios
- Carneiro avisa que democracia “não está para brincadeiras”
- Hugo Soares diz que vitória para o PSD nestas eleições é "ganhar mais câmaras". E confia na vitória de Pedro Duarte no Porto
- Lei dos Estrangeiros. Hugo Soares diz que Chega tem "posição extremista" e PS "continua a negar que há um problema"
- Hugo Soares ataca Chega: "Têm dois ou três deputados que são irascíveis do ponto de vista comportamental"
- Mascarenhas diz que é "impensável" ter um pior resultado do que João Ferreira
- José Luís Carneiro pede intervenção de Montenegro para desbloquear hospital de Évora
- Ana Abrunhosa promete criar observatório municipal da saúde em Coimbra
- Ao lado de Suzana Garcia, Montenegro elogia "ousadia" da candidata e confia na sua vitória
- João Ferreira: "Não é roubando votos à CDU que se derrota Carlos Moedas"
- João Ferreira diz que declarações de Leitão sobre entendimentos com CDU revelam "algum desespero"
- PS ou Chega para aprovar a Lei dos Estrangeiros? Montenegro não tem preferência e pede "diálogo aberto com todos os partidos"
- "Não me vou demitir seguramente." Montenegro responde a Carneiro e garante estar "extremamente otimista" para autárquicas
- Porto. Pedro Duarte interpôs providência cautelar para parar obras do metrobus no Porto
- Pizarro quer tornar cidade do Porto mais acessível para pessoas com deficiência
- Eleições autárquicas. Nuno Cardoso quer Câmara do Porto empenhada no apoio a instituições
- CDU quer reforçar câmaras e reconquistar "bastiões" como Mora e Montemor-o-Novo
- Leitão avisa que "privados vão encostar valores das rendas aos 2.300 euros" que, em Portugal, "é o dobro do salário médio"
- Rita Matias ouvida em tribunal sobre divulgação de nomes de crianças. Deputada diz que há "acordo" entre partes e "não há arrependimento"
- Moedas diz que se derrotado “não faria qualquer sentido” ser vereador e acusa PS de "politizar" acidente no Elevador da Glória
- Moedas recusa que cidade de Lisboa esteja mais suja: "Tem mais lixo? Não tem"
- Carneiro: Derrota nas autárquicas não será por culpa própria e representará "derrota da democracia"
Histórico de atualizações
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Ventura diz que ainda não há acordo para lei de estrangeiros e insiste na limitação de acesso a apoios
O presidente do Chega disse hoje que o seu partido ainda não chegou a acordo com o PSD em torno das alterações à lei de estrangeiros, e insistiu que o diploma deve limitar o acesso a apoios sociais.
“No momento em que estamos agora, nós não temos ainda as condições de garantir uma aprovação da lei dos estrangeiros, e não temos de parte a parte”, afirmou.
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Carneiro avisa que democracia “não está para brincadeiras”
O secretário-geral do PS José Luís Carneiro avisou hoje que “a democracia não está para brincadeiras”, mas “para escolhas responsáveis”, comprometendo-se a lutar para que o aeroporto de Beja seja “uma âncora de desenvolvimento” da região.
“A democracia não está para brincadeiras. Está para escolhas responsáveis, está para escolhas muito responsáveis. As portuguesas e os portugueses sabem bem quem é o Partido Socialista desde antes do 25 de Abril e depois do 25 de Abril”, alertou José Luís Carneiro num comício de apresentação da recandidatura de Paulo Arsénio à Câmara de Beja.
Na véspera do arranque oficial da campanha para as eleições autárquicas, o líder do PS enfatizou que o partido que lidera “foi sempre e será sempre um esteio da liberdade, da igualdade e da justiça social” e “uma casa comum da democracia” que tem os “braços abertos” para todos os democratas.
Concretamente sobre Beja, o líder do PS prometeu que o partido se vai bater para que o aeroporto “tenha uma função complementar aos principais aeroportos nacionais e seja um importante fator estratégico, uma âncora de desenvolvimento de toda esta região”.
“Esse compromisso é o de tudo fazermos na Assembleia da República, como fizemos quando estávamos no Governo, para valorizar o aeroporto de Beja com uma função estratégica regional e nacional para afirmar toda esta região e para dar novas oportunidades para quem aqui quer investir”, disse.
Num concelho no qual socialistas e comunistas sempre alternaram a presidência da câmara, José Luís Carneiro retomou o tema das questões laborais, assegurando estas “não são um penacho” que o PS “coloca no casaco” nem uma “questão de teimosia”.
“E não é por uma questão de luta do trabalho contra o capital, do capital contra o trabalho, de patrões contra trabalhadores. Não tem nada a ver com essa dicotomia. Tem a ver com a nossa preocupação enquanto pessoas”, justificou.
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Hugo Soares diz que vitória para o PSD nestas eleições é "ganhar mais câmaras". E confia na vitória de Pedro Duarte no Porto
Para Hugo Soares, uma vitória para o PSD nestas eleições autárquicas será “ganhar mais câmaras” do que o PS. Ainda assim, o “ponto de partida é difícil”, apesar das “boas expectativas” do partido.
Sobre o Porto, Hugo Soares garantiu que “está mesmo muito convencido” de que Pedro Duarte será o próximo presidente da Câmara.
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Lei dos Estrangeiros. Hugo Soares diz que Chega tem "posição extremista" e PS "continua a negar que há um problema"
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, na mesma entrevista, comentou a lei dos estrangeiros, que poderá ser aprovada amanhã no Parlamento.
Ainda que não entre em detalhes porque podem alterar o rumo das negociações, Hugo Soares está “convencido” de que Portugal “precisa de uma lei dos Estrangeiros que regule a imigração”, que terá de ser “responsável e humanista”.
Neste sentido, Hugo Soares deixa críticas aos dois partidos, ainda que reconheça que não existe um parceiro preferencial.
Para o líder parlamentar social-democrata, o Chega tem uma “posição extremista nesta matéria”, ao passo que o PS conitnua a “negar que há um problema” na questão migratória.
Apesar disto, Hugo Soares espera que “até amanhã, à hora da votação”, o Governo e a Assembleia da República possam dar ao país uma lei dos Estrangeiros.
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Hugo Soares ataca Chega: "Têm dois ou três deputados que são irascíveis do ponto de vista comportamental"
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, reconheceu hoje que se “excedeu” e “exagerou” durante o debate para a criação de uma comissão técnica independente sobre os fogos florestais que ocorreu a 17 de setembro. “Não me orgulho do tom”, admitiu.
Numa entrevista à SIC Notícias, Hugo Soares abordou também a questão de o líder do Chega, André Ventura, ter sugerido que o líder do PSD tivesse sugerido dar “porrada” ao deputado do Chega, Pedro Frazão, que deu azo a uma queixa na Comissão Parlamentar de Transparência e Estatuto dos Deputados — que foi hoje arquivada.
Hugo Soares assinalou que normalmente “não se queixa dos outros”, mas não deixou de denunciar o “tom crispado e de falta de urbanismo” de alguns deputados do Chega — que causam “exasperação em diferentes bancadas”. “Isto acontece repentinamente com o Rui Tavares, com o PSD, com o PS.”
“Isto acontece, porque há 2-3 deputados do Chega que são irascíveis do ponto de vista comportamental. Interrompem, têm apartes descorteses e insultuosos”, prosseguiu Hugo Soares.
Hugo Soares acusou alguns deputados do Chega de, durante o debate de 17 de setembro, de o terem “repentinamente procurado interromper com provocações repetitivas”.
O social-democrata deixou depois duras críticas ao facto de o Chega ter publicado um vídeo nas redes sociais em que “altera” o que disse. “Foi um vídeo fake, aldrabão, mentiroso e insinuoso”, criticou.
Hugo Soares lamentou a partilha de desinformação do Chega nas redes sociais, lembrando o caso em que vários deputados “partilharam nas redes sociais uma fotografia da Mariana Mortágua numa praia com mais duas pessoas na flotilha humanitária com um lavagante na mão”.
Essa imagem era “falsa” e era “fake”, disse.
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Chega apresenta candidata de 20 anos para freguesia da Ajuda e publica programa amanhã
A candidatura do Chega à câmara municipal de Lisboa vai disponibilizar amanhã o seu programa eleitoral. A garantia foi dada por Bruno Mascarenhas, ao Observador, à margem da apresentação da candidatura do partido à freguesia da Ajuda, encabeçada por uma jovem de 20 anos.
Morgana Flor é estudante de marketing e publicidade e é a candidata mais jovem do partido no total das 24 freguesias lisboetas. Bruno Mascarenhas explica que é esse facto que explica a sua presença no lançamento desta candidatura. Questionado sobre quantas freguesias o Chega espera ganhar, o candidato não se compromete com um número, por agora.
“Não ponho para já estas metas. Naturalmente que há freguesias que nós sabemos que tivemos ótimos resultados nas últimas legislativas e temos expectativas de termos um bom resultado. Tenho andado muito no terreno, conheço e sei aquilo que é a vontade das pessoas por mudança. Neste caso em específico, é simbólico, porque de facto a Morgana é a nossa mais jovem candidata e quisemos vir todos dar uma força.”
Na área da habitação, Mascarenhas tem precisamente apresentado medidas para os “jovens portugueses”. Sobre as medidas apresentadas pelo Governo, na semana passada, diz que “é completamente mais do mesmo porque não assenta, desde logo, na força do investimento privado”.
“O PSD, o PS, o PCP, querem mais habitação pública e é exatamente isso que nós não queremos. Nós queremos que haja soluções de habitação, mas que não passem exatamente por criar este conjunto de situações em que as empresas municipais, como as Gebalis, gerem as sensibilidades das pessoas [em situações como:] ‘eu baixo-te a renda, se depois de votares em mim’”.
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Mascarenhas diz que é "impensável" ter um pior resultado do que João Ferreira
Bruno Mascarenhas, do Chega, diz que “é impensável” ter um pior resultado do que a candidatura da CDU encabeçada por João Ferreira. “Eu acho que o João Ferreira poderá estar mais próximo de tentar ser eleito”.
O candidato do Chega afirma que João Ferreira “não tem hipótese nenhuma” de disputar a eleição, porque tem um programa “redondo” e que é “perigoso para a cidade e para a propriedade privada”.
“Eu julgo que o resultado do Chega é que vai surpreender muito a cidade e aquilo que sinto da relação que tenho com as pessoas na rua, a forma como nós temos sentido que as pessoas não querem este sistema onde o PCP está incluído e que tantas vezes é conivente com a atual governação.”
Mascarenhas repete aquilo que tinha dito no primeiro debate destas eleições: “Pergunta a qualquer lisboeta uma medida de João Ferreira do PCP que tenha tido impacto na cidade e não se lembra nenhuma.“
O candidato do Chega não fixa metas para a votação nas eleições de dia 12 de outubro e não teme que possa retirar votos a Moedas que lhe custem a reeleição. “Para nós é exatamente igual, porque todos são exatamente iguais, têm um conluio há muitos anos, combinaram as estruturas partidárias a dominar a cidade de Lisboa.”
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José Luís Carneiro pede intervenção de Montenegro para desbloquear hospital de Évora
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, criticou hoje a “pequenina guerra de alecrim e manjerona” que disse bloquear o hospital de Évora e apelou à intervenção do primeiro-ministro, afirmando que a cidade parou no tempo.
“Quero daqui interpelar o Governo e o primeiro-ministro que não podemos ficar bloqueados numa pequenina guerra de alecrim e manjerona entre disputas de competências e que finalmente se coloque esse hospital ao serviço do país e ao serviço desta importante região”, apelou.
José Luís Carneiro, que discursava no comício de apresentação de Carlos Zorrinho à presidência da Câmara de Évora, na Praça do Giraldo, enfatizou a importância da vitória do PS neste concelho que, nas últimas autárquicas, os socialistas não conseguiram conquistar à CDU por menos de 300 votos.
Segundo o secretário-geral do PS “é incompreensível” que a conclusão do novo hospital de Évora esteja bloqueada por necessidades de infraestruturas e de acessos.
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Ana Abrunhosa promete criar observatório municipal da saúde em Coimbra
A candidata socialista à Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, prometeu hoje criar um observatório municipal para a saúde que estude as características da população e permita definir as políticas de atuação, sobretudo ao nível da doença mental.
“Queremos procurar que a saúde esteja na agenda das várias políticas da cidade e isso implica que, em primeiro lugar, tenhamos um observatório da saúde para ter uma caracterização dos determinantes económicos, sociais e ambientais”, afirmou a cabeça de lista da coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN).
Em declarações à agência Lusa, após uma conversa com o médico psiquiatra João Redondo, antigo coordenador regional de saúde mental, Ana Abrunhosa salientou a importância de conhecer a realidade municipal, através de um observatório, com orçamento próprio, para depois desenhar as políticas e saber os recursos a dedicar.
“Não podemos atuar nem definir as medidas se não caracterizarmos a realidade no que toca aos estudantes e à população mais idosa, que são quem mais preocupa”, disse a candidata, que acusou o atual executivo municipal, liderado por José Manuel Silva, da coligação Juntos Somos Coimbra, de não ter implementado o Plano Municipal de Saúde deixado pelo PS na autarquia e de não ter dados nem indicadores ou de “ter muito poucos”.
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Ao lado de Suzana Garcia, Montenegro elogia "ousadia" da candidata e confia na sua vitória
O presidente do PSD afirmou hoje que são os imigrantes em Portugal quem mais o aborda para defender a política de imigração do Governo e, na Amadora, manifestou-se confiante “no virar de página” com a vitória de Suzana Garcia.
Sobre a candidatura de Suzana Garcia, disse ter “confiança redobrada” na vitória a 12 de outubro, considerando que tal significará “um virar de página na Amadora”.
Num comício de fim de tarde ao ar livre na Damaia, no concelho da Amadora, Luís Montenegro elogiou a candidata da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM/RIR, até pelo “picante e alguma polémica”.
“Nós precisamos de pessoas com ousadia que estão disponíveis para mudar o estado de coisas e não dos que estão conformados e não resolvem coisa nenhuma”, disse.
Na Amadora, o também primeiro-ministro disse querer reforçar uma ideia sobre a política de imigração do Governo.
“Muitas das pessoas que me abordam na rua para me incentivar a termos uma imigração regulada são os imigrantes que estão em Portugal, eles são os maiores defensores da política de imigração que nós temos hoje no nosso Governo”, afirmou.
O líder social-democrata considerou que é possível existir “uma convivência sã” com os imigrantes, “uma convivência que é a expressão da portugalidade”.
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Pedro Duarte quer problema dos sem-abrigo no Porto residual em 2029
O candidato da coligação PSD/CDS-PP/IL à Câmara do Porto, Pedro Duarte, revelou hoje à Lusa a vontade de, até ao final do mandato, tornar-se residual o número de sem-abrigo na cidade, estimando que atualmente haja mais de 600.
Em declarações à margem de uma arruada na freguesia de Paranhos, o candidato falou de dois problemas que mexem com o espaço público na cidade, os toxicodependentes e os sem-abrigo, para dizer que a primeira situação “é inaceitável” e que a segunda “será alvo de um forte combate”.
“Temos um problema fortíssimo na nossa cidade relacionado com os sem-abrigo, que tem aumentado de forma exponencial, ao ponto de hoje não termos sequer dados oficiais”, afirmou Pedro Duarte, admitindo que o desconhecimento dos números reais pode impactar no planeamento que quer seguir.
“Nós hoje fazemos uma estimativa, não mais do que isso, que aponta para, pelo menos, 600 pessoas a viver nesta circunstância”, revelou o ex-ministro da AD.
E para determinar, com rigor, um número que admite ser maior, Pedro Duarte explicou que a estratégia passa por “monitorizar”, com equipas da câmara e da Polícia Municipal a “acompanhar de forma diferente do que se tem acompanhado”.
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CDU quer eleger vereador em Oeiras, mas dá vitória de Isaltino por adquirida
Secretário-geral do PCP disse estar “muito confiante” na eleição de um vereador da CDU no concelho, salientando que a “grande questão que se coloca nas eleições em Oeiras não é saber quem ganha”.
CDU quer eleger vereador em Oeiras, mas dá vitória de Isaltino por adquirida
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Propostas para Habitação mostram "o quão longe da realidade da esmagadora maioria da população o Governo está"
Ainda no jardim da Estrela, João Ferreira criticou as medidas para a Habitação aprovadas na semana passada em Conselho de Ministros. “Num país em que 60% da população ativa recebe de salário bruto 1000 euros ou menos, é uma afronta, que demonstra o quão longe da realidade da esmagadora maioria da população está este Governo”.
O candidato da CDU defende que o valor das rendas para habitação no município “deve estar diretamente ligado ao rendimento de um agregado familiar, devendo corresponder a uma taxa de esforço, deve andar em torno dos 30 a 35%”.
João Ferreira acredita que é necessário “alargar muito a oferta municipal”, porque “o problema na oferta municipal não está no valor das rendas”, mas a escassez de fogos disponível para arrendamento.
Indo de encontro às preocupações dos músicos que ouviu em conversa na Estrela diz que a escassez de espaços culturais na cidade “é uma das consequências da crise crise da Habitação”. Atribui culpa principalmente à lei do arrendamento que “não só expulsou de forma desumana milhares de famílias das suas casas, mas expulsou muito comércio de proximidade e desmantelou muito do tecido associativo da cidade também.”
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João Ferreira: "Não é roubando votos à CDU que se derrota Carlos Moedas"
Ainda à margem do encontro com músicos independentes, João Ferreira assinalou que a sua candidatura está “em primeiro lugar” empenhada em “disputar os votos de muitos daqueles que há 4 anos votaram em Carlos Moedas e hoje têm razões para estar arrependidos”.
Em conversa no Jardim da Estrela, disse que está pronto para integrar uma alternativa de governação na câmara de Lisboa: “Temos dito que estamos prontos para isso, estamos disponiveis.”
Sobre metas para o resultado da CDU no dia 12 de outubro, rejeita que o objetivo seja repetir os 10% das eleições de 2021 ou ficar à frente do Chega. “O nosso objetivo é que estamos nestas eleições para disputar e preparados para assumir todas as responsabilidades, incluindo a presidência da Câmara Municipal de Lisboa.”
E rejeita também que um bom resultado da CDU signifique uma vitória da coligação PSD, CDS e IL. “Não é roubando votos à CDU que se derrota Carlos Moedas. Quanto mais força a CDU estiver, e acho que temos vindo a demonstrar isso, mais perto estaremos de derrotar Carlos Moedas e a sua política”.
Sobre a possibilidade de um entendimento pós-eleitoral com a candidatura de Alexandra Leitão, não se compromete: “As condições que vão existir, do ponto de vista da governação da cidade, terão de ser avaliadas depois dos resultados eleitorais.”
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João Ferreira diz que declarações de Leitão sobre entendimentos com CDU revelam "algum desespero"
João Ferreira disse esta tarde que as conversas entre CDU e PS para uma eventual coligação pré-eleitoral que unisse toda a esquerda foram iniciativa dos socialistas e “serviram fundamentalmente para assinalar as diferenças” entre as candidaturas.
O vereador municipal disse que a sua candidatura discorda com “aspetos muito concretos do posicionamento do PS, não só durante os 14 anos em que foi Governo na cidade, mas também durante os últimos 4 anos”. Neste último caso, aponta para a “viabilização da governação de Carlos Moedas num conjunto muito significativo de áreas, aprovando-lhes um conjunto significativo de instrumentos de gestão”.
Numa conversa com músicos independentes no Jardim da Estrela, o candidato da CDU também criticou Alexandra Leitão por ter revelado que convidou o comunista para ser número dois numa candidatura conjunta – ainda que não tenha confirmado a proposta.
“Temos por hábito não trazer para a praça pública conversas que são de caráter reservado. O PS entendeu, por alguma razão [fazê-lo]. Acho que eventualmente, revelando uma certa falta de confiança no seu projeto, na sua visão, nas suas propostas para a cidade, com o que isso traz também de algum desespero.”
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Livre espera que metrobus comece a funcionar Porto
O cabeça de lista do Livre à câmara do Porto, Hélder Sousa, considerou hoje essencial que o `metrobus´ comece a funcionar na Porto, mas criticou o abate de árvores devido ao arranque das obras na Avenida da Boavista.
“Para nós, é essencial que o ` metrobus´ comece a funcionar o mais depressa possível, até para podermos verificar se a sua eficácia é como se diz, ou como se espera que seja. Claro que gostávamos de ver uma linha moderna de elétrico a ligar toda a avenida, até às avenidas atlânticas e ao metro, e a uma futura linha do Campo Alegre, que também é precisa”, defendeu hoje, durante uma ação de pré-campanha.
No cruzamento da Avenida da Boavista com a Avenida do Dr. Antunes Guimarães, o candidato considerou, no entanto, inaceitável “que se destruam mais árvores para continuar uma linha de metrobus que, sendo necessária, pode ocupar mais faixas de trânsito”.
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Metrobus. Candidato do Chega no Porto diz que providência cautelar do PSD é “fantochada”
O candidato do Chega à Câmara do Porto, Miguel Côrte-Real, classificou hoje de “fantochada” a providência cautelar interposta pela coligação O Porto Somos Nós (PSD/CDS-PP/IL) sobre a segunda fase da obra do metrobus no Porto.
Trata-se de uma “fantochada” e “simulação” o que a candidatura de Pedro Duarte “continua a fazer à segunda fase da obra do metrobus”, afirmou Miguel Côrte-Real, em declarações à Lusa, à margem de uma ação de campanha na zona da Foz do Porto.
A candidatura de Pedro Duarte, ex-ministro dos Assuntos Parlamentares de Portugal do XXIV governo de Portugal (2024-2015), interpôs hoje uma providência cautelar contra a empresa de transporte público Metro do Porto, com o objetivo de parar as obras do metrobus.
Côrte-Real critica Pedro Duarte, referindo que o candidato diz que tem uma “relação privilegiada com o primeiro-ministro, que foi colega do primeiro-ministro” e depois para “outros assuntos já não há nenhuma relação e metem-se providências cautelares a decisões do governo e de empresas tuteladas pelo governo”.
“Não sei se isto é uma simulação, mas não podemos estar a brincar à conta de simulações de candidaturas”, disse Miguel Côrte-Real, reiterando que o Chega não pactua com “fantochada” nem com “simulação”.
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PS ou Chega para aprovar a Lei dos Estrangeiros? Montenegro não tem preferência e pede "diálogo aberto com todos os partidos"
Na mesma ação de pré-campanha em Almada, Luís Montenegro é questionado sobre a Lei dos Estrangeiros, assegurando que estão a ser “encetados todos os contactos” com os grupos parlamentares para que a legislação seja aprovada, assim como para resolver “os problemas” levantados pelo Tribunal Constitucional.
“Não temos garantias até amanhã ao final do debate. Até lá, aquilo com que contamos é com um diálogo político, verdadeiro, honesto e concentrado no interesse superior do povo português e da nação portuguesa”, afirmou Luís Montenegro.
Interrogado sobre se prefere que a lei seja aprovada pelo PS ou pelo Chega, o primeiro-ministro assinalou não ter preferência. Para Luís Montenegro, o importante é manter o “diálogo aberto com todos os partidos” para que validem os “princípios da proposta” do PSD.
Luís Montenegro pretende que a Lei dos Estrangeiros “dignifique as pessoas” que vêm trabalhar a Portugal, ao mesmo tempo que “ajude a economia a ter os reforços de mão de obra e de recursos humanos”. Neste sentido, o primeiro-ministro recordou os projetos relacionados com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que “carecem de mão de obra”.
Luís Montenegro recusou também entrar em detalhes sobre a lei e sobre as exigências do Chega.
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"Não me vou demitir seguramente." Montenegro responde a Carneiro e garante estar "extremamente otimista" para autárquicas
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, respondeu hoje ao repto lançado pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que, numa entrevista ao jornal Eco, questionou se o social-democrata se demitiria caso o PSD perdesse as eleições autárquicas.
Em Almada, em declarações aos jornalistas, Luís Montenegro garantiu: “Eu não me vou demitir seguramente das minhas funções partidárias ou governativas fruto dos resultados”.
O presidente do PSD afirmou mesmo estar “extremamente otimista” para os resultados das eleições autárquicas.
Em Almada, o chefe do executivo considerou que é possível “quebrar a malapata” do PSD na Península de Setúbal, que nunca venceu as eleições em nenhum concelho.”Talvez consiga vencer mais do que uma.”
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Porto. Pedro Duarte interpôs providência cautelar para parar obras do metrobus no Porto
O candidato da coligação O Porto Somos Nós (PSD/CDS-PP/IL) à Câmara do Porto, Pedro Duarte, interpôs hoje a providência cautelar que tinha anunciado contra a Metro do Porto para parar as obras do metrobus.
De acordo com a providência cautelar que deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto, a que a Lusa teve acesso, o documento assinala a “total incompreensão com o violento arranque da 2.ª fase, a que depressa se juntou um sentimento generalizado de dor e indignação, ao perceber-se que o arranque das obras se fez com o início do abate de dezenas de árvores de grande porte e pela destruição de corredores verdes urbanos”
Para Pedro Duarte, a Metro do Porto “demonstra uma absoluta irresponsabilidade e despreocupação com as gerações futuras, até porque foram já identificadas alternativas técnicas viáveis, menos gravosas, com menor impacto”.