Momentos-chave
- Menores e redes: "Não precisamos de ter estado de vigilância individual para responsabilizar redes por crimes que permitem"
- "Faz todo o sentido" debater proibição de redes sociais para menores
- Catarina Martins pede à RTP para "reavaliar a sua posição" sobre participação na Eurovisão
- María Corina Machado ligou a Trump e Netanyahu: "Está tudo dito"
- Catarina Martins: "Independentemente do que se pense de Zelensky, a Ucrânia tem direito à sua soberania"
- Catarina Martins ataca UE por "ser capacho dos EUA" nas negociações pela paz na Ucrânia
- "Entre Putin e Zelensky venha o diabo e escolha", diz António Filipe
- António Filipe diz que Presidente é "último garante da democracia"
- Catarina Martins critica dissoluções de Marcelo que esteve "muito presente no debate da estratégia partidária"
- António Filipe diz que apresenta candidatura "patrótica" e com "património antifascista"
- Catarina Martins: "O primeiro-ministro está a gozar com as pessoas e isso é feio"
- António Filipe: "Candidatura de Catarina Martins não favorece a convergência"
- Defender os trabalhadores "não é bloquear o país, é desbloquear"
- António Filipe: "Espero que Governo olhe para a greve geral e retire a proposta"
- Pacheco Pereira apoia Mendes: é "vital" que passe à segunda volta para "defender democracia"
- Montenegro diz que Mendes é "diferente dos outros candidatos": "Mais preparado, mais conhecedor, mais sereno"
- Carneiro critica Gouveia e Melo por "se ter arvorado como candidato do PS" e apela aos socialistas para "que se mobilizem"
- Conselho de Ministros marcado para o dia de greve geral
- "Direitos de uns não devem obstaculizar os direitos dos outros". Montenegro descredibiliza sondagens que mostram apoio à greve
- Leitão Amaro justifica voto contra mecanismo de recolocação de refugiados e diz que estatísticas da UE "eram do passado"
- Carris garante transporte para passageiros com mobilidade reduzida, SATA define nove viagens e Metro de Lisboa ainda sem serviços mínimos
- CP prevê perturbações na circulação na véspera de greve geral e anuncia serviços mínimos
Histórico de atualizações
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As notas dos debates. António Filipe voltou a pôr todos no mesmo saco, e o Diabo que escolha, e Catarina aproveitou
Falaram da greve geral, da lei laboral, dos direitos dos trabalhadores, do que os une e até da proibição de redes sociais. Mas o “venha o Diabo e escolha” entre Putin e Zelensky tramou António Filipe.
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Menores e redes: "Não precisamos de ter estado de vigilância individual para responsabilizar redes por crimes que permitem"
Também Catarina Martins diz que a questão do acesso de menores às redes sociais têm “impacto muito negativo” do ponto de vista da saúde.
E que não aceita a “falsa dicotomia em perder a privacidade dos cidadãos que utilizam redes e desresponsabilizar as pessoas pelos crimes que se praticam nas redes”.
“Não precisamos de ter estado de vigilância individual sobre cada cidadão para conseguirmos responsabilizar as redes de comunicação pelos crimes que permitem que aconteçam”, afirma.
O debate termina neste momento.
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"Faz todo o sentido" debater proibição de redes sociais para menores
António Filipe diz que vale a pena fazer o debate da proibição de redes sociais para menores de 16 anos e “faz todo o sentido”, assim como debater o anonimato nas redes, um elemento “perturbador” e que pode prejudicar a segurança dos cidadãos.
Também se solidariza com a posição dos artistas portugueses contra Israel na Eurovisão.
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Catarina Martins pede à RTP para "reavaliar a sua posição" sobre participação na Eurovisão
Catarina Martins ainda lembra ter sido subscritora de uma proposta para que o prémio Nobel da Paz fosse entregue a Francesca Albanese, a relatora da ONU para a Palestina.
“É uma pena que não se tenha dado essa indicação”, diz ao mesmo tempo que saúda os músicos portugueses que não vão participar na Eurovisão se Israel lá estiver. Pede à RTP para “reavaliar a sua posição”.
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Catarina Martins critica entrega de Nobel da Paz a alguém que que sugeriu "a invasão do seu próprio país por Donald Trump"
Agora a Venezuela e Catarina Martins a defender “relações” com o país para proteger a comunidade portuguesa. Refere que não tem “nenhuma simpatia” pelo Governo de Nicolas Maduro, mas também diz que não será capaz “de apoiar a entrega do prémio Nobel da paz a uma pessoa que sugeriu a invasão do seu próprio país por Donald Trump”, referindo-se a Maria Corina Machado.
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María Corina Machado ligou a Trump e Netanyahu: "Está tudo dito"
António Filipe diz que sobre a Venezuela estão “largamente de acordo”: os interesses da comunidade portuguesa devem ser defendidos e foi um erro reconhecer Juan Guaidó.
E também critica Corina Machado por ter telefonado logo a Trump e Netanyahu quando ganhou o Nobel da Paz. “Está tudo dito”.
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Catarina Martins: "Independentemente do que se pense de Zelensky, a Ucrânia tem direito à sua soberania"
“Vejo dois pesos e duas medidas” na posição face à situação da Palestina e a da Ucrânia, afirma também Catarina Martins que lembra que esteve em Kiev até com oposição a Zelensky, mas que “todos querem combater a invasão da Rússia”.
“Independentemente do que se pense do Governo de Zelensky, a Ucrânia tem direito à sua soberania e tem o direito a defender-se”, atira ainda ao seu adversário.
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Catarina Martins ataca UE por "ser capacho dos EUA" nas negociações pela paz na Ucrânia
Agora a defesa e o investimento na Europa, com Catarina Martins a preferir atacar a UE por não ter “investido na diplomacia da paz” e por ser “capacho dos EUA” e uma “voz subalterna de Trump”.
Começou por afirmar que faz “parte de uma tradição da esquerda que acredita na autodeterminação dos povos, como o da Ucrânia e que têm direito à resistência, incluindo a armada”. A candidata acha “normal que se apoie a Ucrânia face a uma invasão da Rússia mas diz que a paz tem de ser o objetivo”.
Diz-se ainda “profundamente” chocada com “um acordo de paz imposto por Donald Trump” e “contra a escalada militar”. E lembra que defendeu a “neutralidade da Ucrânia face à NATO mas com a soberania do seu território”.
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"Entre Putin e Zelensky venha o diabo e escolha", diz António Filipe
António Filipe diz que é completamente errado pensar que se chega à paz com armas. “Não nos passa pela cabeça pensar que a paz em Gaza passa por enviar armas aos palestinianos”, exemplifica. Frisa que a UE queria que “morresse até ao último ucraniano” em vez de apostar “tudo” na diplomacia.
“Quanto mais tarde se chegar à paz, pior para a Ucrânia”. Diz ser “completamente agnóstico relativamente às lideranças” e que entre Zelensky e Putin, duas “elites corruptas”, “venha o Diabo e escolha”.
Volta também a defender que na UE há dois pesos e duas medidas sobre Ucrânia e Palestina.
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António Filipe diz que Presidente é "último garante da democracia"
António Filipe frisa que o PR pode demitir o Governo se este puser em causa o regular funcionamento das instituições, o que faz dele o “último garante da democracia”. “Ainda bem que isso nunca aconteceu e espero que isso nunca aconteça. É uma salvaguarda que a Constituição tem”.
Também considera “totalmente despropositadas” as eleições após o chumbo do que seria o último OE dos partidos de esquerda.
Frisa a importância de cumprir a Constituição noutras áreas, estando do lado da resolução de problemas na Saúde ou na Educação, por exemplo.
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Catarina Martins critica dissoluções de Marcelo que esteve "muito presente no debate da estratégia partidária"
Catarina Martins diz que país precisa de uma candidatura que “fale menos dos jogos partidários e fale mais do país”. “Temos tido um Presidente que tem sido muito presente no debate da estratégia partidária e do arranjo parlamentar”: “Eu não faria isso”.
“Há muita gente abandonada neste país”, diz defendendo “uma Presidente que seja a voz de quem se sente abandonado”. O moderador questiona-a sobre se isso quer dizer que defende um Presidente menos interventivo e a candidata diz que a intervenção de Marcelo “é a errada”, referindo-se às dissoluções da Assembleia da República.
Diz que só dissolveria “estando em causa o Estado de Direito democrático”. “Se o Parlamento não for capaz de uma solução de Govenro que cumpra a Constituição, deve ser dissolvida”, refere.
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António Filipe diz que apresenta candidatura "patrótica" e com "património antifascista"
António Filipe recusa pintar cenários sobre a segunda volta ainda na primeira, dizendo que se apresenta com “convicção”.
Quanto ao que é mais distintivo na sua candidatura: a centralidade aos trabalhadores; uma esquerda “sem mas nem meio mas” que enfrente o poder económico; uma candidatura patriótica que não aceite imposições das grandes potências, UE ou NATO; e valores de Abril, numa candidatura “antifascista com grande património de luta contra a ditadura”.
Reconhece que terão algumas diferenças sobre a UE e diz que a sua candidatura deve valer por si, recusando apontar mais diferenças relativamente a Catarina Martins.
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Catarina Martins diz que tem "apoios para lá da sua área política"
Catarina Martins fala do mesmo assunto para dizer que acreditou que era possível “uma candidatura independente que agregasse vários espaços partidários”, mas que isso não foi possível.
Diz que se apresenta sabendo que tem “apoios para lá” da sua “área política de origem”. Lembra que Maria de Belém começou com 15% e acabou abaixo dos 5%: “Como uma candidatura pode ir para baixo também pode ir para cima”.
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Catarina Martins: "O primeiro-ministro está a gozar com as pessoas e isso é feio"
“O primeiro-ministro está a gozar com as pessoas e iso é feio”, diz Catarina Martins sobre o aumento do salário mínimo para 1.600 euros de que Montenegro falou.
“O mesmo primeiro-ministro que só aumenta o salário mínimo 50 euros este ano está a dizer que na legislatura vai aumentar todos os anos em 200 euros e alguém acha que está a falar verdade?”, ironiza.
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António Filipe: "Candidatura de Catarina Martins não favorece a convergência"
“Há um sinal muito claro de que ninguém leva isso a sério: é as confederações patronais não protestarem. Nem elas acreditam nele”, ironiza António Filipe sobre as referências de Montenegro ao aumento do salário mínimo. E pergunta como é que o Governo queira fragiliza “ainda mais” a posição dos trabalhadores.
Diz não ter dúvidas de que Catarina Martins também é de uma “esquerda sem mas”, mas lembra que avançou quando não havia outras candidaturas na sua área. “Depois de Seguro ter avançado era uma evidência que ia ser o candidato do PS” e portanto não havia “Messias” que pudesse congregar a esquerda.
Catarina Martins apresentou a sua candidatura “com toda a legitimidade”, reconhece. “Agora, que a candidatura não favorece a convergência, isso é um dado objetivo”.
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Defender os trabalhadores "não é bloquear o país, é desbloquear"
Agora Catarina Martins, também sobre a revisão laboral e se será “uma força de bloqueio”, e lembra que Mário Soares apoiou uma greve geral como Presidente, em 1988, e que “deve ter sido por isso que Cavaco Silva lhe chamou força de bloqueio”.
“Se força de bloqueio é quem defende os trabalhadores contra um Governo que lhes quer tirar os direitos, será, mas isso não é bloquear o país, isso é desbloquear o país”, afirma.
Fala em concreto da medida sobre o banco de horas individual, dizendo que um trabalhador com salário médio “pode perder 930 euros por anos com horas que não lhe vão ser pagas”. “Este é um ataque a todas as gerações, aos salários e à economia”, diz a antiga líder do BE que se candidata a Belém.
“Esta greve é um sinal de que o governo tem de ter outra proposta em cima da mesa para ser negociada”, afirma ainda.
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António Filipe: "Espero que Governo olhe para a greve geral e retire a proposta"
António Filipe começa por definir a greve geral como uma “luta pela democracia” e um “grande serviço à democracia”. E diz que levaria ao limite os poderes presidenciais para decidir sobre o pacote laboral. “Espero que o Governo olhe para a greve geral, retire daí as suas conclusões e retire a proposta. Não constava do programa e é um retrocesso profundo”, avisa.
Se isso não acontecer, espera que a luta dos trabalhadores leve a AR a não aprovar a proposta.
“As indicações que existem fazem prever uma adesão muito grande”, antecipa. E diz esperar que o próximo PR já não tenha de intervir, mas diz que nesse caso pediria a fiscalização de normas ao Tribunal Constitucional.
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Começa agora na RTP mais um debate das presidenciais, com António Filipe e Catarina Martins frente-a-frente Pode seguir o debate ao minuto neste liveblog a partir de agora.
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Presidenciais. Ventura diz que “se Gouveia e Melo quer ser candidato do PS tem de o assumir”
O candidato presidencial e líder do Chega considerou hoje que se Henrique Gouveia e Melo “quer ser o candidato do PS, tem que assumir isso”, e manifestou-se convicto de que tomou a decisão certa ao avançar para Belém.
“Eu não represento o Partido Socialista, eu não represento o Partido Comunista, eu não represento o Bloco de Esquerda, não represento e não vou representar. Nós queremos um corte com esse passado, queremos um corte com o que nos levou à miséria ou queremos um corte com o António Costa. Se Gouveia e Melo quer ser o candidato do António Costa e do PS, tem que assumir isso”, atirou André Ventura, em declarações aos jornalistas na freguesia de Agualva-Cacém, concelho de Sintra.
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Pacheco Pereira apoia Mendes: é "vital" que passe à segunda volta para "defender democracia"
José Pacheco Pereira declarou esta quarta-feira o seu apoio a Luís Marques Mendes na corrida a Belém, tendo decidido aparecer na apresentação do livro “Luís Marques Mendes — Uma vida política”, da autoria do jornalista do Observador Luís Rosa.
“Venho apoiar a candidatura do Luís Marques Mendes, por várias razões”, anunciou aos jornalistas. “A minha principal preocupação é a segunda volta. É vital porque o Marques Mendes é atacado como um candidato do sistema”.
“É uma das palavras mais ambíguas da política portuguesa”, critica Pacheco Pereira. “Porque quando se associa ao sistema, aos 50 anos, na realidade o que se está a dizer é que o sistema é democracia. E eu acho que as funções presidenciais, nos próximos anos, vão ser centradas na defesa da democracia. Nestas condições, pensando na segunda volta e nessa obrigação de defesa da democracia, o Marques Mendes é o melhor candidato nestas condições”.
Para o social democrata, qualquer cenário que não seja o de Marques Mendes contra outro candidato, eventualmente André Ventura (“o mais provável”), “seria mau.”
“Quando se associa ao sistema há 50 anos de corrupção, 50 anos de perversidades, o que se está a fazer é atacar a democracia. É evidenteque a democracia não é perfeita, mas a questão não é essa. Hoje o ameaça à democracia é o principal fator da vida política em Portugal. Não significa que eu concorde com tudo que ele diz.
Eu, por exemplo, não concordo com a análise que ele faz das leis laborais. Mas isso, do meu ponto de vista, não é relevante em relação a esta questão da defesa da democracia”, defendeu.