Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • A cobertura do Observador a mais um dia da COP26 fica por aqui.

    Os trabalhos serão retomados na próxima segunda-feira e, como já é habitual, cá estaremos para acompanhar mais um dia da cimeira do clima em Glasgow.

    Obrigada por ter estado connosco.

  • COP26 chega ao fim da primeira semana com várias promessas feitas e as atenções viradas para a rua

    A primeira semana da COP26 terminou com uma série de promessas assumidas que, se cumpridas, terão um impacto ambiental positivo. Ambientalistas temem que sejam apenas “promessas vazias”.

    COP26 chega ao fim da primeira semana com várias promessas feitas e as atenções viradas para a rua

  • Relação entre natureza e alterações climáticas em destaque

    A estreita relação entre natureza e clima ganhou destaque hoje, sexto dia da conferência COP26, com novos anúncios relacionados com a agricultura e manifestações artísticas que lembraram a importância dos povos indígenas para a preservação do meio ambiente.

    Como o presidente da COP26, Alok Sharma, lembrou, a natureza absorve o carbono que emitimos e pode funcionar como a primeira linha de defesa contra os efeitos das alterações climáticas.

    E alertou, a título de exemplo, que se o aquecimento global chegar a 1,5 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais, 70% dos recifes de coral desaparecerão, ou poderão perder-se na totalidade se a subida de temperatura ultrapassar os 2 graus.

    A principal medida conhecida no mesmo dia em que dezenas de milhares de pessoas desfilaram em Glasgow para exigir mais ações e menos palavras dos governos foi o compromisso de 45 países em adoptar uma agricultura mais natural e uma gestão do solo mais sustentável, medidas que irão têm um impacto especial na América Latina.

    Entre os países que subscreveram um dos dois acordos divulgados – a Agenda de Ação Política para a Transição para a Agricultura Sustentável e o Diálogo das Florestas, Agricultura e Comércio de Matérias-Primas – estão Espanha, Colômbia, Costa Rica, Perú, Brasil ou a Índia.

    Estes compromissos incluem a mobilização de 4.000 milhões de dólares (3.500 mil milhões de euros) em novos investimentos públicos dedicados à inovação na agricultura.

    Os países deverão promover medidas para desenvolver novas variedades de culturas “resistentes ao clima” e “soluções de regeneração” para melhorar a qualidade do solo.

    O Canadá vai investir 1.000 milhões de dólares (870 milhões de euros) dos 5.300 milhões de dólares (4.600 milhões de euros) que compõem o pacote de financiamento do clima canadiano nos próximos cinco anos para soluções baseadas na natureza com benefícios para a biodiversidade nos países em desenvolvimento.

    Também foi divulgado que o setor privado se vai juntar a essa mobilização com o compromisso de quase uma centena de grandes empresas de se tornarem “positivas para a natureza” e trabalharem para travar e reverter o declínio natural até 2030.

    Nesse sentido, as cinco maiores redes de supermercados britânicas vão reduzir em metade o impacto ambiental do “cabaz de compras” médio no Reino Unido até 2030 graças a uma parceria com a organização ambientalista WWF.

    O dia também serviu para lembrar a importância das comunidades indígenas na preservação da biodiversidade.

    Estima-se que as populações indígenas sejam guardiãs de 80% do total da biodiversidade do planeta, o que tem permitido que se tornem líderes no desenvolvimento de alternativas naturais aos desafios colocados pela crise climática.

    Foram justamente os representantes indígenas que lideraram a grande manifestação pelo clima que percorreu as ruas de Glasgow e também colaboraram com o artista norte-americano John Quigley, que no sábado criou uma borboleta gigante da Amazónia num parque da cidade para sensibilizar a população sobre a fragilidade da floresta amazónica.

    Apesar da chuva e vento, Quigley, conhecido por Spectral Q, trabalhou desde antes do amanhecer para realizar a intervenção artística, uma borboleta morfo azul gigante (Morpho peleides) que, conforme explicou à agência Efe, “representa a fragilidade e a beleza da natureza. “.

    A borboleta, com as suas deslumbrantes asas azuis de 30 metros de largura por 24 de altura, e envolvido pela mensagem “Amazónia para a vida: vamos proteger 80% até 2025”, também “representa o que podemos perder se a Amazónia parar de existir”, alertou o artista californiano.

    Entre os representantes de grupos indígenas e culturais latino-americanos que colaboraram com Spectral Q para realizar a intervenção artística esteve Gregorio Díaz Mirabal, diretor geral da Coordenação de Organizações Indígenas da Bacia Amazónica (COICA), que reúne 3,5 milhões indígenas de nove países.

  • Afinal, Greta Thunberg não discursou

    Era esperado que a ativista sueca Greta Thunberg encerrasse o protesto deste sábado em Glasgow, mas isso acabou por não acontecer. Alguns ativistas discursaram num palco improvisado com um camião no final do protesto pelas ruas de Glasgow — e a multidão já começou a dispersar, encerrando a manifestação.

  • Organização fala em 100 mil pessoas no protesto; polícia não dá número oficial

    A organização do protesto que está a decorrer em Glasgow, a COP26 Coalition, estima a participação de 100 mil pessoas no protesto, que entretanto já chegou ao Glasgow Green, onde já decorrem os discursos de encerramento.

    Segundo a BBC, a polícia escocesa não deuuma estimativa oficial do número de manifestantes presentes.

  • Manifestação no Porto exige mais ação para travar aquecimento global

    Meia centena de manifestantes, sobretudo jovens, desfilaram hoje na Baixa do Porto, exigindo maior empenho dos governos e das sociedades para travar o aquecimento global.

    “Vamos construir um mundo livre de combustíveis fósseis”, lia-se numa dos cartazes exibidos durante a marcha.

    “A revolução não acontecerá no planeta B”, sublinhava-se noutro.

    “Não há planeta B” foi precisamente uma das palavras de ordem mais entoadas durante a marcha.

    A deputada do PAN Bebiana Cunha, presente no evento, sublinhou, a propósito, a aprovação no parlamento português de legislação sobre as alterações climáticas, mas defendeu que “podia ser mais ambiciosa”.

    A Assembleia da República aprovou na sexta-feira a Lei de Bases do Clima, que condensa orientações para a política climática portuguesa e admite a antecipação da neutralidade carbónica do país.

    O desfile do Porto, entre as praças de D. João I e General Humberto Delgado, enquadrou-se no “Dia Mundial pela Justiça Climática” e na jornada mundial de ações pelo clima, que, por sua vez, coincidem com a 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), a decorrer em Glasgow até 12 de novembro.

    “Está-se sempre a discutir os mesmos problemas, mas sem consequência nenhuma. Vamos pensar em novas estratégias e sobretudo em consequências práticas, mostrando que estamos a trabalhar”, disse à Lusa Eduardo Roque, da estrutura Greve Climática Estudantil, umas quatro uma das quatro promotoras do protesto do Porto.

    Outra dirigente da Greve Climática Estudantil, Joana Coimbra, declarou: “Queremos uma transição energética justa não aquela que está a delinear. Queremos medidas estruturais, que se abandonem os combustíveis fósseis e que seja e que seja adotada uma energia limpa. Mas isso não pode ser pago pelos consumidores”.

    Um documento divulgado a propósito deste conjunto de iniciativas, em https://salvaroclima.pt/, reclama “ação urgente para parar o caos climático”, fazendo com que o aumento de temperatura global média seja limitado aos 1.5ºC.

    “Tudo mais que isso implicaria alterações climáticas não só desastrosas, mas também catastróficas. Mesmo quando os governos dizem que é esse o seu objetivo, os planos atuais não nos levam nem perto desta meta”, acrescenta.

  • Presidente da Zero em Glasgow: COP deu "passos importantes", mas há falhas

    Outro português que está por Glasgow é o presidente da associação Zero, uma das principais vozes do ambientalismo em Portugal.

    Francisco Ferreira chegou este sábado à cidade escocesa, para participar como observador nas negociações durante a segunda semana da COP26.

    Numa entrevista à agência Lusa em Glasgow, Francisco Ferreira assinalou que a cimeira já contribuiu para que fossem dados “passos importantes”, mas salientou que há falhas e inconsistências notórias.

    Pode ler aqui.

    COP26. Presidente da Zero elogia “passos importantes”, mas nota falhas

  • Eurodeputado comunista João Pimenta Lopes no meio da manifestação em Glasgow diz que COP insiste "em soluções de mercado"

    Há vozes portuguesas na manifestação que decorre nas ruas de Glasgow, como a do eurodeputado João Pimenta Lopes, do PCP, que publicou há minutos um vídeo na sua conta do Twitter, mostrando-se no meio do protesto e afirmando que a COP26 está a insistir em soluções baseadas no capitalismo.

    “São muitos os milhares de pessoas que estão hoje nas ruas de Glasgow, afirmando que as medidas que têm vindo a ser implementadas no combate às alterações climáticas são não só insuficientes como desadequadas”, diz Pimenta Lopes.

    As soluções preconizadas pela COP26 insistem em soluções de mercado“, continua. “É na afirmação de que o capitalismo não é verde que estamos aqui, dando um contributo, afirmando a necessidade da promoção de outras políticas, do ponto de vista da promoção da produção nacional; da valorização do consumo local; a redução dos circuitos de comercialização; a necessidade de outras políticas de mobilidade, desde logo valorizando o transporte público coletivo; e a alteração da política energética, procurando alternativas energéticas no domínio público — e recuperando o controlo público desse setor fundamental para o desenvolvimento de cada país, que é o setor energético.”

    “Estamos também a afirmar que são necessárias outras políticas ambientais, que têm de enquadrar uma dimensão social que valorize os direitos dos trabalhadores e dos povos. É necessário promover a paz”, termina o eurodeputado português.

  • Dentro da COP26, um novo compromisso entre 45 países: 4 mil milhões de dólares para promover sistema agrícola sustentável

    E agora, notícias do interior da COP26, que continua a decorrer no centro de congressos de Glasgow, alheia à enorme manifestação que vai atravessando a cidade de uma ponta à outra.

    Um grupo de 45 países compromete-se este sábado a aumentar a ambição política e o investimento público na proteção da Natureza através da promoção de modelos sustentáveis de agricultura, anunciou o governo britânico, anfitrião da cimeira.

    É o mais recente acordo alcançado na COP26, num dia dedicado às florestas, natureza e agricultura.

    “Aproximadamente um quarto das emissões mundiais de gases com efeito de estufa vêm da agricultura, silvicultura e outros usos dos solos — o que cria uma necessidade urgente de reformar o modo como cultivamos e consumimos comida”, diz o governo britânico.

    De acordo com um comunicado de Londres, o acordo anunciado este sábado inclui o “compromisso de transformar a agricultura e os sistemas alimentares através de reformas políticas, investigação e inovação, para reduzir as emissões e proteger a natureza ao mesmo tempo que se assegura a produção de comida e os empregos”.

    Concretamente, o compromisso aponta para “4 mil milhões de dólares [3,5 mil milhões de euros] de novo investimento público em inovação agrícola, incluindo o desenvolvimento de culturas resistentes ao clima e soluções regenerativas para melhorar a saúde dos solos”.

    O Reino Unido anunciou também, pela sua própria parte, o lançamento de um novo pacote de investimento no valor de 500 milhões de libras (584 milhões de euros) destinadas a proteger 5 milhões de hectares de florestas tropicais.

  • Tarde de chuva em Glasgow, mas os manifestantes continuam a marcha pelo clima

    Está uma tarde de muita chuva em Glasgow, pelo que o número de manifestantes no protesto está a ficar aquém das expectativas.

    O cortejo da manifestação saiu de junto do museu Kelvingrove já perto das 13h, com quase uma hora de atraso, e continua por esta hora rumo ao parque Glasgow Green.

    Cop26 - Glasgow

    Milhares de pessoas nas ruas de Glasgow esta tarde

    Ao grande protesto de Glasgow juntam-se mais de 100 outras manifestações mais pequenas em todo o Reino Unido — e cerca de 250 por todo o mundo.

    Portugal também será palco de manifestações pelo clima, com uma marcha pela justiça climática promovida por uma vintena de organizações portuguesas agendada para domingo, dia 7 de novembro, às 15h, no Martim Moniz, em Lisboa.

  • Ativistas preocupados com força policial excessiva em Glasgow

    A segurança está a ser um dos principais desafios da COP26. Segundo a BBC, estão a ser diariamente mobilizados cerca de 10 mil agentes da polícia, oriundos de todo o Reino Unido, para assegurar o policiamento da cimeira e dos eventos paralelos — onde a presença de centenas de chefes de Estado e de Governo, líderes políticos, empresários e outras figuras de relevo está a atrair milhares de ativistas à cidade escocesa.

    A polícia escocesa já classificou a COP26 como “o mais complexo e complicado” evento alguma vez organizado no Reino Unido — só comparável, do ponto de vista da segurança, com os Jogos Olímpicos de Londres de 2012.

    Na perspetiva da logística, a operação policial tem passado por inúmeros encerramentos de estradas e check-points nas imediações do centro de congressos. Aliás, o complexo desafio da segurança da cimeira já levou a várias queixas relativas às enormes filas que todos os dias se acumulam em torno do centro de congressos — e que já impediram centenas de representantes de organizações da sociedade civil de assistir a segmentos da COP26.

    Mas as operações de policiamento em Glasgow estão a ser ainda mais complexas na resposta aos muitos protestos organizados na cidade.

    Em junho deste ano, numa antecipação ao que aconteceria durante a COP26, a polícia escocesa tinha garantido que o policiamento em Glasgow seria “acolhedor, amigável e proporcional” na resposta aos protestos que já se antecipavam.

    Todavia, uma coligação de várias organizações de ativistas que organizaram protestos em Glasgow veio denunciar publicamente excessos policiais nos primeiros dias da COP26. Numa carta aberta à primeira ministra escocesa, Nicola Sturgeon, os ativistas pediram que a governante interviesse para que a polícia parasse de usar técnicas intimidatórias contra os ativistas.

    Na carta, os ativistas descrevem uma série de acontecimentos que classificam como um policiamento “de mão pesada e altamente desproporcional”.

    COP26 - Protests

    A polícia está a ter uma presença muito visível em Glasgow durante a COP26

    Os signatários da carta aberta dizem que a polícia está a usar a táctica do “kettling” (ou seja, a criação de cordões de segurança em torno de multidões, impedindo os participantes de abandonar uma área limitada) durante horas a fio, deixando os manifestantes sem acesso a água ou comida. Segundo a carta, nem mesmo pessoas que terão tido ataques de pânico durante esse cordão de segurança puderam sair do perímetro — e outros acabaram por ter de urinar em público por lhes ser recusado o acesso a uma casa-de-banho.

    A carta descreve ainda numerosos exemplos de alegado abuso de poder dos agentes da autoridade contra manifestantes individuais.

    De acordo com o jornal The Guardian, a polícia escocesa responde dizendo que as técnicas foram necessárias para garantir a segurança do espaço público.

    Cop26 - Glasgow

    Muitos manifestantes foram cercados pela polícia durante protestos nas ruas de Glasgow

  • Como vai ser o protesto com perto de 100 mil pessoas em Glasgow

    Começa por esta hora em Glasgow o protesto de ativistas pelo clima à margem da COP26. Será o maior dos eventos organizados a nível mundial ao abrigo do Dia Global de Ação pela Justiça Climática.

    Segundo os organizadores do protesto, o dia será organizado da seguinte maneira:

    • 11h30: Os manifestantes começaram a juntar-se junto ao museu Kelvingrove, em Glasgow (a azul no mapa).
    • 12h: O protesto sairá pelas ruas de Glasgow num percurso que deverá terminar no parque Glasgow Green, nas margens do rio Clyde (a verde no mapa).
    • Por volta das 15h: O protesto será encerrado com um comício no Glasgow Green. Vários ativistas vão discursar perante a multidão, incluindo a sueca Greta Thunberg, que encerra o evento.

    Ao longo do dia, a COP26 prossegue no centro de congressos de Glasgow (a laranja no mapa), com um conjunto de debates sobre as florestas e a agricultura — um programa oficial que, previsivelmente, ficará ofuscado pelos protestos nas ruas.

    O protesto percorrerá perto de 6 quilómetros pela cidade de Glasgow (Google Maps)

  • Pode ver aqui o protesto de Glasgow em direto

    O protesto em Glasgow será, expectavelmente, o maior de todos os eventos organizados a nível mundial este sábado.

    Promovidas pela COP26 Coalition, as manifestações querem fazer ouvir as vozes dos ativistas pela defesa do clima durante a cimeira de Glasgow — que, dizem, está a ser pouco inclusiva e a dar pouco espaço para as vozes da sociedade civil.

    Pode assistir ao protesto de Glasgow em direto aqui:

  • Protestos pelo clima arrancaram na Austrália

    Os protestos do Dia Global de Ação pela Justiça Climática que se esperam este sábado em vários pontos da Europa já levam várias horas de avanço na Austrália, devido ao fuso horário.

    Australians Rally As Part Of Global Day For Climate Justice

    Um protesto em defesa do clima, esta manhã, em Sydney, na Austrália

    Australians Rally As Part Of Global Day For Climate Justice

    Os protestos pretendem chamar a atenção para a necessidade de agir imediatamente no sentido de proteger o planeta

    Australians Rally As Part Of Global Day For Climate Justice

    Grande parte dos protestos têm-se focado em duras críticas à COP26 e à falta de credibilidade dos acordos alcançados em Glasgow (ou, neste caso, à falta de cooperação da Austrália no acordo destinado a travar a produção de eletricidade a carvão)

  • O que esperar do dia 7 da COP26?

    Bom dia.

    A COP26, em Glasgow, entra este sábado no sétimo dia de trabalhos oficiais. Eis o que se pode esperar de hoje na cidade escocesa onde decorre a cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas:

    • À semelhança do que tem acontecido desde quarta-feira, também este sábado será um dia temático em Glasgow. Hoje o dia é dedicado à Natureza e ao uso dos solos. A presidência britânica da cimeira tem no seu programa oficial um conjunto de debates e eventos sobre vários aspetos do tema, incluindo a floresta, a agricultura, a transição justa para os trabalhadores rurais e a relação entre o uso dos solos e os objetivos do Acordo de Paris.
    • Hoje encerra-se a primeira semana da COP26 e o presidente da cimeira, o britânico Alok Sharma, convocou para o fim do dia um plenário de negociadores para se inteirar do estado das negociações e lembrar a todas as delegações internacionais que o objetivo da presidência britânica é cumprir o calendário: na próxima sexta-feira, o documento final da cimeira terá de estar pronto.
    • Tal como aconteceu na sexta-feira, também neste sábado a ação nas ruas de Glasgow deverá ofuscar o programa oficial da cimeira. Depois de ontem algumas dezenas de milhares de jovens terem saído à rua com Greta Thunberg para um protesto em defesa do clima, hoje é esperada uma manifestação ainda maior. A imprensa escocesa dá conta de que são esperados até 100 mil manifestantes este sábado nas ruas de Glasgow, para participarem no Dia Global de Ação pela Justiça Climática (uma série de cerca de 250 eventos marcados para múltiplos lugares do mundo em simultâneo e agendados para este sábado para coincidir com a COP26). O maior será em Glasgow, com os manifestantes a reunirem-se às 11h30 para depois marcharem pelo centro da cidade e terminarem com um comício por volta das 15h.

  • COP26 dedica sábado à proteção das florestas

    A 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas dedica este sábado, pelo segundo dia consecutivo, a atenção aos reflexos na natureza, concentrando-se hoje no uso dos solos e florestas.

    A proteção e recuperação das florestas e dos ecossistemas domina a sessão matinal promovida pela presidência da COP26, em que vão ser debatidos os esforços em curso para combater a desflorestação e a perda da capacidade de absorção de dióxido de carbono pelo coberto vegetal global.

    Agricultores, governantes e outros decisores discutem à hora de almoço como “acelerar uma transição rural justa para uma agricultura sustentável”.

    Ainda dentro do Scottish Events Campus, a tarde dá espaço a governos, cientistas e povos indígenas para debater como aumentar a ambição climática e manter alcançável o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 1,5 graus acima da temperatura média da era pré-industrial.

    No domingo, os trabalhos oficiais da cimeira estão interrompidos para um dia de descanso, mas à margem arranca a cimeira do clima alternativa, que pretende dar voz àqueles que não têm lugar à mesa das negociações.

    Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, ativistas e decisores públicos reúnem-se até 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para atualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

  • Entre 50 mil e 100 mil pessoas esperadas em novo dia de protestos em Glasgow

    O cenário que se viveu nas ruas de Glasgow, na Escócia, na sexta-feira, com milhares de jovens a manifestarem-se por mais e melhores medidas da classe política para travar as alterações climáticas, deverá repetir-se este sábado, mas com maior adesão. Na cidade onde decorre a cimeira das Nações Unidas sobre alterações climáticas, é esperada a presença de entre 50.000 e 100.000 pessoas numa marcha do Dia Global de Ação para a Justiça Climática promovida pela coligação de ativistas COP26 Coalition. O protesto deverá estender-se a outras cidades em todo o mundo, num total aproximado de 250 ações simultâneas.

    Segundo a Sky News, em Glasgow, é esperada uma marcha à tarde, altura em que Greta Thunberg deverá voltar a dirigir-se aos manifestantes. Deverão também marcar presença grupos da comunidade locais, sindicatos e organizações internacionais ambientalistas, no parque Glasgow Green.

    Várias estradas no centro da cidade estão fechadas desde as 5 da manhã. O jornal escocês The Scotsman acrescenta que ativistas ameaçaram com ações no aeroporto de Gasglow, sem especificar de que tipo, o que poderá comprometer ligações aéreas.

    Os protestos acontecem a uma semana do fim da conferência. Na sexta-feira, a ativista sueca Greta Thunberg foi a protagonista dessas manifestações. Thunberg, que está desde o último fim de semana em Glasgow, e que criou o movimento das “sextas-feiras pelo futuro” (protestos e greves realizados às sextas-feiras pela defesa do clima), esteve com cerca de 10 mil pessoas numa Marcha pelo Clima, que terminou já perto das 17h. Num discurso, a jovem ativista apontou o dedo à cimeira, que apelidou como “um falhanço” e uma “manobra de relações públicas”. “O líderes não estão a fazer nada”, criticou.

  • COP26: Financiamento climático de 86 mil milhões euros será atingido em 2022

    Graças ao contributo do Japão, que anunciou o desbloqueamento de 1.700 milhões de euros que irão impulsionar cerca de 7.000 milhões de euros em investimento privado, a meta será alcançada em 2022.

    COP26: Financiamento climático de 86 mil milhões euros será atingido em 2022

  • Reino Unido mobiliza oito milhões de euros para proteger oceanos

    O Reino Unido anunciou hoje a mobilização de sete milhões de libras (oito milhões de euros) para proteger e “restaurar a saúde e resiliência” dos oceanos durante a 26.ª conferência do clima das Nações Unidas (COP26), em Glasgow.

    A presidência britânica da Conferência marcou o “Dia da Ação dos Oceanos” com um apelo aos líderes mundiais a tomarem medidas de proteção dos oceanos que permitam alcançar a neutralidade carbónica e manter ao alcance o aquecimento global a não mais de 1,5 graus Celsius.

    “O oceano desempenha um papel único na regulação do nosso clima. Não há caminho para a neutralidade carbónica – ou qualquer um dos nossos objetivos mundiais compartilhados – que não envolva a proteção e restauração da natureza, incluindo o oceano, a uma escala sem precedentes”, defendeu o secretário de Estado para o Ambiente Internacional Zac Goldsmith.

    Seis milhões de libras (sete milhões de euros) do financiamento britânico vai para o fundo do Banco Mundial Problue e um milhão de libras (1,2 milhões de euros) para o Fundo Global para Recifes de Coral, para o qual já tinha doado este ano cinco milhões de libras este ano.

  • Ministro do Mar defende relação entre ações climáticas e proteção dos oceanos

    O Ministro do Mar portuguêss, Ricardo Serrão Santos, participou esta sexta-feira na 26.ª conferência do clima das Nações Unidas (COP26), onde defendeu a importância de continuar a discutir a proteção dos oceanos juntamente com as ações climáticas.

    “Os oceanos são um elemento de esperança para a saúde e para a produtividade do planeta. Mas os problemas [das alterações climáticas] resultam das opções que nós tomamos em termos das nossas economias, de utilização de combustíveis fósseis”, afirmou aos jornalistas, à margem do evento, a decorrer em Glasgow.

    Segundo o governante, é “necessário manter esta linha de progresso para a grande discussão que vamos ter sobre o objetivo de desenvolvimento sustentável número 14, que tem a ver com a vida debaixo de água, com oceanos saudáveis e oceanos produtivos”.

    O ministro desvalorizou o facto de o Dia de Ação do Oceano coincidir com o Dia da Juventude, tema que dominou hoje muitas das discussões, acentuado pela manifestação de milhares de jovens nas ruas da cidade.

1 de 4