Momentos-chave
- Grita-se "A Lei somos nós" perante um Rossio cheio
- António Filipe quer "plenário extraordinário" para que o "Governo seja responsabilizado politicamente"
- Ventura anuncia: vai apresentar "pacote de emergência para a Habitação" esta semana
- Atuação da polícia nos protestos. "Foi o Governo e a irresponsável oposição de esquerda que nos deixou nesta situação", diz Ventura
- "Senhor Presidente, não seja com Luís Montenegro o que Américo Tomaz foi com o doutor Salazar"
- Porto. Autarquia convida Acampada para reunião na câmara e admite encontro alargado no Rivoli
- "Vamos às galerias". É lançado um apelo a que protestantes assistam à discussão do OE
- "Vamos ter queixas-crime contra Luís Neves e o diretor nacional da PSP", diz um dos organizadores
- Manifestante denuncia ter sido agredida e assediada por agentes da PSP não identificados
- Ventura culpa também PS pela crise da habitação e lembra "entrada de 1,2 milhões de imigrantes
- Apesar de não ter sido anunciado, tem início uma Assembleia Popular no Rossio
- Ventura atira contra "grupos de arruaceiros e vândalos" nas manifestações, mas também contra "falta de empatia" do Governo
- Algumas centenas acumulam-se no Rossio
- Centenas de pessoas estão reunidas na Praça D. João I. Haverá Assembleia Popular às 19h00
- Vinte e cinco pessoas assistidas em Lisboa e Porto, diz INEM
- Amnistia Internacional critica "uso excessivo e desproporcionado da força" pela PSP nas acampadas
- João Almeida (CDS) realça "ponderação" da PSP e ataca reação de PS "refém da extrema esquerda"
- CDS avisa que não se pode prescindir da autoridade do Estado e do direito à manifestação
- Jorge Moreira da Silva (PSD) volta a condenar intervenção policial
- Acampada do Porto convoca manifestantes para mobilização a partir das 17 horas. Às 19 horas realiza-se assembleia popular
- Eurico Brilhante Dias: "A culpa não é da polícia. É de quem não lhe dá outro caminho (político)"
- MAI assegura ter lugar "permanentemente" à disposição do primeiro-ministro
- Luís Neves avisa que "está em causa a soberania do Estado" e desvaloriza assembleia popular
- Luís Neves diz que "pequena franja" de manifestantes tem "vindo a pôr em causa de forma reiterada o cumprimento da lei"
- Líder do PS pede uma "saída política" para a crise na habitação e lembra: "Violência traz violência"
- Carneiro diz que "uso desproporcionado da força é inaceitável numa democracia"
- MAI assume "sentimento de profunda tristeza" com acontecimentos da última madrugada
- PCP acusa Governo de "autoritarismo" e de ser "o maior fator de instabilidade" do país
- Comerciantes da baixa pombalina atacam "atos de violência" que põem "em risco pessoas, bens e atividades económicas".
- Presidente já falou com Montenegro e provedora
- Acampada de Lisboa promove nova concentração este domingo às 17h00 contra a violência policial
- José Luís Carneiro vai fazer conferência de imprensa ao meio dia
- José Luís Carneiro: "Já não sei se uma remodelação do Governo será suficiente"
- PSP reforçou policiamento em centros comerciais. "Não houve registo de desordens nem de alteração da ordem pública"
- Catarina Martins chama gangue ao Governo que, diz, "protege a especulação imobiliária com perseguição, cabeças rachadas, porrada"
- Os principais acontecimentos da última madrugada nas cargas policiais em Lisboa e no Porto sobre acampadas
- Pedro Nuno Santos apela à participação nas manifestações condenando as cargas
- Defesa dos manifestantes vai participar criminalmente contra ministro e diretor da PSP
- Seguro pede esclarecimentos "com todo o detalhe"
Atualizações em direto
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Grita-se "A Lei somos nós" perante um Rossio cheio
A Praça do Rossio já encheu como no passado fim de semana, e perante um manifestante mais velho – que se diz “pronto para apanhar” -, começa a gritar “a Lei somos nós” ao ouvi-lo pedir resistência tal como a que levou ao 25 de abril.
Uma manifestante que tomou a palavra de seguida apelou ao público que “se desengane” se ainda pensa que a PSP se vai colocar ao lado do povo. “Assassinos”, grita-se, depois da discursante dizer que a polícia está “toda infiltrada da extrema-direita”. “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais”, ouve-se se seguida.
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António Filipe quer "plenário extraordinário" para que o "Governo seja responsabilizado politicamente"
O deputado do Partido Comunista Português (PCP), António Filipe, está na manifestação em Lisboa e indica, como já se sabia, que o partido vai “pedir a convocação da conferência de líderes para um plenário extraordinário” sobre a atuação policial.
“A Assembleia da República não pode fingir que isto aconteceu e não continuar a discutir calmamente o Orçamento. Tem de haver um plenário extraordinário e com urgência para que o Governo seja responsabilidade politicamente”, afirma António Filipe.
O comunista defende ainda que o Presidente da República, António José Seguro, deveria ter tido uma atuação mais assertiva sobre a atuação policial. “Ainda não percebi o que o Presidente da República não entendeu.”
“Justificar-se-ia uma atuação mais enérgica e uma palavra de que isto não pode acontecer”, frisa o deputado.
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"Não tenho medo da polícia política. O único medo que tenho é que as crianças não tenham liberdade"
Outro dos discursantes diz que “na ausência de respostas, o Governo manda a polícia política carregar”.
Segundo este manifestante, o Governo é conivente com a ascensão da extrema-direita ao reprimir o direito à manifestação.
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Ventura anuncia: vai apresentar "pacote de emergência para a Habitação" esta semana
O presidente do Chega anuncia que vai apresentar um “pacote de emergência para a Habitação”. “Não é uma lei de bases da habitação e do arrendamento. Mas é o que um Governo decente e sério deveria ter feito”, salienta.
O líder do Chega fala numa “situação de emergência e dificuldade”, que exige uma “resposta de emergência e frontalidade”.
O Chega vai apresentar legislação para ajudar aqueles que “gastam mais em habitação”, assim como vai apresentar medidas de uma “aceleração acentuada na construção”.
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Atuação da polícia nos protestos. "Foi o Governo e a irresponsável oposição de esquerda que nos deixou nesta situação", diz Ventura
André Ventura responsabiliza o Governo e a “irresponsável oposição de esquerda” pela situação que se chegou nos protestos pela habitação.
O presidente do Chega lembrou que a “esquerda que está na rua é responsável” pelo “pacote de habitação” em vigor em Portugal. “Foi aprovado pelo PS e pelos parceiros de esquerda”, assim como a “lei das manifestações” em 1974.
André Ventura lamenta que os polícias sejam aqueles que sofreram a “insatisfação” que se gerou graças ao aumento do custo de vida. “Faz sentido que sejam as forças de segurança a arcar com o peso do que fizeram os Governos do PS e do PSD?”
Para o líder do Chega, as manifestações não deviam ser uma “questão de ordem pública”: “Só nasceu porque o primeiro-ministro desapareceu de cena durante dias. Quando mais precisava de si, o primeiro-ministro e o Ministro da Administração Interna desapareceram”.
“O Governo deixou de saber comunicar com as pessoas”, acusa André Ventura, que fala numa “total inabilidade”. Na esquerda, nota uma “incoerência e hipocrisia”.
O líder do Chega condena que tenham sido vistas “bandeiras do Hamas, da Palestina e do coletivo comunista” nas manifestações.
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"Senhor Presidente, não seja com Luís Montenegro o que Américo Tomaz foi com o doutor Salazar"
Um dos discursos, após visar a política prosseguida pelo Governo e atacar a reacção do “regime dos Luíses” às acampadas, virou a mira ao Presidente da República, que “jurou fazer cumprir a Constituição” mas não está a fazê-lo.
“Senhor Presidente, não seja com Luís Montenegro o que Américo Tomaz foi com o doutor Salazar”, ironizou, comparando a sua actuação ao do último Presidente da República do Estado Novo.
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Porto. Autarquia convida Acampada para reunião na câmara e admite encontro alargado no Rivoli
O Presidente da Câmara do Porto convidou este domingo “uma delegação de participantes nas manifestações sobre o problema da habitação” para uma reunião nos Paços do Concelho, a acontecer na próxima terça-feira, 3 de novembro, pelas 18h, apurou o Observador junto de fonte da autarquia.
“Os lamentáveis acontecimentos que, mais uma vez, ocorreram esta madrugada na cidade do Porto, obrigam-nos – a todos – a um caminho de diálogo construtivo que permita conciliar o indiscutível direito à manifestação com o civismo e respeito pela lei que deve reger um Estado de Direito democrático”, escreveu o autarca num e-mail enviado ao grupo este domingo, após a carga policial da última madrugada.
Na mensagem enviada aos manifestantes, Pedro Duarte admitiu ir ao encontro das expectativas da Acampada — que ontem aprovou em Assembleia Popular que o encontro deveria ter lugar no Rivoli (por ser perto da praça e por permitir a presença de mais pessoas). Assim, a autarquia assume que a eventual reunião da próxima terça-feira, nos Paços do Concelho, pode servir para preparar e agendar “uma reunião alargada” que “poderá ocorrer no Teatro Rivoli ou noutro espaço municipal” sobre “a atual situação do acesso à Habitação e debate sobre potenciais respostas para a mesma”.
A presidência sugeriu ainda que na primeira reunião poderá ser debatida a compatibilização do direito à manifestação com a disponibilidade dos espaços urbanos, sobretudo em período natalício (quando a Praça D. João I costuma receber mercados festivos). O autarca assumiu também a possibilidade da “existência de acampamentos ocasionais”.
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"Vamos às galerias". É lançado um apelo a que protestantes assistam à discussão do OE
Com a discussão do Orçamento do Estado na especialidade marcada para esta segunda-feira na Assembleia da República, um dos discursantes apela a que os manifestantes vão assistir à sessão nas galerias pelas 9 da manhã.
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"Vamos ter queixas-crime contra Luís Neves e o diretor nacional da PSP", diz um dos organizadores
Recordando o parecer que o procurador Luís Caldeira terá emitido à PSP quanto à legalidade da instalação de tendas no Porto e em Lisboa, um dos membros da Acampada afirma que, perante as ações da polícia para desmobilizar os manifestantes, há causa para avançar com uma queixa crime contra o Ministro da Administração Interna e o Director Nacional da PSP.
O mesmo apelou também a que haja um ajuntamento silencioso em frente ao Palácio de Belém para protestar o que se considera ser a inacção do Presidente da República, António José Seguro.
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Manifestante denuncia ter sido agredida e assediada por agentes da PSP não identificados
Uma das manifestantes a tomar a palavra esta tarde revelou que, nos protestos de 24 de outubro, foi detida e levada para a esquadra da PSP do Martim Moniz.
“Fui agredida, fui insultada, fui assediada”, denunciou, afirmando que os agentes em causa – um homem e uma mulher”, puxaram-na à parte e aviolentaram-na sem ter a sua identificação visível.” Vou fazer queixa, claro”, revela, mas lembra que os agentes em causa disseram que ia ser a sua palavra contra a dela.
A mulher criticou a conduta tanto de Luís Montenegro, como de Luís Neves, o que mereceu fortes apupos quando os seus nomes foram mencionados, levando a gritos de “demissão”.
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Ventura culpa também PS pela crise da habitação e lembra "entrada de 1,2 milhões de imigrantes
André Ventura culpa também o PS pela crise da habitação e atirou que o partido “parece que não tem nada a ver com isso”, mesmo quando, diz, “deixou entrar sem controlo” milhões de imigrantes em Portugal durante os Governos de António Costa.
“O resultado está à vista. Hoje nem a classe média consegue ter casa”, afirma André Ventura.
O presidente do Chega também considera que as “casas públicas” foram apenas para 2% das pessoas. “Foi sempre para os mesmos”, lamentou, elencando “ciganos e minorias”.
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Apesar de não ter sido anunciado, tem início uma Assembleia Popular no Rossio
“Cá estamos mais uma vez reunidos para uma assembleia popular depois de mais um caso de repressão policial. Bem-vindos à 16.ª Assembleia Popular”, afirma um dos ativistas pelas 17:30.
O evento promovido pela Acampada não tinha referido nas suas redes sociais que ia haver uma Assembleia Popular, tendo então ocorrido agora de forma orgânica.
TOMAS SILVA/
© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR
“A acampada de Lisboa resiste mais uma vez depois de outra ação da polícia”, afirmou a primeira pessoa a discursar.
A acampada dá como balanço das ações desta madrugada “30 pessoas feridas, 10 hospitalizadas e 6 detidas”.
TOMAS SILVA/
© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR
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“Somos manifestantes pacíficos a protestar pelo direito à habitação, isso é o essencial. Podem tentar chamar-nos arruaceiros, mas estivemos aqui ontem pacificamente sem afetar a ordem pública. O pretexto são as tendas, é uma reação desesperada”, afirmou.
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Ventura atira contra "grupos de arruaceiros e vândalos" nas manifestações, mas também contra "falta de empatia" do Governo
O presidente do Chega, André Ventura, está a discursar na sede do partido.
Sobre os protestos pela habitação, André Ventura recusou “fazer o fácil” ao dizer que todos “tinham razão”. Em vez disso, o Chega “veio à luta” nesta temática. “Os nossos compatriotas estão verdadeiramente a sofrer.”
Por causa disso, André Ventura recusou o “binómio” na habitação. Rejeitou “os grupos de arruaceiros e vândalos” nas manifestações, assim como condenou a “falta de empatia e reconhecimento” do Governo.
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Cerca de mil pessoas na Praça D. João I no Porto horas depois da carga policial
No Porto, num cenário bem diferente do que sucedeu 13 horas antes, quando uma nova carga policial afastou a Acampada pela Habitação do seu espaço de manifestação, o ambiente era bastante descontraído a aguardar pela concentração anunciada pelo movimento para as 17h00.
Não é visível a presença nem de agentes da PSP nem da Polícia Municipal.
A união de três estúdios de serigrafia do Porto ocupa um espaço lateral da praça, imprimindo a azul, cor-de-rosa e azul imagens de casas com a frase Acampada Porto 2026 para oferecer a quem se deslocar à praça, contou uma das funcionárias.
“Ao todo vamos imprimir 500 serigrafias”, disse ainda, enquanto outra levava as já prontas para colocar no chão e, quem quisesse, recolher sem custos.
Com as laterais da praça cheias de pessoas sentadas e em pé, os cartazes retirados de madrugada antes da investida policial regressaram ao seu lugar, sendo visível outras lutas entre as mensagens desenhadas no cartão, lendo-se, num deles “Resíduos da Mina de Covas do Barroso pode poluir o rio Douro”.
Quase do outro lado da praça, mas na mesma parede, numa lona a mensagem era outra, adaptada e inspirada na canção “Venham mais cinco”, de Zeca Afonso: “Não me obriguem a vir para a rua morar, que é já tempo de haver casas para habitar”.
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Algumas centenas acumulam-se no Rossio
Presença de manifestantes começa a avolumar-se, mas ainda longe da concentração que aqui ocorreu no dia 25 de outubro, também ela propiciada pela carga policial contra os ativistas do movimento Acampada que decorrera na madrugada desse domingo. Há agora mais gente e mais cartazes, mas ainda nada de cânticos ou palavras de ordem gritadas pela multidão.
As pessoas responsáveis pela logística do protesto ainda estão a montar microfones e a garantir que o sistema de som do palco está preparado. Ouve-se “Venham mais cinco”, de Zeca Afonso, que merece aplausos para quando termina.
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Centenas de pessoas estão reunidas na Praça D. João I. Haverá Assembleia Popular às 19h00
Na Praça D. João I, no Porto, também está prevista uma manifestação contra a repressão policial.
Neste momento, como mostra a CNN Portugal, centenas de pessoas estão reunidas na Praça D. João I.
Às 19h00, está marcada uma Assembleia Popular.
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Vinte e cinco pessoas assistidas em Lisboa e Porto, diz INEM
Vinte e cinco pessoas foram assistidas na sequência das acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e Porto, das quais nove foram transportadas para unidades hospitalares, revelou hoje à Lusa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Segundo o INEM, em Lisboa nove pessoas foram assistidas, três das quais transportadas ao Hospital de São José, enquanto no Porto foram 16 pessoas assistidas, sendo que destas seis foram levadas para o Hospital de Santo António.
“Todos os feridos, em Lisboa e no Porto, foram classificados como ligeiros”, adiantou o INEM.
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Concentração deve arrancar em breve no Rossio
A minutos da hora oficial da concentração, a afluência é baixa e a presença policial também. É difícil discernir quem está aqui para se manifestar e quem está de passagem. Há novamente uma pequena plataforma montada com um sistema de som a passar música.
Junto à estátua de D. Pedro IV há também um Espaço Crianças, com brinquedos, livros infantis e toalhas e lonas para as pessoas se sentarem no chão
Já se vê um ou outro cartaz: “Obviamente demito-os”, evocando as palavras de Humberto Delgado, e “Here to stop police brutality”.
Estão também montadas mesas portáteis para a Cantina Popular que vai decorrer às 20h. Para já, têm apenas uns sumos e bolachas para oferecer a quem passa.
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Vereador de Cultura do Porto fala em força policial desproporcionada e injusta
O vereador da Cultura da câmara do Porto defendeu hoje que a atuação policial na acampada do Porto esta madrugada “foi desproporcionada e injusta com a cidade” e que a manifestação é pacífica .
“A causa deste sobressalto cívico é justa e a manifestação pacífica. As exceções (que as há, como sempre houve) devem ser tratadas como tal, não misturando o trigo bom com o joio mau”, escreveu Jorge Sobrado numa publicação na rede social Facebook.
Jorge Sobrado, vereador eleito pelo PS, escreveu que “nenhuma repressão e ação violenta serão sementeira de paz e democracia”, acrescentando: “Dividem-nos. Tal como os aproveitamentos partidários ou o vandalismo”.
O vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, que integra o executivo liderado pelo social-democrata Pedro Duarte, apelou à disponibilidade para “a escuta”, que considera a “primeira tarefa da política em democracia”.
“Renovo o meu apelo a essa disponibilidade. E à natureza pacífica do direito de manifestação. O Porto é, cultural e historicamente, o coração da liberdade em Portugal. E assim quer continuar a ser”, escreveu.
Após Pedro Duarte ter convidado os representantes da acampada do Porto para uma reunião, os manifestantes votaram maioritariamente, na última noite, em assembleia popular, aceitar o convite, sugerindo que o encontro se possa realizar no teatro Rivoli.
Treze manifestantes foram detidos e treze polícias ficaram feridos na intervenção policial nas acampadas da última madrugada em Lisboa e Porto, anunciou o porta-voz da PSP, que justificou a ação da polícia com o aumento da resistência popular.
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PCP quer debate de urgência sobre atuação da polícia nas acampadas de Lisboa e Porto
O grupo parlamentar do PCP requereu este domingo a realização de um debate parlamentar de urgência sobre a atuação policial na madrugada de 1 de novembro em Lisboa e no Porto, que disse estar a gerar “enorme indignação”.
“Não obstante o decurso do processo de especialidade do Orçamento do Estado, a Assembleia da República deve assumir as suas responsabilidades de fiscalização da atividade do Governo, em particular, face a uma situação que está a gerar uma enorme indignação na sociedade portuguesa”, argumentou o PCP, numa nota divulgada à imprensa.
Nesse sentido, e perante a “gravidade dos acontecimentos”, o PCP requereu ao presidente da Assembleia da República a marcação de uma “conferência de líderes para a convocação de uma reunião plenária e agendamento de um debate de urgência sobre a atuação policial na madrugada de 1 de novembro em Lisboa e no Porto”.
Para o PCP, a “gravidade dos acontecimentos exige esclarecimentos e o apuramento das responsabilidades políticas da ação repressiva em curso” e exige que a Assembleia da República “não permaneça indiferente ao ocorrido”.