Momentos-chave
- "Ninguém consegue colocar a minha independência e a do BdP em causa"
- Relatórios comentam políticas? Centeno lembra filme da Dory e diz que "países não podem ser governado sem memória"
- Centeno garante que deu "toda a informação"sobre o novo edifício ao Ministério das Finanças que não fez "nenhuma pergunta"
- Estimativa para sede é de 192 milhões de euros, diz Centeno que admite que custo final será superior
- BdP tem "um rigor financeiro inquebrantável". Centeno responde a polémicas sobre nova sede
- Centeno: "Muitas felicidades para o Professor Álvaro Santos Pereira nas novas funções"
- Centeno não sente "desilusão" por sair do BdP. "Estava a desempenhar um serviço público, desempenhei-o de forma o mais competente que soube"
- "O meu desempenho está aí para ser avaliado. A decisão só cabia ao Governo", diz Centeno, na primeira reação após não ser reconduzido
- João Lourenço evita tema da imigração para não tocar em "assuntos polémicos, que às vezes são fabricados"
- Ao lado de João Lourenço, Montenegro não fala da imigração mas agradece o "contributo inestimável" da comunidade angolana em Portugal
- Proposta de novo governador do BdP foi concertada com primeiro-ministro, afirma Miranda Sarmento
- Fernando Alexandre: "Se dependesse apenas da Cidadania, a educação para a sexualidade seria um desastre"
- António Filipe considera “plenamente justificada” decisão do PR quanto à lei de estrangeiros
- "Arranje lá um quarto e faça lá aquilo que quiser". Tema da Educação Sexual volta a levantar debate entre partidos
- Fernando Alexandre: "FCT nunca tido orientação que os pagamentos tinham de ser feitos a tempo às instituições"
- João Lourenço agradece a Marcelo por ter sido o chefe de Estado português que mais vezes visitou Angola
- "Dá estabilidade e previsibilidade". Fernando Alexandre fala sobre aumento do orçamento da FCT para 2026 e o impacto do PRR no financiamento
- "Necessitamos uns dos outros e sabemos que só ganhamos em tratarmo-nos bem", aponta Marcelo na receção ao Presidente angolano
- Chega pede corte do financiamento de "espaços" de propagação do "wokismo". Ministro diz que decisão não cabe ao Governo
- Fernando Alexandre: "As UID Muito Bom são muito dependentes deste financiamento base, e não podem ser"
- Marcelo recebeu João Lourenço no Palácio de Belém. Presidente angolano começa visita no rescaldo do envio da Lei de Estrangeiros para o TC
- PS diz que cortes no financiamento base "dificultam progressão de avaliação" e "colocam em risco linhas de investigação estratégicas"
- Ministro da Educação descredibiliza dados da FENPROF para número de alunos sem aulas este ano letivo
- Fernando Alexandre: "Quando o Governo caiu, nós tínhamos uma reforma pronta"
- Ministro da Educação garante que vão saber número de alunos sem aulas no ano letivo 2025/26
- "Nós não sabemos qual é o número de alunos sem aulas. Passarmos a saber que não sabemos é um passo fundamental", responde Fernando Alexandre
- Chega critica resultados "manifestamente pífios" de auditoria a alunos sem aulas e dá "nota negativa" a Fernando Alexandre
- Fernando Alexandre ouvido sobre alunos sem aulas, auditoria e cortes do financiamento base a centros de investigação
- "Eu posiciono-me ao centro". Gouveia e Melo diz que não teme entrada de Ventura e Moreira na corrida presidencial
- Se tivesse as dúvidas de Marcelo, Gouveia e Melo também enviaria Lei de Estrangeiros para o TC
- Gouveia e Melo desvaloriza queda em sondagem: "Vão aparecer indicadores para todos os gostos e feitios"
- Governo esclareceu Marcelo sobre números da imigração, que ficou com "a sensação de que quem tem razão é a AIMA e não o INE"
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Centeno não rejeita futuro na política
Sobre o que vai fazer com o capital político acumulado nos últimos anos, Mário Centeno vai à volta, diz estar mais interessado no “capital humano”, e começa por responder que ofereceu “dez anos de serviço público” e diz que “ou repeitamos as pessoas que se dedicam ao serviço público e temos as boas ou teremos pessoas que levam oito anos a fazer cursos de quatro”.
Depois, perante a insistência do jornalista, diz que é “livre” e que “essa liberdade não pode ser posta em causa. Mesmo no final é colocado perante o desafio de dizer qual dos dois ditados populares adequa à sua disponibilidade para um futuro na política: “Dessa água não beberei” ou “o futuro a Deus pertence”. Centeno diz que “é bastante mais adequado neste momento” o segundo, deixando a porta aberta para um futuro na política.
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"Ninguém consegue colocar a minha independência e a do BdP em causa"
No final da entrevista, foge às questões mais políticas, recuperando as suas garantias de “transparência” sobre o projeto da nova sede e diz que o edifício vai permitir ter “todos os trabalhadores no mesmo escritório” e reduzir “custos de operação e rendas” em “dez milhões de euros por ano”.
Quanto à sua transparência diz que “não pode ser posta em causa por ninguém” e que “o BdP não mudou de atitude” e oferece “um conjunto de serviços aos portugueses muito superior aos que produzia em 2020: “Ninguém consegue colocar a minha independência e a do BdP em causa.”
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Relatórios comentam políticas? Centeno lembra filme da Dory e diz que "países não podem ser governado sem memória"
Agora a entrevista a Centeno passa para as questões relativas à partidarização do cargo e diz que o BdP “nunca deixou de dizer o que tem para dizer sobre a economia portuguesa porque é essa a sua função”.
Lembra que o BdP sempre produziu relatórios “mais e menos favoráveis” e que começou a publicar projeções orçamentais quando Medina era ministro e o mesmo quando publico avaliações trimestrais da atividade económica. E diz também que a colectânea das suas intervenções foi publicada com Medina nas Finanças.
“Às vezes estamos nestes filmes, eu levava os meus filhos aos filmes da Disney e havia um que era ‘À procura da Dory’ que é um peixinho que não tem memória. Os países não podem ser governados sem memória”, diz em resposta a uma pergunta sobre as publicações terem considerações sobre políticas do Governo.
“Não podemos querer silenciar essa análise económica seja ela qual for”, atira sobre este mesmo ponto.
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Centeno nega favorecimento nas últimas nomeações e diz que quem as noticiou "não tem currículo para entrar no BdP"
Mário Centeno é agora confrontado com as nomeações que fez nos últimos dias do mandato, nomeadamente o seu chefe de gabinete Álvaro Novo, e da mulher do ex-secretário de Estado Mourinho Felix para a direção do departamento de estatística do BdP.
Centeno diz que “quem fez as notícias não têm currículo para entrar no Banco de Portugal que é muito exigente. As pessoas que têm carreiras longas no BdP são sujeitas a grau de exigência muito elevado”, justifica. “Essas pessoas têm uma carreira exemplar e não merecem este tipo de referência”, queixa-se ainda.
“Rita Poiares foi promovida pelos últimos três governadores”, adianta ainda. Quanto ao chefe de gabinete, diz que o gabinete tem de funcionar sempre e que o conselho de administração “garantiu o funcionamento do gabinete até ao fim”.
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Centeno garante que deu "toda a informação"sobre o novo edifício ao Ministério das Finanças que não fez "nenhuma pergunta"
Sobre as bandeiras vermelhas sobre o processo, Centeno diz que não ignorou e que as transpôs para o contrato-promessa compra e venda. E que “a parte dos alertas que não tinha sido resolvida na altura do contrato, o banco pode sair do contrato sendo reembolsado de todas as verbas que entregou”. Diz também que o Governo não fez perguntas sobre a informação dada.
“Está tudo previsto no contrato”, sublinha o governador do Banco de Portugal que garante que “toda a informação foi dada de forma voluntária ao Ministério das Finanças, embora o Banco de Portugal não estivesse obrigado a fazê-lo”. E diz ainda que Ministério recebeu “toda a lista de questões levantadas no edifício em fevereiro deste ano, as avaliações e o contrato-promessa”.
“Também foi informado de que o custo do projeto total não era o contratado”, revela ainda.
Quando questionado sobre declarações do Governo ao Expresso que contradizem esta informação, Centeno repete que “foram dadas todas as informações sobre o contrato-promessa, os alertas, a forma como o Banco tratou dos alertas, o custo das avaliações” — diz que das duas avaliações pedidas, o Banco seguiu “a de menor valor”.
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Estimativa para sede é de 192 milhões de euros, diz Centeno que admite que custo final será superior
Questionado sobre se era a pessoa certa para fazer o acordo para a nova sede quando estava em final de mandato, Centeno diz que o projeto estava a ser preparado “há mais de um ano” e com “os melhores consultores”.
“É uma decisão coletiva, não é do governador”, justifica-se sobre a mesma questão que diz que já tinha atravessado oito governadores sem decisão. “O banco tem um desejo geracional de encontrar um novo espaço onde todos possam estar juntos”, diz ainda sobre a decisão.
O contrato com a Fidelidade é de 192 milhões de euros, diz Centeno que admite que o projeto final terá um custo superior.
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BdP tem "um rigor financeiro inquebrantável". Centeno responde a polémicas sobre nova sede
Mário Centeno está agora a dar explicações sobre as polémicas em torno do novo edifício do Banco de Portugal, sob escrutínio na sequência das notícias do Observador da última semana.
“O Banco tem quase 180 anos de história e o Banco não é o seu governador. Tem décadas de espera por este investimento, não é um custo”, diz Centeno.
“Passaram 8 governadores e 22 ministros das Finanças até chegarmos a este ponto. É com ansiedade e expectativa que o Banco vê este passo”, acrescenta.
Sublinhando que o BdP tem “um rigor financeiro inquebrantável”, Centeno diz que está em causa “um contrato entre o banco central e a maior seguradora portuguesa”.
“Acho muito leviano que se levantem dúvidas sobre estas relações contratuais”, diz. “Temos de pensar que há uma vontade muito grande do Banco de avançar nesta direção.”
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Centeno: "Muitas felicidades para o Professor Álvaro Santos Pereira nas novas funções"
Questionado sobre o que pensa do perfil do novo governador do Banco de Portugal, Centeno limita-se a dizer: “Muitas felicidades para o Professor Álvaro Santos Pereira nas novas funções.”
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Centeno não sente "desilusão" por sair do BdP. "Estava a desempenhar um serviço público, desempenhei-o de forma o mais competente que soube"
Mário Centeno diz que não sente “desilusão” após não ter sido reconduzido no cargo de governador do Banco de Portugal — cargo no qual vai ser sucedido por Álvaro Santos Pereira.
“Não pode haver desilusões nestes momentos, nem estados de espírito”, diz. “Estava a desempenhar um serviço público, desempenhei-o de forma o mais competente que soube.”
“Não há desilusão”, acrescenta, revelando que foi informado pelo ministro das Finanças, sem grandes justificações. “Tal como o senhor primeiro-ministro fez em público, agradeceu o mandato e foram as justificações.”
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"O meu desempenho está aí para ser avaliado. A decisão só cabia ao Governo", diz Centeno, na primeira reação após não ser reconduzido
Mário Centeno, o governador do Banco de Portugal que não foi reconduzido pelo Governo, está a dar uma entrevista à RTP.
Questionado sobre se considera que a sua inédita não recondução foi um “chumbo” do seu trabalho por parte do Governo, Centeno afirma que essa pergunta não lhe deve ser dirigida a ele.
“A razão de estar aqui hoje tem a ver com as dúvidas que surgiram durante a semana” sobre o “novo edifício” do Banco de Portugal, afirma.
“Em relação ao meu desempenho, ele está aí para ser avaliado. A decisão só cabia ao Governo, é assim que deve ser feito”, diz.
“Todo este meu trajecto foi marcado por uma característica de estabilização do sistema financeiro muito significativa, de reforço da posição de Portugal internacionalmente, estou muito satisfeito por todos estes anos de serviço público”, acrescenta.
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João Lourenço evita tema da imigração para não tocar em "assuntos polémicos, que às vezes são fabricados"
Ao lado de Montenegro, João Lourenço também procurou fugir ao tema mais controverso, chegando mesmo a dizer que não pretende “tocar em assuntos polémicos, que às vezes são fabricados” ou “ampliados desnecessariamente”, preferindo focar-se em assuntos que joguem “a favor do reforço das nossas relações”.
O Presidente angolano sublinhou que fez questão de vir a Portugal antes do fim do mandato presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa para lhe “agradecer” pela atenção que sempre prestou a Angola — e afirmou que a relação entre Portugal e Angola é uma amizade que deve ser “permanentemente alimentada”.
João Lourenço anunciou ainda que algumas personalidades e entidades portuguesas vão ser incluídas no lote de agraciados com condecorações a pretexto dos 50 anos da independência de Angola.
Sublinhando que Angola quer “atrair investimento” privado para o país, João Lourenço assinalou que o “setor privado economia deve ser o motor do desenvolvimento da nossa economia”. Reconhecendo que “no passado recente a presença do setor público era exageradamente grande”, João Lourenço destacou a importância da linha de crédito portuguesa para ajudar no desenvolvimento de Angola.
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Ao lado de João Lourenço, Montenegro não fala da imigração mas agradece o "contributo inestimável" da comunidade angolana em Portugal
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou esta sexta-feira que Portugal e Angola são “parceiros para todos os momentos” e que as relações económicas entre os dois países estão a atravessar um “excelente momento”.
Numa intervenção no final de uma reunião com o Presidente de Angola, João Lourenço, que está em visita de Estado a Portugal, Montenegro focou-se essencialmente nas relações económicas e comerciais entre os dois países, anunciando um reforço da linha de crédito de Portugal a Angola através do Banco Português de Fomento.
Classificando Portugal e Angola como “países irmãos”, Montenegro não abordou o tema da imigração, ponto quente nesta relação, sobretudo depois de João Lourenço ter dado uma entrevista à CNN Portugal na qual não escondeu “algum incómodo” com as recentes alterações à legislação sobre a nacionalidade e os estrangeiros em Portugal.
“Estamos a seguir a situação com muita atenção. Existe algum incómodo. O mínimo que exigimos é que Portugal não trate os imigrantes que escolheram o país como destino para fazerem as suas vidas de forma pior do que os portugueses foram tratados nos países que os acolheram”, afirmou João Lourenço na entrevista.
Ao lado de João Lourenço, o primeiro-ministro português limitou-se a reconhecer o “contributo inestimável que a comunidade angolana dá ao tecido económico de Portugal” e salientou o compromisso português de “continuar a criar condições que são preferenciais ao acesso de cidadãos angolanos à integração no nosso mercado de trabalho e à integração plena na nossa dinâmica social”.
O espírito de desenvolvimento e de colaboração entre os dois países está “muito presente na comunidade de anglanos que vive em Portugal, que colabora em Portugal para o desenvolvimento do nosso país”, assinalou.
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Lobo Xavier admite pressionar Nuno Melo para CDS declarar apoio a Mendes: "Se for necessário, falarei"
O histórico do CDS António Lobo Xavier é o primeiro senador centrista a declarar o apoio a Luís Marques Mendes, após um encontro em Vila Real. Lobo Xavier, que em 2020 exortou Francisco Rodrigues dos Santos a apoiar Marcelo, admite vir a pressionar a direção de Nuno Melo para apoiar Mendes: “Se for necessário. Se chegarmos a um ponto em que veja que alguma coisa está a correr mal nos sítios onde eu pertenço, falo sempre. Se for necessário, falarei.“
Apesar disso, apoiante e candidato desvalorizaram o facto de não ainda não existir um apoio formal do parceiro de Governo do PSD a Marques Mendes. Lobo Xavier destacou que estava ali a anunciar o seu apoio “individualmente, pela minha escolha”.
Também o candidato disse não estar preocupado nem frustrado com a ausência de apoio do CDS: “Não tenho frustração seja do que for, tenho sempre sentido muito positivo. Quero que qualquer pessoa decida livremente.” Além disso, acrescenta, “Lobo Xavier não é apenas uma pessoa do CDS. É muito mais do que isso”.
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Proposta de novo governador do BdP foi concertada com primeiro-ministro, afirma Miranda Sarmento
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse hoje que a proposta de Álvaro Santos Pereira para novo governador do Banco de Portugal (BdP) foi concertada entre si e o primeiro-ministro.
“Álvaro Santos Pereira foi uma escolha do Governo, também minha, aliás, foi concertado entre mim e o senhor primeiro-ministro, é a nossa escolha, é um excelente economista, é um economista com credibilidade internacional, com experiência em gestão de grandes organizações”, disse Miranda Sarmento à chegada ao EurAfrican Fórum 2025, em Cascais.
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Miranda Sarmento diz que financiamento em África pode ser estratégico para Europa
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, apelou hoje para uma nova vaga de financiamento em África, considerando que pode impulsionar a economia do continente, mas ser também uma decisão estratégica para a Europa.
“Temos de investir, cada vez mais, em cadeias de valor e de abastecimento robustas em África, temos de apoiar sistemas de saúde resilientes no sul global, temos de criar condições para oportunidades económicas sustentáveis em mercados emergentes”, afirmou Miranda Sarmento na sua intervenção no Fórum EurAfrican, que se realiza em Cascais.
No entender do governante, esta é “uma oportunidade extraordinária” para África.
“Uma nova vaga de financiamento pode impulsionar a economia local, acelerar cadeias de valor regionais, promover ‘startups’ que inovem e que resolvem problemas reais das pessoas no seu dia-a-dia”, elencou.
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Marcelo elogia comunidade angolana e afirma que “as leis passam mas os povos ficam”
O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou hoje perante o Presidente de Angola, João Lourenço, a comunidade angolana em Portugal e afirmou que “os governantes passam, as leis passam, mas os povos ficam”.
“E nós necessitamos uns dos outros e sabemos que só ganhamos em tratarmo-nos bem uns aos outros, porque quem trate mal é maltratado, e sobretudo perde a oportunidade de tratar bem”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, tendo ao seu lado João Lourenço.
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A Comissão da Educação e Ciência encerrou agora os trabalhos desta reunião que foi marcada pela audição do ministro da Educação, Ciência e Inovação Fernando Alexandre.
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Fernando Alexandre: "Se dependesse apenas da Cidadania, a educação para a sexualidade seria um desastre"
Numa tentativa de responder a todas as questões feitas pelos deputados, o ministro Fernando Alexandre volta a garantir que planeia ter os dados referentes ao número de alunos sem aulas neste próximo ano letivo, reforçando algumas das medidas que devem entrar em vigor a partir de setembro.
Feito este reforço, Fernando Alexandre prestou grande atenção ao tema da disciplina de Cidadania — que previamente gerou grande debate entre os deputados. “Fiquei surpreendido na terça-feira”, começa por admitir o governante, com a expressão da opinião pública sobre o plano apresentado para o currículo desta disciplina e o tema da Educação Sexual.
Apesar de atribuir uma grande importância à Cidadania — “sobretudo nas dimensões de cidadania” — Fernando Alexandre refere que se dependesse apenas da Cidadania, a educação para a sexualidade seria um desastre”, acrescentando que esta temática é abordada através de outros meios, não exclusivamente nesta disciplina.
O ministro da Educação acusa também “todos os lados do espetro” de “desconhecer totalmente o que se faz na escola” e de “má fé” na promoção deste debate público.
Sobre a disciplina em si, Fernando Alexandre refere que até ter tomado a pasta, Cidadania era uma disciplina que não era estruturada, composta apenas por guias, mas assegura que “vão terminar” depois da apresentação da estratégia do Governo para a disciplina. “Vamos resolver de uma vez por todas”, acrescenta, referindo ter como base a educação “pelo respeito e pela diferença”.
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António Filipe considera “plenamente justificada” decisão do PR quanto à lei de estrangeiros
O candidato presidencial António Filipe considerou hoje “plenamente justificada” a decisão do Presidente da República de pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da proposta de revisão da lei de estrangeiros.