Momentos-chave
- Leitão faz lista de quatro prioridades para primeiros 30 dias. E sugere que PCP não pôs Lisboa "acima de todos os interesses"
- "Os que aqui não estão não quiseram estar". Desta vez foi Carneiro a atirar ao PCP e a apelar à concentração do voto à esquerda
- Rui Tavares atira ao PCP que não entrou no "elétrico da responsabilidade". E a Moedas por causa do elevador da Glória
- Marisa Matias só fala de Gaza indiretamente: "Uma Lisboa que luta pela paz, aberta ao mundo"
- Sousa Real no tiro a Moedas que fez "uma Lisboa para roteiros turísticos e unicórnios"
- Vitorino vai ao comício de Lisboa falar de "arrancada para a vitória" e atirar ao PCP que pode abrir caminho ao Chega
- Nuno Melo e Pedro Duarte juntos para acusarem PS de ter "programa escondido" sobre contas e imigração
- Moedas diz-se "chocado" com silêncio de Leitão sobre atos de vandalismo em Lisboa
- Moedas acusa de Leitão de "esconder" Mortágua e diz que socialista representa "caos"
- Pizarro acusa Pedro Duarte de usar ChatGPT para "ideias irrealistas" sobre o Porto
- Raimundo critica quem alega que país está bem e diz que "povo não come PIB"
- Ventura: "Quem é que pagou aquela Flotilha a caminho de Gaza?"
- Ventura diz que Governo "mentiu" sobre mini SEF e "falhou aos polícias"
- "É uma boa notícia". Mariana Leitão satisfeita com o regresso de portugueses de Israel
- Montenegro diz que tem sido "comedido" para não confundir cargo de PM e líder do PSD
- Montenegro admite que PSD e CDS pensam de forma diferente sobre flotilha humanitária, mas apela ao "respeito"
- Carneiro satisfeito por portugueses terem “chegado bem de saúde”
- CNE recebeu 838 queixas ou pedidos de parecer e enviou 19 para Ministério Público
- Carneiro "revoltado" com número de grávidas ou pessoas em licença parental dispensadas do trabalho
- Ventura diz que Governo de Montenegro não fez melhor trabalho na Saúde que o PS
- Ventura diz que viagem de ativistas da flotilha foi uma "palhaçada"
- Miranda Sarmento destaca, tal como Santos Pereira, a importância da literacia financeira
- Miranda Sarmento deixa curta palavra de agradecimento a Mário Centeno, "pelos anos" em que esteve no cargo, e elogia Santos Pereira
- "Tencionamos honrar a história do banco mas fazendo-o quebrando silos e ineficiências"
- Álvaro Santos Pereira ressalva importância do numerário, no contexto da inovação digital, e aposta na literacia financeira
- Santos Pereira vê riscos na "enorme subida dos preços no imobiliário" em Portugal
- "Estamos, inegavelmente, melhor do que estávamos há uma década, mas não podemos ser complacentes"
- Moedas e Marco Almeida arrancam última semana com pequeno-almoço em conjunto no Café Nicola
- Gouveia e Melo ataca Chega. "Utilizam a imigração para jogar com as emoções e com os medos da população portuguesa"
- Líderes de esquerda juntam-se em comício em Lisboa, PSD arranca campanha no Minho
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Leitão faz lista de quatro prioridades para primeiros 30 dias. E sugere que PCP não pôs Lisboa "acima de todos os interesses"
No comício em Lisboa, Alexandra Leitão também arranca a intervenção com uma pontada aos comunistas, que não quiseram fazer parte da coligação que junta PS/Livre/BE/PAN. Agradece a quem entrou no acordo dizendo que “souberam colocar Lisboa acima de todos os interesses”.
Para Leitão esta é “a alternativa realista” contra um “Carlos Moedas que falhou em tudo”, na avaliação de Leitão que enumera as áreas em que mais falhou o adversário: na habitação, mobilidade e higiene urbana. “Foram quatro anos de uma governação sem ambição, sem estratégia, sem capacidade de gestão e sem liderança”, afirmou.
Numa eleição que diz ser “decisiva” para a cidade, Leitão faz uma lista de quatro prioridades para os primeiros trinta dias de mandato: criar o fundo de apoio às vítimas do elevador da Glória; intentar uma providência cautelar contra aumento de voos no aeroporto de Lisboa; aprovar o regulamento do alojamento local; promover uma grande operação de higiene urbana na cidade.
Garante conhecer os problemas da cidade e “não foram unicórnios” que lhe disseram, “foram empresários e comerciantes reais de Lisboa – desde hoteleiros a donos de lojas de bairro – preocupados com os buracos nas ruas, com o lixo à sua porta, com as pragas de ratos e baratas que invadiram a cidade”.
Apelou ao voto dizendo que “nada é irreversível. Mas quanto mais deixarmos crescer o fosso da desigualdade em Lisboa, mais difícil será voltar a superá-lo.” “Cada ano perdido é uma oportunidade desperdiçada para garantir habitação acessível, melhorar os transportes e cuidar do espaço público, com um custo humano e social enorme”, avisou a socialista.
Aos presentes pediu que “imaginem o que será́ acordar para mais quatro anos de Carlos Moedas” na segunda-feira: “Mais propaganda, mais desculpas, mais vitimização, mais descuido e abandono”.
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"Os que aqui não estão não quiseram estar". Desta vez foi Carneiro a atirar ao PCP e a apelar à concentração do voto à esquerda
No comício da coligação PS/Livre/BE/PAN em Lisboa discursa o líder socialista José Luís Carneiro que começa por saudar a “casa comum” que é a candidatura “onde estão todos quantos quiseram estar depois de convidados para estarem”.
E voltou ao tema da recusa do PCP em fazer parte da coligação no fim do discurso para dizer que “só há mesmo uma candidatura alternativa séria e credível e os que aqui não estão foi porque não querem estar”. Carneiro diz que “não se podem desperdiçar votos” e que “o voto consequente é o voto no PS” .
Nesta campanha, Alexandra Leitão tem sido apontada como “radical” pelo seu principal adversário, Carlos Moedas, por estar numa coligação de esquerda. José Luís Carneiro toca no assunto de forma indireta ao falar na “capacidade para ser intransigente” da candidata. “Isso é ser radical nos valores e nos princípios”, conclui garantindo: “Eu também sou radical nos valores e nos princípios. E não é necessário afirmá-los com uma tempestade. Não. É preciso perseguir um caminho”, afirmou.
Na intervenção no pavilhão do Casal Vistoso, Carneiro falou também no histórico do PS na CML, sobretudo das “marcas de humanismo”, nomeando os vários presidentes da Câmara de Lisboa socialistas: Jorge Sampaio, João Soares, António Costa e Fernando Medina.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Jantar da coligação de esquerda em Lisboa junta líderes e vários antigos governantes do PS
No jantar-comício do PS estão mais de mil pessoa, no pavilhão do Casal Vistoso, no Areeiro. Estão presentes os líderes dos partidos da coligação, exceto Mariana Mortágua que está representada por Marisa Matias.
Há também outros elementos do Bloco na sala, como Jorge Costa, Fernando Rosas, Luís Fazenda. Do Livre está Rui Tavares e também Isabel Mendes Lopes. E do PAN está Inês Sousa Real. Estão também vários antigos governantes do PS, como Pedro Siza Vieira, Mariana Vieira da Silva, Ana Catarina Mendes, José Matos Fernandes ou José António Vieira da Silva.
Estão também candidatas às câmaras vizinhas, como Ana Mendes Godinho (Sintra) e Ana Sofia Antunes (Oeiras).
Na mesa onde está o líder socialista, José Luís Carneiro, e a cabeça de lista por Lisboa, Alexandra Leitão, está o mandatário da candidatura, António Vitorino, que fez a intervenção de abertura.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Rui Tavares atira ao PCP que não entrou no "elétrico da responsabilidade". E a Moedas por causa do elevador da Glória
No comício da coligação PS/Livre/BE/PAN fala Rui Tavares, o porta-voz do Livre, que arranca o discurso pelo “elétrico chamado responsabilidade” que tem” várias paragens”, “a primeira foi fazer esta coligação” e “só não esteve no elétrico da responsabilidade quem não quis estar”.
Uma referência à recusa do PCP em entrar na coligação onde está a restante esquerda, nas eleições à Câmara de Lisboa. Continuando a apontar aos comunistas, Tavares continua: “Quem não está terá visto o mesmo que nós vimos em quatro anos de vereação em Lisboa? Carlos Moedas simplesmente desleixar a cidade negligenciar a cidade?”
No boletim estará a “mãozinha, a papoila, a estrela com cabeça, a árvore do PAN”, diz o porta-voz do Livre que acredita que ali está “um selo de garantia, de qualidade”.
Sobre Moedas, diz que se “aliou à IL” e aponta ao “acordo” que diz que o autarca tem com os liberais para “despedir gente” na Câmara. “Quem? Tenham coragem de responder, não sejam sonsos”.
Termina a intervenção (mais longa do que as anteriores) a falar do elevador da Glória e atacar Moedas pela forma como “tratou o turismo como uma galinha dos ovos de ouro”, por “não se lembrou de trazer tecnologia à história da cidade” e “sempre se recusou a aprovar as propostas insistentes para o índice de pressão turística”: “Esse é o quando do presidente que temos, não é o quando da presidente que teremos que saberá fazer de outra maneira”.
Termina a dizer que não quer “mais quatro anos a sobreviver a Lisboa”, apelando ao voto na coligação.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Marisa Matias só fala de Gaza indiretamente: "Uma Lisboa que luta pela paz, aberta ao mundo"
No comício de Lisboa, da coligação liderada por Alexandra Leitão, fala agora Marisa Matias, pelo Bloco de Esquerda. No dia seguinte ao regresso de Mariana Mortágua, que esteve detida em Israel, o tema Gaza não foi referido diretamente pela representante do Bloco.
Na intervenção que fez, a dirigente do BE falou de uma “Lisboa pela paz, que luta pela paz, aberta ao mundo”, a única referência que se pode dirigir à situação na Palestina. Esta manhã, a cabeça de lista disse que esse não é um tema autárquico, afastando o assunto da campanha. Neste jantar vêem-se algumas pessoas com lenços palestinianos (keffiyeh) entre os participantes.
Na sua intervenção, Marisa Matias centrou-se sobretudo na questão da habitação e das rendas altas e nos ataques a Carlos Moedas que “quer governar para os unicórnios ou para a sua auto promoção”.
Sobre o social-democrata a bloquista disse ainda que, em matéria de habitação, “as suas propostas foram sempre de rendas que as pessoas não podem pagar”. “Moedas não conhece Lisboa”, disse Marisa Matias.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Sousa Real no tiro a Moedas que fez "uma Lisboa para roteiros turísticos e unicórnios"
No comício de Lisboa da coligação PS/BE/Livre/PAN fala agora a líder do PAN, Inês Sousa Real que começa por onde terminou António Vitorino, pedindo uma mulher na presidência da Câmara de Lisboa.
Depois passou ao tiro a Carlos Moedas que responsabilizou por ter gerido a cidade de forma a que ela hoje “não é feita para quem cá vive e trabalha mas é uma Lisboa para os roteiros turísticos e unicórnios”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Vitorino vai ao comício de Lisboa falar de "arrancada para a vitória" e atirar ao PCP que pode abrir caminho ao Chega
Esta noite a candidatura liderada por Alexandra Leitão faz o seu primeiro grande comício de campanha e é o mandatário António Vitorino que faz a abertura garantindo que “esta é a arrancada para a vitória”.
O antigo ministro socialista pede o “voto em massa” na coligação Vencer Lisboa, no próximo domingo. “A escolha é clara, entre a continuidade e a mudança, mudança com força, visão e vontade”, diz Vitorino que cola a gestão de Moedas ao “desleixo” e à “incúria”.
António Vitorino diz que o que falta “numa sociedade polarizada” falta “empatia, um coração que bata pela cidade de Lisboa”. E também fala na “vontade de convergência” que produziu esta coligação que junta PS/BE/Livre/PAN, dizendo estar à vontade para perguntar “aos que não se juntaram” — a CDU, que não refere — “como é que se sentiriam na noite de domingo se s dispersão de votos abrisse porta à ‘apagada e vil tristeza’ da continuidade”.
E continua na mesma linha para perguntar também aos comunistas como se sentiriam se “abrissem a influência desmedida dos destinos de Lisboa à direita radical”. Acaba a intervenção a dizer que “já é tempo de ter uma mulher a presidir à Câmara de Lisboa”.
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Nuno Melo e Pedro Duarte juntos para acusarem PS de ter "programa escondido" sobre contas e imigração
Numa arruada com bastante adesão e todo o aparato a que uma campanha dá direito, Nuno Melo juntou-se a Pedro Duarte e juntos percorreram algumas ruas do Porto, animados e rodeados de militantes e dirigentes de PSD e CDS. Melo ajudou a injetar energia na campanha, distribundo beijos pelo caminho, pedindo numa ervanária umas “ervinhas” para dar força ao candidato ou parando para beber um chá de cidreira ao lado do candidato.
Aos jornalistas, Melo defendeu que Pedro Duarte é “uma garantia” para que se mantenha “o exemplo de rigor e contas certas quer de Rio quer de Moreira”, medido pela forma como a direita, “tendo recebido uma autarquia falida, a recuperou com contas certas, a pagar a tempo e horas e investir profundamente”. Além disso, Duarte representa a defesa do “controlo dos fluxos migratórios”, apesar de isto não ser uma competência da autarquia: “Acabámos com a simples manifestação de interesses. Tem de haver muito rigor na entrada para podermos ter humanismo”.
Já Pizarro representa o “oposto”, disse, referindo-se à sua participação no governo Sócrates e no governo Costa, “facilitador das entradas” de imigrantes. “Queremos que o Porto continue tal qual foi, com muito rigor. E sobre regulação da imigração Pizarro nada diz”. Assim, Melo deixou o seu apoio ao “particularmente competente” de Duarte, que “adora o Porto”.
Quanto às perguntas sobre as flotilhas e os ativistas que tentaram chegar a Gaza, assim como o facto de se ter referido a uma informação falsa e já desmentida sobre a flotilha ter supostamente parado em Ibiza, Melo recusou responder: “Já virei a página, peço que a virem. As autárquicas são muito importantes em Portugal e é tempo de estarmos na rua junto dos portugueses”. Atrás de Melo, ouvem-se resmungos sobre a pergunta. “A esquerda tem a sua agenda e nós temos a nossa. Nós definimos o nosso tempo”, rematou.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Ao lado, Pedro Duarte acusou o PS de ter um “programa escondido” sobre o qual é assim impossível fazer contas, mas só no plano para a Habitação o PSD assegura que está em causa um gasto de mil milhões de euros.
“Na área da imigração não sabemos nada. É estranho que o PS continue a esconder o programa”, atirou, pedindo aos portuenses que estejam “conscientes dos riscos que correm se quiserem voltar ao passado de má memória do PS”.
Duarte disparou ainda contra Pizarro recordando que é candidato autárquico no Porto “há vinte anos e tem o mesmo projeto de massificação”. Depois, respondeu a Pizarro, que o descreveu como um “candidato ChatGPT”: “Se o epíteto quer dizer que sou candidato moderno talvez aceite. Quando Pizarro se candidatou pela primeira vez a internet ainda não tinha sido inventada e ele era candidato do PCP”, atirou.
O duo de pontas de lança na prática de distribuir beijinhos varreu rapidamente algumas ruas do Porto, com Melo a dizer que ficou de “alma cheia com a amostragem de hoje”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Imigração. "Em cima da campanha, Moedas fez um fogacho com fiscalizações associadas a reportagens de televisões"
João Ferreira critica Carlos Moedas por não ter promovido a fiscalização, por parte da Polícia Municipal, de situações como o de “lojas de fachada” onde alegadamente vivem, em certos casos, dezenas de imigrantes. “Não o fez, não o quis fazer, não soube fazê-lo, agora tardiamente e em cima de um período eleitoral, decidiu fazer uma espécie de fogacho com ações de fiscalização associadas a reportagens televisivas”.
Depois de uma arruada na Rua Morais Soares, onde se encontram vários estabelecimentos comerciais de imigrantes, o candidato da CDI diz que “há muito tempo que a CDU está atenta às alterações na composição social da cidade, na composição demográfica da cidade” e tem tentado contribuir “para uma melhor integração de todos aqueles que procuram a nossa cidade para trabalhar e viver”, lembrando que “Lisboa, historicamente, acolheu gente de todas as zonas do país”.
João Ferreira assegura que “a CDU tem feito ações de contacto fora do período eleitoral com estas pessoas” para “conhecer a sua situação, as dificuldades que enfrentam e procurando informá-las sobre os direitos que têm”. Sendo que a Câmara não tem competências para decidir políticas migratórias, o candidato diz que o estilo dos candidatos “que vêm dizer que vão fechar portas disto e portas daquilo não deve ser levado a sério”.
O candidato acrescenta que as alterações à lei dos estrangeiros “dificultam” a integração e tendem “a olhar para os imigrantes em função daquilo que eles trazem na carteira”. Afirma que “os partidos com posições populistas têm na cabeça uma certa imigração” e “não olham, por exemplo, à mobilização de património municipal público que está a ser feita para acolher nómadas digitais”.
Dá o exemplo do património público que foi concessionado, no Beato, a uma construtora imobiliária, numa decisão de “Carlos Moedas com o apoio do PS”, que teve “um público final que não está propriamente entre aqueles que têm maiores dificuldades”.
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"Mais do que um problema técnico, higiene urbana é um problema político"
Depois de uma arruada na Rua Morais Soares, João Ferreira dirige-se aos fregueses da Penha de França para falar sobre higiene urbana. Antes de lhe passar o microfone, o candidato da CDU à freguesia entoa um novo cântico de apoio ao candidato: “Nem Moedas nem Leitão, precisamos é do João”.
“Não há hoje quem olhe para Lisboa e diga que a cidade está limpa, a não ser o presidente da Câmara”, disse João Ferreira, referindo-se a uma entrevista de Moedas, em que este nega o aumento do lixo na cidade.
A limpeza e higiene urbana “mais do que um problema técnico, é um problema político”, continua o candidato. Isto porque PSD e PS “fizeram um negócio desarticular serviços municipais que funcionavam em toda a cidade, há cerca de 12 anos”, afirma.
O candidato da CDU a Lisboa diz que essa decisão, tomada durante a liderança de António Costa na autarquia, foi uma “externalização de serviços abrir portas às negociatas, à satisfação de certas clientelas. Envolveu esquartejar o serviço de higiene e limpeza urbana.”
Para os comunistas, a resposta é “investir em mais meios e em fazer uma gestão mais eficiente e eficaz dos meios que temos”. João Ferreira assinala que Moedas investiu cerca de 20 milhões de euros na higiene urbana em 2024 e “este ano, como era ano de eleições aumentou para 38 milhões” — número que ainda considera insuficiente.
João Ferreira considera que a Câmara deve “readquirir capacidade de intervir” em todos os planos de ação da higiene urbana, mas não afasta”um papel para as juntas de proximidade, mas numa lógica completamente diferente”.
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Moedas diz-se "chocado" com silêncio de Leitão sobre atos de vandalismo em Lisboa
Ainda em Telheiras, Moedas respondeu diretamente a Alexandra Leitão, que hoje preferiu não fazer qualquer comentário sobre os quatro portugueses que viajaram na flotilha com destino a Gaza.
Mesmo lembrando que defende uma solução pacífica de dois Estados, Moedas corrigiu a adversária: Gaza torna-se tema de campanha autárquica quando existem protestos que danificam a cidade, prejudicam a vida dos lisboetas e condicionam o processo democrático.
“Choca-me que a candidata não tenha dito nada em relação aquilo que vivemos. Fomos cercados”, começou por dizer o social-democrata referindo-se aos protestos que aconteceram depois do debate entre todos os candidatos à Câmara de Lisboa.
A seguira Moedas falou especificamente sobre os protestos no Metro e na Estação do Rossio. “A cidade tem de ter lei e ordem”, atirou Moedas, dizendo que aqueles incidentes custam “milhares de euros” e “estragam o nosso património”. “Alguém vai ter de pagar por isso.”
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Moedas acusa de Leitão de "esconder" Mortágua e diz que socialista representa "caos"
No primeiro dia da segunda e decisiva semana de campanha eleitoral, Carlos Moedas carregou no ataque contra Alexandra Leitão. À margem de uma ação de campanha em Telheiras, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa acusou a socialista de representar o “caos”.
Para Moedas, o que está em causa no dia 12 de outubro é a escolha entre a continuação de um projeto que ainda está a meio ou o “caos” que a coligação de esquerda representa. Uma coligação, insistiu Moedas, que é alimentada pelo “radicalismo” e só se move pela ideia de “derrubar o presidente da Câmara”.
“Só peço aos lisboetas mais um voto. Quem não quer ter o Bloco de de esquerda no Governo da cidade só tem uma opção. Não pode haver retrocesso”, insistiu Moedas, acusando mais uma vez a adversária de não ter “projeto” ou “ideias concretas” para a cidade.
Referindo-se ao facto de Mariana Mortágua não participar esta tarde no comício organizado pela coligação de Alexandra Leitão, o social-democrata acusou a socialista de “estar a esconder os seus sócios”. “Está a esconder Mariana Mortágua porque não a que naquele comício.”
Moedas fez-se acompanhar nesta ação de campanha por Manuela Ferreira Leite, uma espécie de talismã para o social-democrata — há quatro anos, apareceu na campanha dele quando poucos acreditavam na vitória.
Ao lado do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a antiga ministra elogiou a “enorme coragem cívica” demonstrada por Moedas ao lançar, finalmente, a obra de drenagem da cidade, um plano na gaveta há 20 anos anos.
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Pizarro acusa Pedro Duarte de usar ChatGPT para "ideias irrealistas" sobre o Porto
O cabeça de lista do PS à Câmara Municipal do Porto, Manuel Pizarro, acusou hoje o adversário do PSD, Pedro Duarte, de recorrer ao ChatGPT para encontrar soluções irrealistas para a cidade.
“Eu não ando, como o meu adversário [Pedro Duarte], pelo ChatGPT à procura de exemplos mais ou menos esdrúxulos do que é que aconteceu em Seul [Coreia do Sul] ou em Singapura, eu trato de coisas que são realistas e que são suscetíveis de serem adaptadas à cidade do Porto”, disse o socialista aos jornalistas durante um passeio pelo centro histórico.
Enquanto distribuía panfletos, canetas e apelava ao voto no domingo, o ex-ministro da Saúde referiu que o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/IL demonstrou, nos debates em que participou, “total vacuidade” de ideias.
E acrescentou: “Quando se pergunta, mas então o que é que vai acontecer aos jovens e às classes médias que querem continuar a morar no Porto e, no caso, os jovens que querem regressar à sua cidade? A resposta do meu adversário é que o Porto tem gente a mais”.
Manuel Pizarro considerou que esta campanha para as eleições autárquicas tem sido muito esclarecedora e demonstrativa dos projetos que cada um tem para o Porto.
E, no que a si diz respeito, o socialista contou que tem apresentado ideias novas, mas que já foram testadas e resultaram noutras cidades.
“Naturalmente que, depois, essas ideias têm de ser adaptadas à nossa realidade local”, assinalou.
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Ventura diz que Chega quer acabar com “mandato da corrupção” de Isaltino Morais
O líder do Chega, André Ventura, assumiu hoje que quer acabar com o mandato de Isaltino Morais em Oeiras, defendendo que “o lugar do ladrão é na prisão” e que o partido quer ser uma marca na luta contra a corrupção.
“Queremos acabar com o mandato do Isaltino e com o mandato da corrupção, que é o que precisamos”, declarou o líder do Chega durante uma ação de campanha em Oeiras, na qual esteve acompanhado pelo candidato do partido à autarquia, Pedro Frazão.
Escusando-se a quantificar os objetivos autárquicos neste concelho, André Ventura lembrou que o Chega tem “crescido muito no país todo” e que, por isso, também quer ter “um grande resultado” em Oeiras, no distrito de Lisboa.
“Se pudermos ser essa marca da luta contra a corrupção, queremos ser. As pessoas não podem pensar que ‘rouba, mas faz’. Isso não é um bom sinal para a democracia”, disse, antes de ser interrompido por um aparte de Frazão.
“Eu faço e não roubo”, pontuou o candidato, antes de o líder do seu partido defender que “o lugar do ladrão é na prisão”.
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Marisa Matias acusa Nuno Melo de não ter ” a sensibilidade de perceber as suas funções”
A dirigente do BE Marisa Matias acusou hoje o ministro da Defesa e presidente do CDS-PP de não ter a “sensibilidade de perceber as suas funções” e de ter colocado em causa os esforços da diplomacia portuguesa.
“Ter um ministro da defesa numa posição tão sensível, que parece nem sequer representar as posições do governo, eu pergunto-me se tem condições para ser ministro da Defesa? E parece-me que não. Nós não podemos ter numa pasta tão sensível alguém que não tem sequer a sensibilidade de perceber as suas funções e o que é esperado das suas funções”, defendeu Marisa Matias, à margem de uma ação de campanha para as autárquicas de dia 12, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.
Hoje, em Ponte de Lima, o presidente do CDS-PP afirmou que não vai “dar mais para o peditório” do que apelidou de “número” dos ativistas portugueses da flotilha humanitária e aconselhou-os a concentrarem-se nas eleições autárquicas.
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Raimundo critica quem alega que país está bem e diz que "povo não come PIB"
O secretário-geral do PCP criticou hoje quem alega que “no país está tudo bem”, salientando que o “povo não come PIB” e pedindo aos eleitores que, no próximo domingo, “votem com as suas vidas e os seus problemas”.
Num discurso na doca de Angeiras, em Matosinhos, após ter comido sardinhas e uma sopa de peixe preparada pela organização local, Paulo Raimundo salientou que quem vive nesta zona é “gente que vive a realidade da vida” e não a que “tentam fazer meter pelos olhos adentro em que parece que, no país, está tudo bem”.
“Está tudo a crescer, cresce a economia, cresce o Produto Interno Bruto (PIB)… Como se algum de nós comesse PIB. Aqui ninguém come PIB, aqui comemos uma extraordinária sopa de peixe, a melhor que eu comi até hoje”, gracejou Paulo Raimundo.
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Chega atrás de João Ferreira? "Isso era menos provável do que Mortágua conseguir distribuir ajuda humanitária"
André Ventura apareceu pela primeira vez ao lado do candidato do Chega a Lisboa, desde o início oficial da campanha eleitoral. O presidente do partido acompanhou Bruno Mascarenhas numa arruada em Marvila, a única freguesia lisboeta conquistada pelo partido nas últimas legislativas.
O líder do partido disse que “o Chega quer lutar por ganhar em Lisboa” e que tem “uma excelente candidatura”, destacando quatro áreas principais: habitação, limpeza e higiene urbana, criminalidade e imigração. “Estamos numa zona onde ainda nas últimas legislativas o Chega venceu, aqui na zona de Marvila. Temos muita esperança de que haja um bom resultado em Lisboa também, na capital.”
Ventura reconhece que Lisboa que “não é o concelho mais forte do Chega do ponto de vista eleitoral”, onde teve 14% nas últimas legislativas (menos 8% do que a nível nacional). Por esse motivo, assinalou que é “um desafio ainda maior” para Bruno Mascarenhas “vencer e de fazer uma campanha forte”.
O líder do partido apontou ainda ao presidente da Câmara, dizendo que “quase nada foi feito por Carlos Moedas”, destacando as “várias críticas à higiene urbana, ao lixo que está mal organizado, à insegurança e à falta de habitação”. Questionado sobre se Mascarenhas ficar atrás de João Ferreira seria uma derrota para o Chega, Ventura disse: “Isso era menos provável do que a Mariana Mortágua conseguir entrar em Israel e distribuir a ajuda humanitária.”
Por sua vez, o próprio Mascarenhas disse que não fará acordos de governação com ninguém “Nós ou ganhamos ou então faremos oposição.” Por fim, agradeceu a presença de André Ventura. “Para a equipa é muito importante que ele aqui esteja. Presidente, nós estamos aqui para ganhar”, disse a Ventura.
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Ventura: "Quem é que pagou aquela Flotilha a caminho de Gaza?"
André Ventura voltou a pegar no assunto da flotilha humanitária, em Lisboa, afirmando sentir alguma “inquietude” após José Luís Carneiro ter dito que está satisfeito com o regresso dos ativistas portugueses.
“Nós queremos saber quanto é que o Estado português gastou com isto, que meios diplomáticos, políticos, financeiros é que foram usados para esta situação”, disse o líder do Chega. De seguida, Ventura pediu “transparência” a “quem a está sempre a pedir”: “Quem é que pagou aquela Flotilha a caminho de Gaza?” Acrescentou que a viagem “não deve ter sido barata” e que havia “terroristas a bordo”, nomeadamente membros do Hamas e da ETA.
Ventura voltou a dizer que os quatro portugueses detidos por Israel “tinham de ser resgatados”, mas que devem ser os próprios a pagar pelo resgate. “Foram eles que se decidiram ir lá por. Se cada maluco se for pôr numa zona de guerra agora… nós não temos de estar a pagar por cada maluco cá em Portugal, não é?“
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Ventura diz que Governo "mentiu" sobre mini SEF e "falhou aos polícias"
André Ventura disse que o Governo Luís Montenegro “mentiu e falhou aos polícias” porque “tinha prometido resolver alguns dos problemas que a Polícia tinha e que continuam”. Na sua primeira ação com Bruno Mascarenhas desde o início da campanha eleitoral oficial, Ventura fez apenas 200 metros da arruada do Chega em Marvila. Fez declarações à porta de uma esquadra da polícia, antes de seguir para Sintra.
O líder do Chega escolhe como “um dos exemplos gritantes” a nova Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), conhecida como o mini-SEF. “O primeiro-ministro diz que é mentira o que nós estamos a dizer, que já tinha alocado esses meios à Polícia. Então, marcámos uma reunião na própria unidade, para podermos ir visitá-la. E até hoje não há resposta nenhuma. A Unidade sabe muito bem que não tem instalações, não tem gente e não tem meios.”
Além disso, diz que o Governo também “continua sem reconhecer a importância do suplemento de risco”, não só para os polícias mas também para os bombeiros. “Diz que é por razões orçamentais, era o mesmo que o Partido Socialista nos dizia e vamos continuando assim”, acrescenta. “É verdade que o PS falhou às polícias em toda a linha, é o último que posso falar nisso, mas este Governo tem feito o mesmo.”
Ventura acusou Montenegro de estar “a fazer desta campanha uma espécie de ensaio do Orçamento do Estado”. “Talvez porque saiba que tem maus autarcas ou que tem má proposta autárquica. Talvez tenha um pouco de vergonha aqui em Lisboa do candidato que agora tem, devido às coisas que aconteceram.”
O líder do Chega acrescenta então que o primeiro-ministro está a “misturar as coisas” e “as pessoas já se aperceberam disso”. Para André Ventura, o que o Governo está a fazer “nem é eleitoralismo, é mesmo de aproveitamento descarado da governação e confusão com as autárquicas”.
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Lixo. Leitão acusa Moedas de pôr "trabalhadores das juntas contra trabalhadores da Câmara"
Esta manhã, Alexandra Leitão visitou os serviços municipais, no edifício da Câmara de Lisboa, no Campo Grande, e também o Centro Operacional de Resíduos nos Olivais. voltou a criticar a gestão de Moedas nestas área e acusa-o de pôr trabalhadores “uns contra os outros”.
A gestão do lixo na cidade “não é um problema de modelo, é um problema de falta de articulação e falta de querer fazer articulação”, disse a candidata depois de visitar o Centro. “O atual presidente da Câmara de Lisboa faz uma coisa que é um pôr Câmara contra juntas, trabalhadores das juntas contra trabalhadores das câmaras, trabalhadores da higiene urbana das juntas contra trabalhadores da higiene urbana das câmaras. Isto é um erro crasso, temos todos que trabalhar no mesmo sentido.”
A candidata da coligação PS/BE/Livre/PAN insiste que “a questão da cidade estar suja é consensual” e que, mesmo sendo “importante ter uma visão inspiracional para a cidade, fazer uma grande biblioteca municipal, fazer museus, ter uma visão para a cultura metropolitana, também é preciso resolver as pequenas coisas, e se há coisa que é importante resolver hoje, gerir melhor, é a questão da higiene urbana”.
“O que tem que se resolver é uma coisa tão simples quanto isto, ou tão complexa, o saco está fora, porquê? Porque faltam contentores, a Câmara tem que dar mais contentores, porque o ecoponto não tem capacidade, não é despejado às vezes suficientes, a Câmara tem que despejar mais vezes”, disse ainda sobre este assunto.
Isto não é um problema de modelo, isto não é um problema de modelo, isto é um problema de falta de articulação e falta de querer fazer articulação.
Mais, eu acho que a atual Câmara de Lisboa, o atual Presidente da Câmara de Lisboa, faz uma coisa que é um bocado pôr câmara contra juntas, trabalhadores das juntas contra trabalhadores das câmaras, trabalhadores da higiene urbana das juntas contra trabalhadores da higiene urbana das câmaras. Isto é um erro crasso, temos todos que trabalhar no mesmo sentido, temos todos um passaculpas a permanente responsabilização. O que tem que se resolver é uma coisa tão simples quanto isto, ou tão complexa, o saco está fora, porquê? Porque faltam contentores, a Câmara tem que dar mais contentores, porque o ecoponto não tem capacidade, não é despejado às vezes suficientes, a Câmara tem que despejar mais vezes.