Momentos-chave
- PCP vai propor debate de urgência sobre apagão na Comissão Permanente
- André Ventura fala em "incompetência e desorientação"
- Pedro Nuno Santos critica Proteção Civil
- Primeiro-ministro ainda deve falar ao país esta noite
- Ministra da Saúde está no Porto, na sala de crise do INEM
- Mortágua defende criação de serviço nacional de cuidados e aumento de pensões
- Adiado debate entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos nas televisões
- Pedro Nuno propõe adiamento de debate com Montenegro agendado para hoje
- Mortágua considera inaceitável reação de Montenegro a agressões no Martim Moniz
- Rui Rocha considera que AD e PS não têm “diferenças significativas”
- Raimundo: "Ministério Público deve estar sobre grande pressão"
- Raimundo diz que "PS levou até ao limite a possibilidade de aguentar este Governo"
- Raimundo admite possibilidade de défice de 3% no programa eleitoral do PCP
- Montenegro e Pedro Nuno enfrentam-se hoje num debate a três semanas das eleições
Histórico de atualizações
-
Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a atualidade política nacional ao longo do dia de ontem, segunda-feira. Muito obrigado!
-
Legislativas. Porta-voz do Livre considera essencial que a Europa tenha rede energética menos dependente
O porta-voz do Livre disse nesta segunda-feira que a segurança na Europa deve ser levada a sério, considerando essencial a existência de uma rede energética menos dependente das grandes empresas e das grandes distribuidoras.
Rui Tavares falava nesta segunda-feira junto da Autoeuropa, depois de uma reunião com os trabalhadores que acabou por ser interrompida devido a uma falha de eletricidade que afetou, a partir das 11h30, várias cidades de norte a sul do país.
“Para o Livre são essenciais a segurança europeia e a segurança energética com uma rede energética mais distribuída, mais descentralizada e menos dependente das grandes empresas. Por isso temos como proposta a criação de comunidades de energia com espaços nos bairros, vilas e cidades muitas vezes centralizados nas escolas”, disse.
Pela dimensão do que aconteceu nesta segunda-feira, adiantou, teremos oportunidade de falar desta nossa proposta durante os debates para as eleições legislativas.
-
PCP vai propor debate de urgência sobre apagão na Comissão Permanente
O corte no abastecimento elétrico leva o PCP a propor amanhã na conferência de líderes um debate de urgência depois de amanhã na comissão permanente da Assembleia da República.
O Partido Comunista considera, numa nota à imprensa, que ficaram expostas “vulnerabilidades e problemas” no sistema elétrico nacional que devem ser avaliadas. E isto “no plano da soberania, segurança, produção, distribuição e respetiva gestão e controlo, que são inseparáveis das políticas de privatização e liberalização, com a separação da produção, distribuição e comercialização”.
O PCP defende “uma reavaliação dos mecanismos de mercado e do grau de dependência e interligação com países terceiros (designadamente Espanha), mas também da efetiva capacidade do país para responder a necessidades de abastecimento de energia em situações de emergência como esta nas várias regiões do país”, lê-se no comunicado difundido pelo partido.
O apagão exige “medidas que contribuam para a rápida reposição do fornecimento”, com prioridade para os “serviços essenciais à população”, como a saúde, transportes, educação ou segurança, sublinham os comunistas.
-
André Ventura fala em "incompetência e desorientação"
Líder do Chega, que já tinha criticado o Governo por falta de informação há cerca de nove horas, voltou a zurzir contra o Executivo de Montenegro. “Agora temos de resolver isto e rapidamente, mas amanhã temos de falar de incompetência e desorientação”, escreveu na rede social X.
“Os portugueses não receberam avisos nem orientações por parte das agências governamentais durante o dia todo. Foi o salve-se quem puder, com enorme impacto nas famílias nas empresas e na sociedade em geral. Não sei para que andamos a pagar salarios a tanta gente!”, continuou.
Agora temos de resolver isto e rapidamente, mas amanhã temos de falar de incompetência e desorientação. Os portugueses não receberam avisos nem orientações por parte das agências governamentais durante o dia todo. Foi o salve-se quem puder, com enorme impacto nas famílias nas…
— André Ventura (@AndreCVentura) April 28, 2025
Às 14h00, duas horas e meia depois do apagão, André Ventura tinha-se já indignado: “Não pode deixar a população às escuras, sem o mínimo de informação e sem saber o que fazer ou como proceder. Isso é promover o caos e a confusão nacional.”
Perante um 'apagão geral' ainda sem causas determinadas, o Governo deve garantir imediata coordenação de todas as estruturas de segurança, energia, informação e protecção civil. Mas não pode deixar a população às escuras, sem o mínimo de informação e sem saber o que fazer ou…
— André Ventura (@AndreCVentura) April 28, 2025
-
Pedro Nuno Santos critica Proteção Civil
O líder do PS lembrou que tudo o que era simples hoje tornou-se complicado numa mensagem partilhada no X em que termina a criticar a Proteção Civil.
Hoje, Portugal viveu um momento de tremenda anormalidade. Num instante, aquilo que tomamos como garantido desapareceu, e o nosso quotidiano sofreu uma profunda alteração. De repente, o que era simples tornou-se difícil; o que era rotineiro tornou-se um desafio.
Uma palavra de…— Pedro Nuno Santos (@PNSpedronuno) April 28, 2025
“A gestão de comunicação numa qualquer crise nunca é fácil, mas hoje exigia-se mais informação e celeridade por parte da Proteção Civil!”
Com os cortes nos serviços de telecomunicações as mensagens de alerta só começaram a chegar aos telemóveis muito tarde, em muitos casos nove ou dez horas depois de o apagão começar. Aliás, ainda estão a chegar.
-
Primeiro-ministro ainda deve falar ao país esta noite
Fonte do Governo falou aos jornalistas esta segunda-feira e revelou que o Governo tem estado “reunido desde o início do apagão” e que assim vai continuar ao longo de toda a noite. Adianta ainda que Luís Montenegro ainda deve falar ao país esta noite.
A mesma fonte informou que os vários membros do Governo estão a coordenar-se com as redes de informação e a Proteção Civil, sendo que cada um está focado em cautelar o restabelecimento da energia nos serviços essenciais: saúde, transportes, abastecimento de água, forças de segurança e forças armadas que asseguram algumas cadeias de abastecimento.
O Governo reforçou as mensagem da REN, nomeadamente a que dá conta da expectativa de que os portugueses acordem com energia amanhã de manhã.
*Com Maria João Brás
-
Ministra da Saúde está no Porto, na sala de crise do INEM
A ministra da Saúde está no Porto na sala de crise do INEM e direção executiva do SNS, de acordo com fonte do Governo em declarações a vários jornalistas.
*Com Maria João Brás
-
Líder do PSD cancela participação em congresso do PPE em Valência
O líder do PSD e primeiro-ministro cancelou nesta segunda-feira a sua participação no congresso do Partido Popular Europeu, em Valência (Espanha), devido ao apagão da rede elétrica que afeta todo o território de Portugal Continental.
A informação foi adiantada à Lusa por fonte oficial do partido, que indicou que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, estará presente na reunião.
O Partido Popular Europeu (PPE), a força política mais representada nas instituições europeias, reúne-se em congresso na terça e quarta-feira em Valência, Espanha, com a Ucrânia, a defesa e o avanço dos populismos e extremismos na agenda.
-
Mortágua defende criação de serviço nacional de cuidados e aumento de pensões
A coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu esta segunda-feira a criação de um serviço nacional de cuidados aos idosos e disse ser urgente garantir que nenhum pensionista recebe abaixo do limiar da pobreza.
Na Casa do Alentejo, em Lisboa, Mariana Mortágua esteve esta manhã reunida com cerca de 30 idosos com mais de 60 anos, que se juntaram para fazer questões a propósito das propostas do Bloco de Esquerda para as próximas eleições legislativas.
Os participantes que estavam distribuídos pelas quatro mesas da biblioteca da Casa do Alentejo quiseram saber mais sobre medicamentos, pensões, cuidados de saúde e domiciliários e garantias de tetos às rendas e o encontro ficou marcado pelo apagão que começou esta manhã e resultou num corte generalizado de energia em toda a Península Ibérica e parte do território francês.
A propósito dos cuidados necessários para os mais velhos, a coordenadora do Bloco explicou que o serviço nacional de cuidados “é a garantia de uma vida independente com qualidade de vida até ao fim da vida” e é uma valência diferente daquela que já é dada pelo Serviço Nacional de Saúde.
-
Conselho Deontológico diz que entrevista da RTP ao PCP não contribuiu para esclarecer eleitorado
O Conselho Deontológico (CD) do Sindicato dos Jornalistas (SJ) considera que a entrevista do jornalista da RTP José Rodrigues dos Santos ao secretário-geral do PCP não contribuiu de esclarecer o eleitorado, mas afasta qualquer irregularidade deontológica.
O CD recebeu cinco queixas sobre a entrevista, transmitida em 24 de março, feita por José Rodrigues dos Santos ao secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, no período de pre-campanha eleitoral.
Em comunicado, o órgão “considera que o objetivo primeiro das entrevistas feitas aos líderes partidários ou outros dirigentes dos partidos políticos em período de pré-campanha ou campanha eleitoral é o de contribuírem para o esclarecimento da população com capacidade eleitoral” e “é desejável que as entrevistas sejam abrangentes e inclusivas nos temas abordados sejam estes de política nacional ou de carácter internacional”.
-
Adiado debate entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos nas televisões
O debate televisivo entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, foi esta segunda-feira adiado para data a definir, disse à Lusa fonte do gabinete do líder do executivo.
Segundo a mesma fonte, o debate foi adiado por consenso entre os dois e com o acordo das televisões RTP, SIC e TVI, que o deveriam transmitir em simultâneo, não tendo ainda sido definida uma nova data.
-
Pedro Nuno propõe adiamento de debate com Montenegro agendado para hoje
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, propôs esta segunda-feira ao primeiro-ministro e às televisões o adiamento do debate entre os dois tendo em conta as circunstâncias que o país vive com o apagão, adiantou à Lusa fonte oficial socialista.
O frente-a-frente entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos no âmbito das legislativas de 18 de maio está marcado para esta segunda-feira à noite, com transmissão simultânea na RTP, SIC e TVI.
“O secretário-geral do PS, atendendo as circunstâncias que o país vive, já propôs o adiamento do debate tanto ao primeiro-ministro como às televisões”, disse a mesma fonte.
-
Mortágua considera inaceitável reação de Montenegro a agressões no Martim Moniz
A coordenadora do Bloco de Esquerda considerou esta segunda-feira que a reação de Luís Montenegro aos confrontos que aconteceram no 25 de Abril, no Martim Moniz, foi inaceitável e indicou que o líder do Chega “não se demarcou” do caso.
“Preocupa-me que o próprio primeiro-ministro tenha falado deste episódio como epifenómeno, um primeiro-ministro que passou os últimos meses a falar sobre perceções de segurança”, disse Mariana Mortágua à margem de uma sessão do Bloco de Esquerda com pessoas com mais de 60 anos, que aconteceu esta segunda-feira na Casa do Alentejo, em Lisboa.
Além da preocupação com a forma como o primeiro-ministro se referiu aos confrontos que envolveram participantes de uma manifestação de extrema-direita, não autorizada, e que terminou com a detenção de três pessoas, incluindo os líderes do Ergue-te e do grupo de extrema-direita 1143, Mariana Mortágua considerou igualmente inaceitável que Luís Montenegro ainda não tenha justificado o desaparecimento de um capítulo do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).
-
Rui Rocha considera que AD e PS não têm “diferenças significativas”
O líder da IL considerou esta segunda-feira que a AD e o PS têm visões do país próximas, sem “diferenças significativas”, e considerou que o debate desta noite vai ser entre “o mesmo e mais do mesmo”.
Em declarações aos jornalistas durante uma visita à SAGALEXPO, Rui Rocha foi questionado sobre o debate marcado para a noite de hoje entre o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e o presidente do PSD, Luís Montenegro.
“Eu diria que é um debate entre o mesmo e mais do mesmo e, portanto, com poucas diferenças”, afirmou.
O líder da IL disse antecipar um debate “em alguns momentos crispado”, mas considerou que isso “terá como objetivo iludir essa falta de diferenças significativas entre as propostas políticas do PS e da AD”.
“Eu imagino que as visões de país, por trás dessa crispação que em alguns momentos imagino que possa existir, que essas visões de país tão próximas, tão pouco ambiciosas para Portugal, tão pouco reformistas, como se tem comprovado – porque tivemos, primeiro, governos do PS e, agora, da AD -, acabem por dar uma ideia aos portugueses de que, com estas duas soluções que ali estão presentes, o país continuará muito parecido com o que tem sido”, sustentou.
-
Raimundo: "Ministério Público deve estar sobre grande pressão"
Sobre a contestação que tem sido feita ultimamente por forças políticas ao Ministério Público, Paulo Raimundo diz que o MP “deve estar sobre grande pressão”.
A atuação recente desta entidade não merece um comentário muito concreto do líder do PCP. “Havendo questões, denúncias, o MP tem de atuar. Isso está tudo certo, é tudo normal.”
Falando após terem sido abertas, em período pré-eleitoral, averiguações preventivas a Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, Raimundo diz que “estas coisas ganham uma dimensão que não têm, transformamos atos ordinários em eventos políticos”.
Sobre um negócio imobiliário realizado pelo PCP em Aveiro que, segundo foi divulgado pela imprensa no ano passado, o MP estaria a investigar, o líder partidário disse que não tem qualquer novidade do processo.
-
PCP "não acompanha e combate opções políticas, ideológicas e económicas" da Rússia
Paulo Raimundo afirma que para o PCP “o papel da Rússia é evidente e claro” na guerra com a Ucrânia.
“O papel de um Estado que não só não acompanhamos como combatemos, as suas opções políticas, ideológicas e económicas de fundo. Coisa que outros não fazem, é muita conversa, mas depois andaram lá ao beija-mão.”
Paulo Raimundo acrescenta que a Rússia “é um país que decidiu, a partir de um enquadramento, invadir outro país, entrar pelo território de outro país.” “Fez mal, condenámos essa decisão”, atira.
O líder do PCP acrescenta ainda que “a guerra não começou naquele dia”, referindo-se a 24 de fevereiro de 2022, e diz que “só há uma caminho para a paz: a diplomacia”.
Sobre as posições geopolíticas do partido admite que estas têm seguido um princípio desde, pelo menos, o 25 de Abril: “As fronteiras delineadas no pós-Segunda Guerra Mundial não devem ser redefinidas”.
-
Raimundo diz que "PS levou até ao limite a possibilidade de aguentar este Governo"
Em entrevista ao Observador, Paulo Raimundo diz não querer perder tempo a falar de sondagens e, sobre os cenários pós-eleitorais, admite não querer falar sobre PS ou PSD
“Seja qual for o cenário eleitoral, na nossa opinião o que determina o dia seguinte é o número de votos e deputados do PCP, porque esse é o único voto que dá capacidade de resistência e capacidade para avançar”.
Raimundo faz uma lista de medidas consideras essenciais pelo partido para serem implementados de imediato. Essas cinco prioridades dos comunistas são aumentar as pensões e os salários, salvar o SNS, resolver o problema da habitação e da rede pública de creches.
Não querendo falar dos resultado das próximas eleições, Raimundo acabou por fazer um balanço da última legislatura. “O PS levou até ao limite a possibilidade de aguentar este Governo.”
O líder do PCP lembrou, nomeadamente, a viabilização do Orçamento de Estado, a descida do IRC e o chumbo do PS à comissão parlamentar de inquérito proposta pelo PCP que incidiria sobre a privatização da ANA.
-
PCP quer IVA do gás, eletricidade e telecomunicações a 6%
Raimundo defende que o IVA do gás, da eletricidade e das telecomunicações, sendo considerados ser bens essenciais, deviam passar dos 23% aos 6%. A medida teria um efeito de 6 euros no preço final da bilha de gás, detalha.
O líder do PCP vê a medida como um resultado do período de governação portuguesa com intervenção da Troika que ficou por ser revogadas. Raimundo defende que o preço “da botija de gás deve ser fixada nos 20 euros” e que, para tal, o Estado pode subsidiar as empresas que a vender de forma direta.
Sobre a proposta para os valores máximos nas rendas, Raimundo diz que já existem fórmulas para determinar os valores que os inquilinos terão de pagar, sendo que um alargamento da medida não seria problemático nesse sentido.
-
Raimundo: "Comissões bancárias deixaram de se justificar"
O Secretário-geral do PCP critica que os portugueses sintam dificuldades na Habitação, quando “a banca em 2024 teve 6,3 mil milhões de euros de lucro, metade dos quais são em comissões bancárias”.
O Secretário-geral do PCP defende que “as comissões bancárias deixaram de se justificar” e propõe que a Caixa Geral de Depósitos dê o exemplo, acabando com essas comissões.
Sobre o investimento público de 16 mil milhões de euros “no buraco da banca”, pergunta qual foi o benefício para o Estado. “Nós ficámos com os prejuízos, agora quem é que ficou com os lucros?”. Dessa maneira, defende que nos casos de intervenção pública à banca, o Estado devia ficar com o controlo dos bancos em que investir fundos públicos.
Sobre uma outra vertente do programa eleitoral do PCP, Raimundo afirma que “há um caminho que se tem que ir abrindo para contrariar 40 anos de privatização da economia”, admitindo que não se pode reverter esse processo de súbito.
Neste aspeto defende que o Estado tem de recuperar o “controlo estratégico” de alguns setores que teriam implicações, por exemplo, ao nível da soberania, mencionando a REN, a EDP e as empresas que gerem os aeroportos nacionais.
-
Proposta do PCP para salário mínimo de 1.000 euros custa 1.500 milhões de euros à economia
Na questão dos salários, Paulo Raimundo diz que a proposta do PCP para este verão fixar o salário mínimo em 1.000 euros custará “1.500 milhões de euros à economia”, uma quantia que acredita que o país tem capacidade de pagar.
“A proposta não é que se decrete o aumento dos salários”, explica Raimundo. Para aumentar a remuneração dos trabalhadores de entidades privadas, o líder comunista propõe instrumentos como a contratação coletiva.
O Secretário-geral do PCP volta a fazer a comparação aos salários em Espanha, país que considera criar um nível de riqueza semelhante a Portugal, que, no entanto, faz um distribuição mais justa do mesmo.
Raimundo defende que essa seria uma foram de “aumentar o mercado interno através dos salários e das pensões”, beneficiando as pequenas e médias empresas para que esta não fiquem “sem a capacidade de crescer e sobreviver”.
Sobre outra proposta com um grande peso nos cofres do Estado, Raimundo menciona o aumento das pensões em 5% que, explica, custará “mais 1.800 milhões de euros” do que aquilo que já está previsto no Orçamento do Estado. Sobre se estas medidas representam um esforço financeiro grande diz: “O país aguenta, a pergunta é se as pessoas aguentam”.